RASTILHO DE PÓLVORA

“A DIFERENÇA ENTRE A PALAVRA CERTA E A PALAVRA QUASE CERTA, É A DIFERENÇA ENTRE O RELAMPAGO E O VAGALUME"

...E ELES NÃO QUISERAM DIVIDIR A MISÉRIA

Pará, um Estado tão rico em recursos naturais. Belém, um passado de fausto e elegância. O que aconteceu com esta terra para ficarmos assim, quase todos os dias assistindo, seja nas ruas seja na mídia, a imagens de tanta miséria, tanta desordem urbana, tanta lama dentro da qual vivem tantas famílias? Uma desordem agora transformada em números, pelo IBGE.
Monstruoso esgoto a céu aberto no coração da capital. Em volta,
prédios de apartamentos dos mais caros do Brasil. A elite tem
domícílio aqui e "mora" em Miami
(Fotos: M. Dutra)
Não se trata de buscar culpados, o correto será cada um dos habitantes desta cidade apontar o dedo para o próprio peito, pois todos, com maior ou menor grau de responsabilidade, temos uma parcela de culpa por tudo isso. Claro que a culpa maior é daqueles a quem entregamos a responsabilidade de gerir os nossos impostos e governar. Governam?

Bairro da Cremação. Miséria de um lado e aparência opulenta do
outro. Desigualdade anda junto com a desordem urbana
Tudo que a TV Liberal vem mostrando nos últimos dois anos referente aos gravíssimos problemas urbanos de Belém revela-se agora por meio dos números do IBGE, na consolidação dos dados do Censo 2010. Esses números, divulgados hoje, quase às vésperas da Rio+20 são aterradores tanto quanto qualquer habitante da capital paraense vê nas ruas quando sai de casa, como quando assiste aos programas de TV mostrando a miséria e a lama dentro da qual uma parcela imensa da população desta cidade vive.
Na pesquisa, Belém apresenta os piores resultados em vários itens do entorno dos domicílios, entre as cidades com mais de um milhão de habitantes. Está em último lugar em iluminação, pavimentação, arborização, meio-fio (guia), calçada e identificação de logradouros (placas de ruas, praças, etc). E é a campeã em esgoto a céu aberto e lixo acumulado. Entre os domicílios da capital paraense, 44% têm esgoto a céu aberto e 10% tinham lixo acumulado no período da coleta de dados do Censo 2010.

Na capital da Zona Franca a situação não é melhor. Em plena Floresta Amazônica, Manaus é a segunda grande cidade com pior índice de arborização do País. Apenas um em cada quatro domicílios (25,1%) de Manaus tem pelo menos uma árvore plantada em seu entorno, segundo o levantamento do IBGE feito nos municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes. A capital do Amazonas perde apenas para Belém, onde somente 22,4% das moradias têm árvores por perto.

Cenas como esta são mostradas todos os dias pela TV Liberal. Será
interesse social e jornalístico ou jogada político-financeira?
Por outro lado, Goiânia é, entra as cidades com mais de um milhão de habitantes, a que tem os melhores resultados no entorno das residências. Está em primeiro lugar nos itens iluminação pública, arborização, existência de meio-fio (guia) e identificação de logradouro (placas de ruas, praças, etc). Ficou em segundo lugar em pavimentação e em quarto lugar em existência de calçada e de rampas para cadeirantes. Nos dois itens ruins, Goiânia também teve o melhor desempenho, com o último lugar em existência de esgoto a céu aberto e de lixo acumulado do lado de fora.
__________Remendo RP
Titulo RP
O renomado Jornalista Manuel Dutra refaz um caminho critico construtivo ja mostrado pelo IBGE que exibiu no censo passado o retrato falado da miséria estabelecida no Pará-de-lá.
Eles gostam mesmo é de miséria!
O sonho pela criação do Estado do Tapajós é uma realidade e a luta continua.
 

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