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quinta-feira, 19 de maio de 2016

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Assembleia De Deus

Ação vê ‘desvio de finalidade’ em passaporte diplomático para pastor alvo da Lava Jato

POR MATEUS COUTINHO
19/05/2016, 16h00
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Benefício a Samuel Ferreira, sob suspeita de utilizar sua igreja Assembleia de Deus para lavar dinheiro para Eduardo Cunha, é questionado na Justiça Federal
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O pastor Samuel Ferreira. Foto: Divulgação
Após a repercussão do passaporte diplomático concedido pelo Itamaraty ao pastor da Assembleia de Deus Samuel Ferreira e sua mulher Keila Ferreira, foi protocolada nesta quinta-feira, 19, na Justiça Federal em São Paulo uma ação popular pedindo a suspensão do ato que concedeu o benefício ao casal. A ação, movida pelo advogado Ricardo Nacle, aponta que o passaporte diplomático “não é brinde” e que a concessão dele aos pastores configurou um “desvio de finalidade”.
Samuel Ferreira é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro para o presidente suspenso da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Operação Lava Jato.
“Passaporte diplomático não é brinde cuja distribuição opera-se aleatoriamente, ou então, sob a justificativa da genérica e abstrata expressão ‘interesse do País’. Todos possuem o direito de saber qual razão está a evidenciar a emissão do passaporte diplomático na hipótese do ‘interesse do País’, pena de se abrir mais um campo voltado à transgressão do interesse público”, assinala a ação.

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