DEBATE ENTRE SIM E NÃO PELA RBA E RADIO CLUBE MOSTRA UM "NÃO" SEM PROPOSTAS PARA DESENVOLVIMENTO DO PARÁ E NIVELANDO POR BAIXO O EVENTO
O município de Jacareacanga, por duas ou três vezes foi
citado neste dia (01) no debate pela emancipação de Tapajós e Carajás,
transmitido pela RBA e Radio Clube do Pará via Sky como sinônimo de município esquecido
pelos governadores do estado do Pará, notadamente no abandono governamental
estadual em saúde e segurança.
Zenaldo Coutinho e Deputado Sabino sabatinados defensores do não, muitos evasivos,
dissimulados não conseguiram responder com segurança perguntas feitas por Lira
Maia e João Salame que defendem a bandeira da emancipação. Indagado sobre
propostas do NÃO para o progresso do Pará, o porralouca Zenaldo Coutinho
tentando nivelar por baixo o debate, dizia sempre que a primeira proposta seria
acabar com a proposta indecente de se dividir o Pará.
Com certeza Salame tanto quanto Lira Maia, defensores de um
ideal de progresso para Santarém e região, com muita desenvoltura e segurança,
mostraram não apenas que há uma necessidade e oportunidade impar de se dividir o estado e a parte mais
beneficiada seria o Pará remanescente por já encontrar-se melhor estruturado.
João Salame ao replicar uma pergunta dos defensores do NÃO, que sustentavam que economicamente seria inviável
a criação de Tapajós e Carajás, mostrou com sólido argumento o contrario e que em remota possibilidade
disso acontecer, a constituição garante a junção dos estados separados.
Voltando ao nome do município de Jacareacanga citado algumas vezes no debate,
foi referido que a distancia geográfica desse município do centro
administrativo estadual deixa a municipalidade em situação precária e
desesperadora longe da atenção direta do governante estadual como se não pertencessemos ao estado.
Zenaldo Coutinho ao referir-se a população Santarena e dos municípios
pró-Tapajós, tratava-os como “esquartejadores”
mostrando todo seu despreparo como politico e desumanidade enquanto ser humano. Como esse Deputado saído das entranhas da
elite de Belém portou-se no debate mostra que independente do que ocorrer no dia 11
vindouro, sendo criado ou não o Tapajós, o mesmo fomentou rivalidade entre o povo de Belém e de Santarém e municípios de influencia da
Perola do Tapajós, e criou meios que favorecem
o NÃO LEVAR O PARÁ A MAIOR CRISE
DE SUA HISTORIA principalmente se Golias vencer Davi. Independente do resultado
depois do dia 11, o Pará não será mais o mesmo.
Para ilustrar apenas um exemplo da dificuldade dos
Governadores do Pará em assistir com dignidade todos os municípios do estado, cite-se que Simão Jatene, garantiu para o município Jacareacanga
nos quatro anos de seu governo, (PPA) a
quantidade de 1.000 metros de ruas e
estradas vicinais pavimentadas, isso mesmo: 1.000 metros, ou seja 1 (um) Quilômetro;
fato inconteste que precisamos criar o estado do Tapajós. Na verdade cria-se uma confusão em nossas cacholas, ou somos abandonados ou esquecidos.
2 Comentários
Quem luta pelo não, luta por nada, quer as coisas como estão, mas quem luta pelo SIM já cansou de esperar por um futuro que nunca chegou!
77 duas vezes no dia 11 de dezembro!
Pelo menos para alguma coisa serviu o passeio da equipe da Rede Globo pelo Pará: para mostrar ao Brasil, em palco tão reluzente, e aos próprios paraenses, o que todos vemos todos os dias, isto é, quadros de aguda e vergonhosa miséria que infelicita este Estado em todos os seus quadrantes.
Miséria encontra-se pelo País todo, mas não na intensidade e na extensão com que se verifica, por exemplo, em Belém. Não existe no Brasil uma cidade deste porte com tamanha exposição de feridas sociais tão desumanas. Metade da população desta cidade vive nas famosas Baixadas, como aqui chamamos as favelas. Milhares de famílias vivem literalmente dentro da lama, na borda dos igarapés imundos, nos ambientes mais infectos imagináveis.
Situações semelhantes, obviamente em ponto menor, observa-se em Marabá, Santarém, Ananindeua, Castanhal, em Breves e em todo o paupérrimo Marajó, assim como em todo o vasto interior. Parece que pouco mudou nesta parte da Amazônia depois de 1835, quando os Cabanos viviam tão explorados e excluídos que, em certo tempo, quando morriam, seus corpos eram jogados aos urubus. Só eram dadas sepulturas aos brancos.
Por que será que, numa região tão rica em bens naturais, a maioria dos seus habitantes amarga uma miséria tão desgraçada assim?
Pois é esse panorama de tristeza e de revolta que está subjazendo à campanha do plebiscito do próximo dia 11 de dezembro. No começo da campanha, os do Não diziam que Carajás era rico e que o Tapajós era pobre. Os de lá diziam que Belém concentrava a maior parte da riqueza do tesouro estadual, o que é verdade, mas não toda.
Nesta última semana Sins e Nãos parecem ter caído na real e passaram a eleger a miséria como cabo eleitoral comum,
VAMOS DEIXAR O ORGULHO DE LADO, É PRECISO TER VERGONHA DESSA MISÉRIA. DIGA SIM AO DESENVOLVIMENTO DO NOVO PARÁ
77 e 77