Entenda quais contas Genoino fez para tentar se aposentar com salário integral
Pedido de aposentadoria
José Genoino sabe fazer contas: no processo em que
pede aposentadoria por invalidez, Genoino se compromete a abrir mão de
receber 20 000 reais por mês para ficar com o benefício integral, ou
seja, 26 000 reais. Claro, quanto mais, melhor. Por que ele pode
escolher?
Até 1997, os parlamentares podiam aderir a um plano-mamata de
previdência, exclusivo para as excelências. Pelo hoje extinto Instituto
de Previdência do Congressista (IPC), o sujeito contribuía enquanto
fosse parlamentar e se aposentava com o valor equivalente ao tempo em
que cumpriu mandato.
Por exemplo, se o parlamentar fosse eleito duas vezes, poderia
colocar o boi na sombra recebendo o equivalente a oito trinta avos do
valor integral. Para Genoino, com quatorze anos de contribuição pelas
regras antigas, a conta fecharia em aproximadamente 20 000 reais, que
ele passaria a receber quando deixasse a Câmara.
Em 1997, a mamata acabou e entrou em vigor o Plano de Seguridade
Social do Congressista (PSSC), muito mais rigoroso e bem semelhante ao
regime vigente para qualquer trabalhador brasileiro inscrito na
Previdência. Embora menos generosa, a nova regra prevê em caso de
sinistro, como a invalidez, que o parlamentar se aposente com
remuneração integral.
O que fez Genoino? Abriu mão do que tinha direito no regime antigo
para se beneficiar da melhor parte das regras atuais, no caso dele, se
aposentar com seus 26 000 reais provenientes dos cofres públicos – caso
seu pedido seja deferido pela Câmara.
Por Lauro Jardim - VEJA.Com
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