ITAITUBA(PA), 03.05.2023 - Com indicação decidida e sugerida pelos caciques Munduruku, o Governo Federal, atraves de seu organismo competente, nomeou e empossou o educador, líder e politico indígena HANS AMÂNCIO CAETANO KABÁ MUNDURUKU, para comandar a responsabilidade constitucional de gerenciar a Coordenação Regional da gestão de apoio indigenista através da FUNDAÇÃO NACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS na região do Tapajós e suas áreas de influência, que congregam várias etnias que reúnem em torno de 18 mil silvícolas entre esses Munduruku, Kayabi, remanescentes Apiaká, e indigenas ressurgidos das etnias, Arapiun, Borari, Maytapu, Tapajó, Tupaiu e Tupinambá.
HANS KABÁ é filho do lendário Cacique Geral do povo Munduruku, KABÁ BIBOY. Dotado de atitudes guerreiras e persistentes em reivindicar direitos, no entanto com um caráter de resolver contendas através de amplos diálogos; tem formação superior e especializações em educação, ja assessorou com desenvoltura no Governo de Almir Gabriel a Diretoria de Educação Indígena do Estado e além de vice-Prefeito do municipio de Jacareacanga, foi vereador por cinco mandatos consecutivos, reunindo vasta experiência em discutir com autoridades politicas do estado ou federação, meios que favoreçam financiamentos de promoção e buscas de apoio ao desenvolvimento social, econômico e cultural de seu povo.
A Funai de Itaituba experimenta pela terceira vez em sua direção um indígena Munduruku, espaço esse sempre reivindicado pelas lideranças dos "Caçadores de Cabeças", -como históricamente é conhecido o povo Munduruku. -As gestões anteriores contando com indígenas à frente não produziram resultados positivos à contento do Grupo Tribal Mubnduruku, naufragando na omissão e inércia devido não terem iniciativas nem corredores politicos para buscarem e nem atrairem investimentos para fomento à autossustentação dos grupos tribais assistidos pela Coordenação da Funai em Itaituba; nem mesmo, especificamente, reportando sobre as Terras Indigenas Munduruku e Sai cinza ocorram investimentos no trato pelo menos com a fiscalização e proteção desse espaço de terras de jurisdição Federal, colocado ao usufruto exclusivo do povo indigena; concorrendo para facilitar a entrada de garimpeiros na área pela região leste, limites com o Rio das Tropas (Jurupary) na língua Munduruku.
Sobre a situação de se declarar que garimpeiros invadiram as Terras Indigenas dos Munduruku, para trabalhos de garimpagem, é fora de propósito, ja que por serem como é de dominio público e até pelo histórico da etnia, como guerreiros e bravos defensores de seu territorio, o Munduruku jamais contemplaria sem reagir uma invasão, ou intrusão ao seu territorio, por isso com segurança se diz que todo garimpeiro que garimpava ou perambulava pelo interior das Terras Munduruku e Sai Cinza, espaço esse hoje com enormes problemas ambientais, nunca adentraram às áreas como invasores, ja que não seriam loucos e sim como convidados de próprios indígenas, caciques, capitães, Vereadores e até com denúncias no MPF da conivência ou simplesmente omissão de próprios servidores do Organismo Indigenista Federal de Itaituba.
Há registros que alguns índios abriram as porteiras de suas terras para entradas de PC´s e outros equipamentos cobrando pedágios para se interiorizarem floresta a dentro das Terras de domínio Munduruku. Nesse espaço com o crescente aglomerado de garimpeiros se amontoando em torno de produzir, ganhar dinheiro, enriquecer, pistas de aviões monomotores foram abertas rasgando a floreta ao meio para a produção ser mais célere, e como nem todo mundo é de ferro, abriram bregas, estabelecendo tambem em consequencia das casas festivas farta comercialização de bebidas alcoolicas e presença de mulheres... ah as mulheres! ...e os indigenistas da Funai, sem eira nem beira, sem recursos para se mobilizarem em fiscalização, ficavam na contemplação, na praça ...dando milhos aos pombos.
Tendo apoio em disponibilização de recursos ou dotações orçamentárias garantidas para suporte à economia tribal, com a finalidade de produzirem alimentos e preaticarem com o excedente a comercialização, Hans Kabá deverá fazer um bom trabalho à frente da Funai Itaituba. Caso contrário, cairá em desgraça com seu povo que pedirá a nomeação de outro indigena, depois outro, depois outro, depois outro e depois outro, até chegar outro!
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