As acusações são de fraudes em licitações públicas para navegação.
Empresas de fachada fecharam contratos de cerca de R$ 2,9 milhões.
Os desembargadores das Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça do Pará, em sessão realizada nesta segunda-feira (14), aceitaram a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o prefeito de Brevespor suposta prática de crimes de Responsabilidade e da Lei de Licitações. As acusações são de fraudes em licitações públicas para serviços na área de navegação. Conforme o Ministério Público, empresas de fachadas eram contratadas através das licitações fraudadas, mas os serviços eram executados por empresas pertencentes à parentes do prefeito. Com o recebimento da denúncia, é instaurada a ação penal, que está sob a relatoria do desembargador Raimundo Holanda. O G1 tenta contato com a Prefeitura de Breves.
O Ministério Público ressalta ainda na denúncia, que os contratos somam cerca de
R$ 2,9 milhões, sendo a empresa de fachada. Juntamente com dois irmãos do
prefeito, a responsável pela empresa também foi denunciada pelo Ministério
Público no mesmo processo, mas os desembargadores determinaram o
desmembramento da ação, retornando o processo contra os três para a Comarca
de Breves. A medida foi determinada considerando que apenas o prefeito tem foro
privilegiado para ser processado e julgado no segundo grau do Judiciário.
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