RASTILHO DE PÓLVORA

“A DIFERENÇA ENTRE A PALAVRA CERTA E A PALAVRA QUASE CERTA, É A DIFERENÇA ENTRE O RELAMPAGO E O VAGALUME"

APUÍ ASSURINI. UM BOM AMIGO QUE SE FOI PARA TUPAñ'A!

Apuí Assurini

JACAREACANGA (PA), 14.12.2022 - Noticia-se neste instante a morte por causas naturais do indigena da etnia Assuriní, servidor aposentado da Fundação Nacional do Índio/Funai APUÍ ASSURINI, ocorrido neste dia 12/12.

Apuí, mesmo dominando a sua língua materna da etnia Assurini, falava fluentemente outras linguas ou idiomas dos troncos linguísticos Tupi, Gê e Macro Gê, e foi muito importante para os trabalhos indigenistas, em várias frentes de contato com indígenas hostis e resistentes à aproximação com a sociedade envolvente que a Funai executava quando  constatava que os silvicolas estariam sendo ameaçados ter seus territorios originários invadidos pela expansão de atividades economicas em nossa região.

Foi transferido para a Funai de Itaituba inicialmente para compor a Frente de contato Madeirinha que tentou várias vezes contato com remanescentes Apiaká nas confluências dos Rios Juruena e Tapajós.

Após a desmobilização da frente de contato Madeirinha, Apui Assurini que era casado com a indigena da etnia Munduruku Iracema Waru se integrou à comunhão da cultura Munduruku e nunca retornou ao seio tribal dos indigenas Assurini. O indigena Assurini, ora pranteado era pai adotivo do indigena professor e politico ISAIAS KIRIXI, e pai biologico de Jairo e Betiza.

Apui se constituiu em um bom servidor nos quadros da Funai e tive o privilégio de contar com o mesmo durante 12 anos como um leal e dedicado colega de trabalho.

Meus profundos sentimentos à familia enlutada e particularmente ao Izaias, Jairo e Betiza.

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