quinta-feira, 17 de junho de 2021

JACAREACANGA CHORA A MORTE DE HAROLDO PINHEIRO


JACAREACANGA - José Haroldo Pinheiro, conhecido como HAROLDO CONSTRUTOR, pessoa muito querida no municipio e região do Tapajós, faleceu no alvorecer deste dia, 17,  vitimado por  causas naturais, deixando um legado de luta em defesa do municipio.

Haroldo alem de seu trabalho dedicou-se à politica tendo junção de interesses com o hoje aposentado Gerson Peres, apostava o municipio com uma imagem de socialmente mais justo, porém pelo que se vê não alcançou seu intento. Teve grande influencia no desencolvimento do esporte, precisamente futebol no municipio e ultimamente como um bom pai e melhor avô cuidava de seus filhos e netos. Gostava de um bom papo, versava  sobre assuntos diversos e no ocaso de sua vida a pescaria era seu passatempo preferido.

Minhas profundas condolências à familia que hoje chora a morte de um grande ser humano.

 

TONYA GURGEL FALECEU NESTA TRISTE AMANHÃ VITIMA DO COVID-19



Itaituba -  Lamentamos profundamente anunciar  a morte  da estimada Senhora Tonya Gurgel ocorrida está manha,  17, no Hospotal Regional do Tapajós que lutava contra os males  e a agressividade do COVID-19. 

 

Em vida TONYA GURGEL teve uma produtiva vida, inicialmente no Empreendimento de Juvencio Pereira da Silva e depois por sua inclinação na luta sindical e de proteção aos direitos do Produtor, por longos anos dirigiu com pulso firme e trabalho admiravel o Sindicato dos Produtores Rurais de Itaitba.

Como disse a digna esposa do Deputado Hilton Aguiar, que reflete um pouco o pensamento de todos que a conheceram   - A Tonya viveu plenamente  e deixa uma historia linda.




quarta-feira, 16 de junho de 2021

Ação conjunta da Polícia Federal deflagra a Operação Mundurukânia em Jacareacanga, no PA

Foto: Reprodução/PF.

hare on facebook

 

Share on twitter 

Share o

Share on linke

A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã (16), em ação conjunta com a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e a Força Aérea Brasileira (FBA), a Operação Mundurukânia 2, que tem por objetivo instruir os inquéritos policiais instaurados para apurar as manifestações violentas e ataques contra os agentes de segurança pública que participaram da Operação Mundurukânia, bem como dos incêndios provocados nas residências das lideranças indígenas Munduruku.

Os atos hostis ocorreram entre 25 a 27 de maio, logo após a deflagração da fase anterior da Operação.

A Operação Mundurukânia 1 teve como escopo combater a prática clandestina de garimpos nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no município de Jacareacanga/PA. Essa prática, além de provocar graves danos ao meio ambiente, devido ao uso de produtos químicos altamente nocivos, causando a poluição de rios e lençóis freáticos, também gera uma série de outros problemas sociais na região, como conflitos entre garimpeiros e indígenas.

Casa do vice-prefeito. Foto: Reprodução/PF.

Participam da ação de hoje 45 policiais federais e 30 integrantes da FNSP, além de militares da FAB, dando cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão, além de seis mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de Itaituba (PA)

Os policiais estiveram nesta manhã, na residência do vice-prefeito de Jacareacanga Walmar Kaba Munduruku que segundo informações seria  um dos alvos da operação

Os crimes investigados são de associação criminosa (art. 288 do CP), incêndio (art. 250 do CP), atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo (art. 261 do CP) e coação no curso do processo (art. 344 do CP), além outros crimes que venham a ser descobertos ao longo da investigação.

Foto: Reprodução/PF.

JACAREACANGA SOB TENSÃO PERMANENTE


JACAREACANGAA Força tarefa que comanda a desintrução nas Terras Indigenas Munduruku e Sai Cinza, ocupadas por atividades ilegais de garimpagem, cumpre mandados em aberto de prisões  na sede do municipio e pode dirigir-se ao interior  haja vista que pessoas supostamente procuradas estão em rotas de fuga para evitar à condução à permanencia da Policia Federal.

O clima é tenso na cidade e devido a  operação que cumpre mandados de prisões, um grupo de indigenas  andaram por todo o comercio recomendando que todo estabelecimento comercial fossse imediatamente fechado.

-Tivemos que baixar as portas, por orientação de um grupo de indígenas. A gente cumpre o que pedem por um misto de apoio e medo... não se sabe o que pode acontecer, infelizmente - Declara um pequeno comerciante.


O fato é que com o comercio fechado o clima fica mais tenso, e o medo cresce entre  a população  da cidade que vive momentos apreensivos e de extrema necessidade. O comercio cerrando as portas não vende e a população não compra.

Pelo que se sabe, propagado nas mídias sociais,   quase uma dezena de mandados estão para ser cumpridos, no entanto ao que somos informados a maioria das pessoas procuradas estão em lugares incertos e não sabidos.

A esposa do Vice Prefeito Valmar Kabá  por informações que procedem de Jacareacanga teria sido  presa em sua residencia neste momento, tambem teria sido preso um revendedor de peças e equipamentos para garimpos de prenome Allan. A policia procura por mais pessoas com mandado em aberto.

Tres helicopteros, um Avião Bandeirante um Caravan mais de 15 viaturas e várias dezenas de policiais formam o aparato da Força tarefa.

Matéria em atualização...

terça-feira, 15 de junho de 2021

HÉLDER BARBALHO RECEBE EM AUDIÊNCIA DELEGAÇÃO POLÍTICA DE JACAREACANGA

Ruy Baima, Antonio Goiano, Geovani, Valdo do Posto, Ivair Karikafu e Dr.Clebe Rodrigues

JACAREACANGA - Sob a liderança dos Chefes dos Poderes Executivo e Legislativo, Prefeito Valdo do Posto e  Presidente do Poder Legislativo Geovani KabáHelder Barbalho Governador do  Estado do Pará, recebeu em audiencia  alem das autoridades supramencionadas  os Vereadores Ruy Baima, Antonio GoianoIvair Karikafu e ainda o Advogado Clebe Rodrigues, que dentre as necessidades exitenciais no municipio apresentadas, reforçaram  ao Governador a necessidade de aumento do contingente policial da cidade e inetrior que padece com uma onda  de inquietação devido a disseminação de entorpecentes na região entre outros problemas de ordem social afeto à Segurança Pública. Para otimizar a busca por uma segurança pública de qualidade inclusive nas regiões garimpeiras o Governador fez uma linha direta com o Senhor Secretário de Segurança Pública para receber a equipe e dar destino especializado e adequado ao pleito que os politicos de Jacareacanga apresentassem, incluindo a permanencia da Policia Militar dernominada ROCAM  por tempo indeterminado para efetuar com dedicação a promoção de Segurança Pública no municipio.


Na agenda definida pelo Staff do Prefeito e Presidente do Parlamento o grupo representando a sociedade Jacareacanguense percorrendo os corredores  palacianos da Capital fez outras visitações nas secretarias estaduais requerendo apoio dos mais diversos para suprir as carencias do municipio, diante da brusca queda da força produtica do ouro,  considerando a força motriz da economia  a garimpagem ter sofrido violento impacto deixando o municipio sem produção de renda e emprego, ja que os vinculos de trabalhos criados originavam-se com a a atividade garimpeira.

Entre alguns assuntos que serão tratados pela equipe politica de Jacareacanga, constam os seguintes como destaque:

  • Gleba São Benedito - Necessidade de apoio e urbanização
  • Posto Fiscal da Sefa
  • Escolas  de Ensino Médio na Cidade e Posto Munduruku
  • Asfalto para complementar o sistema viario em mais 10 Km
  • Apoio para o Setor Madeireiro.
  •  

GEOVANI QUEIRÓZ e RUY BAIMA

Mesmo sem exercer mandado politico, o que poderia enfraquecer sua liderança como pessoa que na medoida de seus esforços ajuda alguns municipios, e sem mandato normalmente o politico perde  seu trafico de influencia, essa era a situação de Geovani Queiróz... Quando assumiu o Cargo de Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Jacareacanga, Ruy Baima  procurou ambientar-se com grupo politico da capital comandado por Geovani Qieiroz; e quando se imaginava que o hoje Vereador Ruy não lograria proveito orbitando em torno da força  do consagrado politico ja que estaria sem mandato. Ledo engano! Ruy habilmente tirou proveito de seu intento politico em um momento que sequer pensava em concorrer à cargo eletivo e carreou para o sindicato ungido pela força  politica do velho ex-deputado, um Caminhão, tratores alem de outros investimentos de apoio à agricultura familiar.

Ao reportar-se sobre a junção politica de Geovani Queiroz, o RP dedica esse espaço para confessar que hoje Jacareacanga pode sonhar mais alto no trato com a produção agricola de seu municipio e em um patamar mais basico a regularização fundiária ja que o habil politico Geovani, é hoje Secretario Estadual de Produção e disso o Vereador Ruy irá tirar grande proveito para o municipio.

domingo, 13 de junho de 2021

LOJA MAÇÔNICA CONSTRUTORES DA ARTE REAL Nº 4266 COMEMORA DIA DOS NAMORADOS, O INICIO DA FAMÍLIA

NAMORO - O INICIO E A CONTINUIDADE  DA FAMILIA

ITAITUBA -  A Maçonaria Universal prodigaliza em seus ensinamentos aos seus adeptos  e Familia Maçônica a força invencivel e indescritivel de uma familia constituida solidamente e que é forjada para alcançar exemplo para  a formação de outros núcleos familiares. Partindo desse pressuposto, mesmo com as agruras da pandemia impedindo as atividades sociais  das Damas da Fraternidade  da Loja Maçônica Construtores da Arte Real nº 4266 que é Federada a Grande Oriente do Brasil, sediado em Brasilia-DF, que normalmente  iniciaria sua organizaçao e execução de suas metas no inicio do ano... um pouco ja se fez nesse intento, e para se celebrar a base fundamental da familia que inicia-se com uma leve brisa que chama-se  NAMORO, o Corpo Dirigente  composto pelo Veneravel Mestre da Loja Maçônica Garcez e seus principais adjuntos Akacio e Paulo Santana acompanhados com suas respectivas esposas, venerandas senhoras, Karol (Garcez), Edna (Akacio) e Raynara (Paulo) e ainda como convidado especial o Casal Aelton e Zilma que se incorporarão em breve à familia Maçônica Universal, marcaram presença em  um encontro social em comemoração ao dia 12 brindando toda a familia Maçônica enamorada, esparsa pela orbe terrestre. O local do encontro foi na Adaxia Pizzaria e que depois de agradabilissima conversa celebraram a ocasião com o melhor que a casa oferece.

Mesmo sem a presença dos demais  membros da Loja Maçônica cujas  presenças foram requisitadas antecipadamente em seus respectivos grupos familiares que se organizaram entre parentes, o encontro regado pelo espirito fraternal que une indissoluvel os Maçons e seus familiares foi de contentamento geral.

FAMILIA MAÇÔNICA - Constitue-se um lar  de pessoas iniciadas não consanguineas, mas que procuram sempre estreitar os laços  de amizade  como verdadeiros irmãos, atrbuindo assim suas esposas  como cunhadas e seus filhos como sobrinhos.

FLAGRANTES DO ENCONTRO.

Cunhadas:  Raynara, Karol, Edna e Zilma

Veneravel Mestre - Garcez e esposa Karol

Ir.´. Akacio e esposa Edna



Ir.´. Paulo e esposa Raynara


Diletos amigos Aelton e esposa Zilma






sexta-feira, 11 de junho de 2021

CAÇADORES DE CABEÇAS - CISÃO PARA SEMPRE!

 


MPF requisita escolta policial para que indígenas Munduruku contra o garimpo ilegal possam viajar a Brasília

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou escolta e proteção policial para que lideranças do povo Munduruku possam se deslocar de Jacareacanga, no sudoeste do Pará, até Brasília, onde estão previstas reuniões e manifestações contra as invasões de garimpeiros em suas terras. Os indígenas representantes do povo sairiam no dia 9, mas o ônibus onde viajariam foi atacado por garimpeiros, que furaram os pneus do veículo e ameaçaram o motorista.

O MPF enviou uma requisição direta à Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Rodoviária Federal e à Força Nacional de Segurança pública para que “considerando as sucessivas e incessantes violências praticadas contra os Munduruku que se opõem a tomada do território por mineradores ilegais e seus financiadores”, no período de 13 a 19 de junho, “empreguem agentes, veículos e equipamentos em quantitativo suficiente para garantir a segurança pessoal e realizar a escolta dos indígenas pretendam se locomover do município de Jacareacanga até o Distrito Federal”.

Além disso, foi enviada uma petição à Justiça Federal em Itaituba, em que o MPF pede que seja garantida a escolta a participação das lideranças nas reuniões e manifestações marcadas na capital federal. A escolta, sustenta o MPF, deve ser realizada pelas forças policiais necessárias, sejam da Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou Força de Segurança Nacional. A petição lembra que, em setembro de 2020, indígenas favoráveis ao garimpo foram transportados em avião da Força Aérea Brasileira até Brasília, para defender as atividades ilegais.

Além de requisitar a escolta policial, a petição do MPF à Justiça também pede que seja executada a multa de R$ 50 mil por dia contra o governo federal, pelo descumprimento da ordem judicial de 29 de junho que ordenou o retorno das forças policiais federais para a região de Jacareacanga, após uma série de ataques contra a Polícia Federal e uma aldeia indígena, onde duas casas foram incendiadas pelos garimpeiros.

Os ataques de ontem e da semana anterior se incluem em uma série de atentados promovidos por garimpeiros contra as lideranças Munduruku que são contrárias às atividades de mineração ilegal em suas terras. O MPF classifica a situação em Jacareacanga como “inacreditável” e reputa à ausência do Estado Constitucional o fortalecimento de um grupo “cujo método de alteração da realidade é a violência”.

“Oportuno repisar que se está diante de organização patrocinada e orientada por diversos integrantes da cadeia econômica de exploração do minério de ouro, tal como se demonstra a partir de evidência recente, confirmada por inspeção realizada pela Polícia Rodoviária Federal, por meio da qual se elucida uma lista de “patrocinadores” que promoveram o fretamento de diversos ônibus para o transporte indígenas e não indígenas a Brasília/DF, em 19 de abril de 2021, com o fim de ludibriar autoridades públicas acerca de um inexistente consenso Munduruku derredor da prática da atividade ilegal”, explica a petição judicial.

“Vê-se, portanto, que além de financiados por extensa organização criminosa, o grupo pró-garimpo ainda se empenha em impedir, a qualquer custo, que a parte contrária seja ouvida pelas autoridades da República, o que por outra via constitui gravíssima ofensa a direitos fundamentais encartados na Constituição Federal”, diz o MPF sobre os fatos registrados ontem em Jacareacanga.

Operações episódicas – No documento enviado à Justiça hoje, o MPF também aponta a falta de planejamento e estruturação para o combate às atividades ilegais no interior do território Munduruku. A operação frustrada da PF, que se iniciou em 25 de junho e, em vez de se alongar pelos 15 dias previstos, foi encerrada após apenas 3 dias de trabalho, “se apresenta como uma reprise” de operações anteriores, em que as autoridades federais apenas “cumprem tabela” para não se indisporem com o Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou na Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709 ações para coibir a invasão das terras indígenas do povo Munduruku. As operações são sempre “episódicas” e logo em seguida, se abandona o território novamente.

Em recomendação enviada no último dia 8 a várias instituições públicas, o MPF apontou para a necessidade de uma atuação coordenada sobre a cadeia econômica do ouro, para assegurar o controle sobre a extração e exportação do minério. Diferentemente de outras cadeias econômicas, como as da pecuária e dos grãos, em que em alguma medida já é exigida responsabilidade socioambiental dos atores dessas cadeias, ajudando a elevar a imagem do país no âmbito internacional, na cadeia de produção e circulação de ouro essa exigência não existe.

Entre as diversas requisições feitas pelo MPF na recomendação, foi solicitado aos Ministérios do Meio Ambiente, da Justiça e Segurança Pública, de Minas e Energia, e da Defesa, que estabeleçam agenda para ouvir os relatos dos indígenas Munduruku ameaçados e vítimas de atos de violência decorrentes das tentativas de invasão forçada do seu território para expansão da mineração ilegal.

Também foi recomendado – em especial, à Força Aérea Brasileira (FAB) – que sejam disponibilizados servidores, equipamentos e aeronaves para conduzir esses indígenas para reuniões em Brasília, considerando que, no passado, esses recursos foram empregados para conduzir lobistas e criminosos para a capital federal para tratar dessa mesma agenda.

Na recomendação o MPF aponta que quase a totalidade do brasileiro é exportada, sendo que em 2019 o Canadá, o Reino Unido e a Suíça registraram 71% de todas as importações de ouro do Brasil. (Veja a íntegra da recomendação aqui)

Violência em série – O bloqueio do ônibus das lideranças Munduruku se soma a uma longa lista de atentados cometidos por garimpeiros na região desde março, quando foi identificada a chegada de maquinário pesado, grupo armado e helicóptero suspeito de escoltar os criminosos, que estão avançando em direção a bacias hidrográficas fundamentais para a garantia da vida indígena, como a bacia do rio Cururu.

Também em março, na zona urbana de Jacareacanga, o grupo pró-garimpo depredou o prédio da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn. Foram destruídos documentos, móveis e equipamentos, além de produtos indígenas à venda no local. A violência foi uma tentativa de silenciar as mulheres Munduruku, contrárias à mineração ilegal em terras indígenas. O escritório vandalizado é de uso coletivo com outras organizações indígenas antigarimpo.

Em abril o grupo de garimpeiros e representantes da minoria Munduruku aliciada por garimpeiros impediu que uma viatura do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) entrasse em Jacareacanga. A viatura fazia fiscalização contra a mineração ilegal em floresta nacional e área de preservação ambiental na região.

Ainda em abril, novamente na zona urbana de Jacareacanga, por duas vezes o grupo pró-garimpo roubou itens pertencentes à Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn, conforme as indígenas relataram ao MPF. No dia 18 foram roubados mais de 830 litros de combustível e um tanque de motor de barco. Apesar de no dia anterior o MPF ter divulgado que os roubos poderiam voltar a ocorrer, no dia 21 o grupo pró-garimpo roubou um motor de barco das mulheres indígenas.

No final de maio, durante a realização de operação da Polícia Federal que cumpria ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), os ataques se tornaram ainda mais violentos: uma aldeia foi invadida por garimpeiros e casas de uma das principais lideranças contra o garimpo foram incendiadas. A própria base montada pela PF foi atacada pelos garimpeiros, o que motivou o encerramento da operação prematuramente, com a retirada das forças federais. Essa retirada que motivou o pedido do MPF à Justiça para que fosse assegurada a segurança pública na região, mas a ordem não vem sendo obedecida.

Processo nº 1000962-53.2020.4.01.3908

________

Título e ilustração Rastilho de Pólvora

MUNDURUKU Vs. MUNDURUKU E A CONTENDA SEM FIM

Povo Munduruku denuncia ataque contra ônibus que levava lideranças a Brasília

Ministério Público Federal e Frente Parlamentar Indígena acionaram governo federal e governo do Pará para garantir escolta aos indígenas, impedidos por garimpeiros de sair de Jacareacanga (PA)

Indigenas denunciam que onibus que os levaria à Brasilia foi atacado
Tiago Miotto - Assessoria de Comunicação CIMI

Em nota divulgada nesta quarta-feira (9), o povo Munduruku denunciou um ataque contra o ônibus que levaria lideranças da Terra Indígena (TI) Munduruku, na região do Alto Tapajós, no Pará, para Brasília, onde projetos anti-indígenas correm risco de ser votados na Câmara dos Deputados e julgamentos decisivos – para o povo Munduruku e para o conjunto dos povos indígenas do Brasil – ocorrem nesta e na próxima semana.

“Na manhã do dia 9 de junho no município de Jacareacanga, o ônibus que iria buscar nosso comitiva do Alto Tapajós para levar à Brasília foi atacado, teve seus pneus furados e o motorista foi ameaçado, se não saísse da cidade o ônibus iria ser queimado. Não havia ninguém no ônibus”, informa uma nota do movimento Ipereg Ayu.

Nos últimos meses, os ataques de garimpeiros que atuam ilegalmente na TI Munduruku contra lideranças do povo têm se intensificado. No dia 26 maio, garimpeiros armados atacaram uma aldeia e queimaram a casa de Maria Leusa Kaba, liderança contrária à mineração e ao garimpo na TI Munduruku. Outras ameaças se seguiram ao ataque, que ocorreu em represália a uma operação de fiscalização e combate ao garimpo ilegal na região.

Apesar do clima de terror, no dia seguinte ao ataque, as forças federais e estaduais se retiraram da região e deixaram os indígenas sem proteção. No dia 29 de maio, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal determinou o retorno de forças federais a Jacareacanga, para garantir a proteção do povo Munduruku.

A Justiça impôs ao governo federal uma multa de R$ 50 mil por dia de descumprimento da decisão. A Força Nacional chegou a ser deslocada para a região, mas lideranças Munduruku denunciam que o povo continuou desprotegido e ameaçado pelos criminosos.

“Responsabilizamos o Estado brasileiro caso aconteça alguma coisa com todos. Não nos protegeram em situação de ameaça constante, não garantiram reforço policial no município de Jacareacanga. Nunca teve reforço policial no município continuamos sendo atacados, mesmo informando, pedindo policiamento, pedindo apoio”, afirma a nota Munduruku.

O governo federal tem atuação direta na região do conflito – mas não a favor dos indígenas. No ano passado, uma ação de fiscalização contra o garimpo ilegal na região foi interrompida após visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da intervenção do Ministério da Defesa.

O MPF abriu inquérito para analisar a ocorrência de improbidade administrativa por parte das autoridades responsáveis por impedir a invasão da terra indígena e investiga, inclusive, suspeitas de vazamento de informações sigilosas e transporte de garimpeiros que atuam ilegalmente na TI Munduruku em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

A Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Indígenas solicitou medidas urgentes ao Ministério da Justiça e ao governo estadual do Pará para garantir a segurança e o direito de ir e vir dos indígenas. Os deputados Airton Faleiro (PT-PA) e Vivi Reis (PSOL-PA), membros da Frente, acompanham o caso na região.

Hoje (10), o MPF enviou uma requisição direta à Força Nacional de Segurança Pública, a Polícia Rodoviária Federal e à Força Nacional de Segurança solicitando escolta e proteção policial para que as lideranças do povo Munduruku possam se deslocar de Jacareacanga até Brasília.

Pneus do onibus furados pelos garimpeiros, para impedir viagem de lideranças à
Brasilia contrarias
à exploração de garimpos nas Terras Indigenas Munduruku e Sai Cinza 

Mobilização em Brasília

Entre esta sexta-feira (11) e a sexta-feira da próxima semana (18), julgamentos centrais para o povo Munduruku e o conjunto dos povos indígenas ocorrem no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um deles envolve medidas de segurança da parte do governo para os povos Yanomami e Munduruku e o pedido de um plano federal para a retirada de garimpeiros e invasores destes e de outros cinco territórios indígenas. O pedido foi feito no âmbito da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709/2020, de autoria da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Outro processo decisivo é o caso de repercussão geral que vai tratar de demarcações de terras indígenas no Brasil. O status de “repercussão geral” dado pelo STF ao processo significa que a decisão tomada nele servirá para fixar diretrizes para todos os outros casos envolvendo a demarcação de terras indígenas.

A expectativa dos povos indígenas é que a Corte tome uma decisão definitiva contra a tese do “marco temporal”, defendida por ruralistas e outros setores econômicos interessados na exploração de suas terras, como o da mineração (saiba mais).

Além disso, projetos que visam retirar direitos territoriais dos povos indígenas, inviabilizar demarcações e abrir terras indígenas para exploração econômica correm risco de votação no Congresso Nacional, como o Projeto de Lei (PL) 490, que tem sido incluído na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC) da Câmara dos Deputados e pode ser votado em breve.

Desde o início desta semana, uma delegação de cerca de 70 indígenas das regiões Sul e Sudeste do país está em Brasília, realizando atos e mobilizações contra o marco temporal e o PL 490.

“Queremos manter nossa viagem, para denunciar, para falar com os ministros”, informam os Munduruku na nota divulgada ontem (9).

Leia a íntegra do comunicado do movimento Ipereg Ayu:

 

II COMUNICADO ALIANÇA DAS ORGANIZAÇÕES DO MOVIMENTO IPEREG AYU

Continuamos a ser atacados. Os serviços públicos não funcionam, Jacareacanga é cidade sem lei.

Os caciques precisam ser respeitados na sua decisão. Os bandidos não podem ser soberanos mais do que os Caciques.

Queremos denunciar o que estamos vivendo, estamos indo pra Brasília para denunciar todas as ameaças que estamos vivendo. Não estamos conseguindo sair. Nossos caciques estão presos no município.

Na manhã do dia 9 de junho no município de Jacareacanga, o ônibus que iria buscar nosso comitiva do Alto Tapajós para levar à Brasília foi atacado, teve seus pneus furados e o motorista foi ameaçado, se não saísse da cidade o ônibus iria ser queimado. Não havia ninguém no ônibus.

Nossa comitiva do alto Tapajós está proibida de seguir viagem.

Responsabilizamos o estado Brasileiro caso aconteça alguma coisa com todos. Não nos protegeram em situação de ameaça constante, não garantiram reforço policial no município de Jacareacanga. Nunca teve reforço policial no município continuamos sendo atacados, mesmo informando, pedindo policiamento, pedindo apoio.

Queremos manter nossa viagem, para denunciar, para falar com os ministros. Estamos em um grupo grande do nosso movimento de resistência Ipereg Ayu, sofrendo ameaças aos arredores de Jacareacanga, sabemos que eles estão armados e nós não. Informamos a todos o que estamos vivendo para que possam nos ajudar.

 Fonte: CIMI NORTE II

Compartilhar: 

quinta-feira, 10 de junho de 2021

TEM CAROÇO NESSE ANGÚ - POLÍCIA FEDERAL EM AÇÃO!

Avião que despareceu com piloto resgatado após 36 dias é investigado em esquema de tráfico internacional de drogas

A polícia do Pará ainda investiga as circunstâncias da queda do Cessna 210 e a relação do piloto com o dono do avião.

Por Sílvia Vieira, G1 Santarém — PA

10/06/2021 12h31  Atualizado há 14 minutos


Avião Cessna 210 PT-IRJ desapareceu em viagem de Alenquer para a região de garimpo, no Pará
Foto: Reprodução/Redes sociais



Operação Hesíodo que foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (10) no Maranhão, e desarticulou uma facção criminosa suspeita de tráfico de armas, drogas, crimes violentos e lavagem de dinheiro, também investiga o avião de prefixo PT-IRJ, que em janeiro deste ano desapareceu após ter decolado do município de Alenquer, pilotado pelo santareno Antônio Sena (Toninho), que foi resgatado com vida 36 dias depois.

PF desarticula braço de facção criminosa no Maranhão e Piauí, em operação contra tráfico de armas e drogas

Análise da movimentação financeira do grupo investigado por tráfico mostrou que esse grupo já havia comprado o avião em Rondônia para fazer o transporte da mercadoria ilegal da Bolívia para o Maranhão. O avião de R$ 1,1 milhão é o Cessna 210, a aeronave que Toninho pilotava no dia 28 de janeiro deste ano, quando decolou com destino a uma região garimpeira levando mercadorias e combustível para o dono da aeronave, mas não conseguiu chegar ao local.

De acordo com a Polícia Federal, o avião foi registrado em nome de um laranja. A operação Hesíodo está em andamento e já cumpriu mandados de prisão em cidades do Maranhão e em Teresina, no Piauí.

Toninho Sena, sem máscara, com equipe que fez o resgate e piloto santareno, em Prainha, no Pará — Foto: Agência Pará/Divulgação

Após ser resgatado pelo Grupo de Salvamento Aéreo do Governo do Pará (Graesp) e os irmãos Tiago e Mariana Sena, que acompanharam as buscas, Toninho Sena contou que havia feito um pouco forçado menos de meia hora após à decolagem e que o avião havia caído do meio de um açaizal, dentro de um charco e que pegou fogo. O piloto diz ter passado 36 dias na mata, se alimentando de frutas e castanhas.

A polícia do Pará ainda investiga as circunstâncias da queda do Cessna 210 e a relação do piloto Toninho Sena com o dono do avião. A investigação é praxe quando ocorre acidente com aeronaves.

Piloto Toninho Sena encontrou destroços do avião que caiu em área isolada no Pará — Foto: Erik Jennings/Reprodução/Instagram


_____Título RP

OPERAÇÃO MUNDURUKÂNIA E A ALDEIA QUE SUMIU DO MAPA

Imagem meramente ilustrativa

JACAREACANGA -  Com fartos e indignados comentários  o líder indigena Thomaz Borõ Munduruku filho do lendario Cacique Martinho Borõ, vitimado recentemente pela nefasta Covid-19, atraves da rede Social facebook faz grave denúncia  contra a Operação Mundurukânia que está destruindo  nas Terras  ìndigenas Sai Cinza  e Munduruku toda estrutura de atividade ilegal de garimpagem. Aponta o indigena que na sobredita Operação nas imediações do Igarapé Preto, no dia 08 passado, locais de atividades de garimpagens  foram destruidas como equipamentos e insumos.

Informa lamentando, que alem dos prejuizos  tidos e havidos, que  uma ação impensada, precipitada e desastrosa  dos integrantes da Operação esses atearam fogo em uma pequena Aldeia proximo à margem do Igarapé Preto,  sendo morada fixa de seu Tio Rafaelzinho e familiares,  Rafaelzinho é professor aposentado, e com certeza a destruição talvez foi motivada por pensarem que o espaço seria para apoio aos garimpos.

Rafael Manhuari Munduruku,  conhecido como Rafaelzinho por sua diminuta estatura fisica, é cidadão de bem, não tem atividade garimpeira, foi um baluarte na luta pela ampliação e demarcação da Terra Indigena Munduruku, e desde o ano  de 1.990  quando  a Funai instalou um Posto Indigena na Aldeia Carocal do Rio das Tropas, proximo à sua Aldeia, o octagenário indigena ja ocupava  o local com sua prole  desenvolvendo suas atividades  em roças de subsistencias, além de sempre estar na Aldeia Caroçal lecionando, contratado  para tal finalidade.

Acrescenta o sobrinho Thomaz que além da casa que dava abrigo para sua familia o velho indigena  teve todos seus pertences destruidos pelo ataque ao seu pequeno aldeamento. 

-Uma pergunta que não quer calar:

QUEM PAGARÁ POR ISSO?

Informações veiculadas nas redes sociais, dão conta que muitos indigenas  voltarão à carga protestando por essa situação, e comentam que descerão para Itaituba e poderão bloquear, como ja fizeram antes a conexão das Rodovias 164 e 230 em Campo Verde