Quanto mais os governos – federal ou estaduais – concedem isenção fiscal às empresas, mais pobres ficam os municípios. A matemática é simples: a maioria dos municípios brasileiros sobrevive dos repasses dos fundos de arrecadação dos Municípios e do Estado. Ou seja, quanto menos o Estado arrecada menos os municípios recebem.
No caso do Pará, a previsão para 2014 é que os municípios deixem de receber mais de R$ 282 milhões, que seria o resultado negativo do fundo a partir da concessão de renuncia fiscal por parte do Governo do Estado do Pará. Simão Jatene renunciou a R$ 1.131.626,00 que poderiam ter sido arrecadados para os cofres do Estado.
Um exemplo foi o desconto de 95% de ICMS dado à Fly Açaí do Pará Ind. e Com. de Alimentos e Bebidas S.A, antiga Tropical Indústria Alimentícia, que pertence à família Maiorana, parceiros do governador Jatene, no final do ano passado.
R$ 66 Bi
Prática incorreta
Em média, a renúncia do ICMS corresponde a 16% da arrecadação do tributo prevista para 2014. Valor que deve ser de R$ 390 a R$ 400 bilhões. Apesar de os Estados adotarem critérios diferentes para a renúncia, os números divulgados pela CNM mostram o tamanho da perda de receita a que os Estados e Municípios estão submetidos por causa da guerra fiscal.
Dívidas
Enquanto os Estados renunciam ao ICMS, maior arrecadação tributária deles, o Congresso Nacional discute a mudança dos índices de correção das dívidas de Estados e Municípios.
Esses débitos surgiram após o ajuste fiscal, entre 1997 e 2001, quando o governo federal assumiu as dívidas para regularizar as contas de Estados e aproximadamente 180 grandes e médios Municípios.
Mas, agora estes entes pagam os débitos com juros dá época em que firmaram os contratos, muito acima dos praticados hoje em dia.
(Diário do Pará)
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