RASTILHO DE PÓLVORA

“A DIFERENÇA ENTRE A PALAVRA CERTA E A PALAVRA QUASE CERTA, É A DIFERENÇA ENTRE O RELAMPAGO E O VAGALUME"

MUDANÇA TEMERÁRIA QUE DEVE SER BEM ANALISADA PARA O DSEI-RTP ATRAVÉS DO POVO MUNDURUKU

Cleidiane Carvalho Coordenadora da Saúde Indígena (DSEI-RTP)


ITAITUBA/JACAREACANGA(PA), 25.01.2023 - Com profundas mudanças  nas instituições nacionais que se distribuem desde o primeiro escalão do Governo e se estendem às Coordenações Regionais, os tentáculos reformadores de Lula atingiram em cheio já  Itaituba que já experimenta essa ação, na exoneração na Fundação Nacional dos Povos Indígenas, antes Fundação Nacional do Índio, do titular do cargo de Coordenador, Senhor Martinho.

O DESAFIO DO COMPROMISSO GOVERNAMENTAL E AS QUESTÕES VITAIS

Tornou-se evidente enchendo de contentamento o Povo Indígena, em compromisso de campanha, que em seu Governo, as instituições de apoio à causa indígena, como Funai e a Sesai em suas Coordenações   e Distritos seriam conduzidas pelos próprios indígenas.

Mesmo achando interessante se não for um jogo apenas para a plateia,  contemplar essa decisão; no entanto tem que se precaver para algumas questões vitais para o fortalecimento do gerenciamento  dessas instituições através dos indígenas para não sofrerem descontinuidade em Coordenações que prestam um grande trabalho.

Fato importante, é constatar que o Povo Munduruku já até pode ser desafiado para comandar trabalhos de interesse coletivo de seu povo, por  já estarem inseridos no processo  político-partidário desde o início da década de 90 e também crescendo muito no fator educação escolar, já   tendo no âmbito político, Vereador presidindo o Parlamento Municipal  de Jacareacanga e no campo acadêmico muitos indígenas formados em  Pedagogia, Engenharia, Direito, Enfermagem entre outros,  além de cursos técnicos, que sem sombra de dúvidas, se colocam no mercado em igualdade de condições com membros da população envolvente e que ja estão no mercado de trabalho concorrendo para usufruírem de suas formações profissionais.

O RECEIO DA INAPTIDÃO A CARGO ESPECÍFICO

O receio bem que se diga é ser  indicado alguém para gerenciar a Saúde Indígena tão complexa, uma pessoa sem formação e preparo adequado para compreender a administração  e nuances da Gestão  sem ter necessária experiencia ou noção para tal finalidade. Aí entra se caso for nomeado, a necessidade de ser preparado para o desafio através de uma capacitação de gestão estratégica para a especificidade que o caso requer. Para ilustrar exemplificando, dois indígenas foram indicados, em tempos diferentes evidentemente,  por lideranças para comandarem a Funai, e pouco tempo depois, estranhos ao cargo, os próprios parentes pediram suas saídas, mesmo a Funai tendo mais facilidades de ser administrada por estar sucateada e poucas responsabilidades para se agir em defesa de seu público-alvo que entendia essas situações sem aceitar evidentemente, por ser uma deficiência de estrutura governamental.

Há vários anos o Distrito Sanitário Especial Indígena Rio Tapajós – DSEI/Tap é conduzido pela experimentada Coordenadora CLEIDIANE CARVALHO, que dá ao trabalho de promoção à saúde do Povo indígena uma atenção sempre buscando  em sua execução e resultado a qualidade, dentro dos limites de dotação orçamentaria descentralizadas, muitas vezes reduzido por efeito da situação econômica do país.

GESTÕES POLÍTICAS DESASTROSAS E RECUPERAÇÃO COM EFEITO CLEIDIANE 

De outra forma, depois de ter passado nas mãos de políticos e pessoas  mais para composição de currais eleitorais para  finalidades escusas de políticos  ao trabalho de suporte à saúde do povo indígena, surge a indicação da Enfermeira Cleidiane que conseguiu extrair o melhor de sua equipe, buscando incessantemente em Brasilia  ampliar  seu quadro funcional com mais médicos e profissionais diversos de saúde, compondo com tal providência uma admirável e qualificada Equipe Multidisciplinar de Saúde. O trabalho da Coordenadora foi tão intenso e eficaz ao povo indígena, que poderão ressentir-se em pouco tempo a ausência da mesma do gerenciamento do Distrito Sanitário Rio Tapajós, caso haja mudança, ao que se propala.

Equipamentos  de transportes aéreos, terrestres e  fluviais encurtaram distâncias salvando vidas, a rede de  ampliação de serviços de comunicação   foi outro fator que contribui para  o atendimento ser praticamente onipresente através de técnicos e auxiliares de saúde;  revitalização e construções de Casas de Saúde Indigena, além de permanente fixação de médicos, enfermeiros, e outros profissionais correlacionados diretamente com a saúde pública percorrem toda a extensão da superfície das Terras Indígenas continuamente com presença garantida   onde haja ou houver um núcleo humano necessitado de atenção.

TOMAZ WARO PROVAVEMENTE  INDICADO, RECONHECE FABULOSO TRABALHO DE CLEIDIANE CARVALHO NO DSEI-RIO TAPAJÓS.

Tomaz Waro - Presidente do Conselho de Saúde Indigena, com movimento dos parentes favoravel a sua indicação

Comenta-se entre alguns indígenas em redes sociais, a mão estendida do Presidente da República  em valorizar os indígenas oportunizando ocasião para colocá-los no gerenciamento da saúde de seu próprio povo, para tanto nomes já surgem entre os Munduruku e o mais destacado é do Presidente do CONDISI  (Conselho Distrital de Saúde indígena) Tomaz Waro, dotado de bons princípios, pessoa de bem, que evidentemente bem capacitado  para a Gestão e com razoavel    conhecimento de noções de Saúde,  poderia se constituir em um bom Gestor. 




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