RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

segunda-feira, 28 de março de 2011

GARIMPO DE CASSITERITA NO SUL DO PARÁ EXERCE FORTE ATRATIVO PARA GARIMPEIROS DE JACAREACANGA

Jacareacanga – Se não bastasse a vertiginosa queda de receita do Fundo de Participação dos Municípios/FPM,  provocada pela drástica redução populacional resultado do ineficiente trabalho censitário do IBGE que varreu do  mapa mais da metade da população do município que em números aproximados reduziu a receita do município em quase 50%, nova tormenta ronda a municipalidade  que é a corrida aventureira  aos garimpos de cassiterita, precisamente em São Felix do Xingu.
Dezenas de dezenas de garimpeiros, proprietários de maquinários denominados PC’s  e outras tralhas  com seus equipamentos estão deixando os garimpos adjacentes a Jacareacanga como Palmares, São José, Porto Rico, além dos localizados às margens dos cursos d’águas Parauari,  Maués ,  no Amazonas, e do interior da Terra Indígena Munduruku  deslocando-se para o Sul do Pará.
Enquanto alguns se satisfazem com essa corrida como os funcionários da FUNAI - Coordenação local de Jacareacanga ao verem que seus esforços em livrarem-se de invasores  da Terra Munduruku, (mesmo com a estagnação funcional da Funai de  Itaituba) estão sendo facilitados, outros, como muitas famílias e comercio local já começam a ressentir-se desse êxodo  de garimpeiros da região  já que a economia já  combalida, volta a sofrer novo revés.
Como se sabe o grande produção de renda e emprego está afeto à Prefeitura Municipal , e que somado a produção do ouro desses garimpeiros com atividades informal e que servia para fazer circular pequena monta de recursos financeiros do comercio de viveres, combustíveis, peças e assessórios de reposição para maquinas aquecendo a economia, hoje declina comprometendo dessa forma as ações das políticas sociais que com a redução do FPM se não se mostraram essa queda estão perto de acontecer.
Para se ter idéia do desconforto do Poder Executivo, no final de dezembro todos os servidores amparados por contratos temporários ficaram sem vinculo empregatício devido não se ter lastro financeiro para se arcar com a responsabilidade por pagamentos, e isso causou transtornos em muitas famílias que dependiam do vinculo de trabalho.
Voltando ao assunto da perda de receita da Prefeitura/FPM, somada a saída de levas de garimpeiros para o sul do Pará que tira de cena  e de circulação considerável quantidade de recursos que giravam no comercial formal e informal local  e que ajudavam a Prefeitura a produzir renda e emprego a situação caótica acentua-se e indícios de novas demissões no Poder Executivo se mostram como solução para equilíbrios da receita/despesa e comentários advindos de um serventuário do Poder Legislativo dá conta   que por La também já se fala em demissões.
CENSO/IBGE/2.010
No período de um mês que antecedeu os trabalhos de coleta do censo, já havia uma expectativa que a população que era tida como de quase 40 mil pessoas e que fora inchada por obra e graça dos prefeitos anteriores para arregimentar investimentos para maior progresso para essa região abandonada e que precisava de sólidos e urgentes investimentos, não excedesse a 32 mil. Mesmo assim com a desconfiança que a população  girasse nesse entorno O Prefeito Raulien Queiróz alimentava a expectativa de fazer o Poder Executivo gerenciar as políticas publicas da região com o patamar de recursos oriundo de uma população entre 24 a 32 mil pessoas, e para pasmo, surpresa, indignação e  descrédito com os trabalhos do IBGE, a população apontada e consolidada do município atingiu a mentirosa, a criada, a inventada população de 14.000 pessoas.
NÚCELOS HUMANOS "QUEIMADOS"
Tenho o IBGE como um instituto cientifico e estatistico dos mais sérios da Republica Federativa do Brasil, o que não conta nessa seriedade foram os trabalhos desenvolvidos no censo, onde recenseadores, “queimaram” inúmeros núcleos humanos, casas, malocas, taperas tanto na Terra Indígena, como comunidades garimpeiras justificado pelos próprios recenseadores, por falta de insumos e estruturas em transporte para execução dos trabalhos de competência do IBGE.
VARRIDOS DO MAPA
O Município de Jacareacanga, não clama pela contagem de uma população fictícia como se apresentava, tampouco por se repassar recurso advindo de uma população estimada, clama sim por seriedade, respeito, pela recontagem seria e responsável da população em toda sua extensão. No tsunami do  Japão conta-se hoje  menos, 10 mil pessoas que morreram por causa daquele fenômeno natural essas pessoas desapareceram do mapa e todos sabem de que forma; em Jacareacanga depois da contagem do IBGE registra-se a menor cerca no mínimo de 15 mil pessoas,  não ocorreu aqui tsunami, terremoto, maremoto, sarampo que em 1.850 reduziu a população Munduruku de 5 mil para 300 pessoas. O que ocorreu na verdade foi um péssimo trabalho de recenseadores que perdidos sem apoio estrutural do IBGE deixaram de registrar inúmeros domicílios e munícipes. À  exceção desse imensa barbeiragem ou pouco caso com vidas humanas de Jacareacanga,  siglas partidárias, ou melhor politiqueiros de quinta categoria, contrários ao sistema atual de governo que por revanchismo, burrice ainda não desarmaram os palanques eleitorais sugestionaram muitas famílias da sede do município e até do interior, a se esquivarem do inquérito censitário do IBGE com a nítida intenção  de limitar o repasse de recursos para o município mesmo sabendo que quem pagaria por tremenda jumentisse seria o povo, e por mais uma década... até o próximo recenseamento. Em Jacareacanga ainda existe isso!
MAIS DESAFIOS PARA O PODER PÚBLICO
...E os garimpeiros de Jacareacanga estão saindo temporariamente da região para inchar São Felix do Xingu deixando para  trás um enorme desafio para o Poder Público apresentar solução o fortalecimento do Estado Democrático de Direito. Como será feito isso com minguados recursos do FPM, que mal está dando para bancar a folha de pagamento?
Se o IBGE  com seu eficiente (?) trabalho der as caras por aqui para  atender o clamor da população e fazer novo recenseamento, com responsabilidade, identificando os moradores das quase 600 casas que considerou fechadas  e recenseando moradores de outras  tantas que não foram visitadas com certeza deverá ser resgatado uma divida pela barbeiragem executada no censo, caso  contrário resta esperar o retorno dos garimpeiros que foram para São Felix do Xingu, e orar forte para o não tão piscoso mais Tapajós exceder em caratinga, bodó, piau e aracu que não são de Barreiras para alimentar parte do povo de Jacareacanga como os índios que de uma população de 13 mil indígenas o IBGE reduziu para pouco mais de 7 mil.
-QUEM PAGA POR ISSO?

Nenhum comentário: