segunda-feira, 31 de maio de 2021

CURSO ADMINISTRAÇÃO APLICADA - OPORTUNIDADE COM VAGAS LIMITADA

 

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Este curso está alinhado com o que há de mais atual quando o assunto é administração, indústria e negócio, haja vista a importância do administrador empreendedor para atuar de forma bem-sucedida em qualquer empresa da indústria ou comércio.

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Início das aulas: 12/06/2021
Valor da mensalidade: R$ 80,00
Duração: 03 meses

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HORÁRIOS
 
Turma 01: 8 às 10h
Turma 02: *10 às 12h_

Obs.: O Curso será certificado pela Universidade da Amazônia - Unama


JÚNIOR DO SACOLÃO COMETE SUICÍDIO EM JACAREACANGA

Júnior do Sacolão

Jacareacanga - Não bastasse o trauma vivido ultimamente  com a contenda entre Garimpeiros e a Operação Mundurukânia  que resultou em pessoas feridas e prejuizos incalculaveis para proprietarios de equipamentos e insumos para atividades garimpeiras, com os trabalhadores e comerciantes duramente atingidos sentindo ja a queda na economia do municipio,  a extensão do municipio inquieta-se novamente, agora, pelo lúgubre acontecimento que vitimou uma pessoa  muito benquista na região, tratando-se do Junior do Sacolão que em um ato tresloucado colocou fim à sua propria vida, suicidando-se por enforcamento quando dirigia-se para a Comunidade de São Martim e no decurso da viagem cometeu o ato desesperador.

Como não poderia ser ao contrario, o ato cometido pelo suicida, pegou os amigos de surpresa e o resto da população sem crer  que um homem aparentemente em pleno gozo de  suas faculdades mentais, teria motivação para intentar contra sua propria vida.

Comentarios populares dão conta que Junior do Sacolão atravessava momentos de extrema dificuldade financeira, e que tencionava retornar para as atividades de garimpo pois  não escondia que estava quebrado (falido). Alem disso surge conversas que  somado a esse grave problema passava por momentos delicados em sua vida familiar e conjugal. 

Nessa morte perdí um bom amigo!

domingo, 30 de maio de 2021

VIOLÊNCIA EM BARREIRAS - QUATRO FERIDOS E UM CPF CANCELADO

ITAITUBA/BARREIRASCenas de selvageria ocorreu no inicio da noite de ontem, em que ao final resultou um jovem assassinado e quatro pessoas com perfurações de facas pelo corpo e que foram removidas de emergencia para receberem cuidados médicos em Itaituba.

Os envolvidos na briga pertencem à Familia do Sr. Neco, contumazes em  se meterem em confusões, confessa uma moradora daquela localidade ribeirinha,  e dessa vez foram questionar um homem que estaria bebendo com amigos e que em tempo pretérito atropelou uma parenta da família do Sr. Neco que faleceu na ocasião. O homem bebericava  com amigos, sendo todos da comunidade, tratando-se de um pescador e dois  professores. Ato seguido gerou uma discussão e foram a vias de fato e na confusão e no ensejo da luta com facas os irmãos perderam o outro irmão mortalmente ferido na contenda. Diz ainda a moradora que quando esses homens da familia de Neco até então composta de tres irmãos, ora reduzido a dois, estão fora de Barreirra os moradores respiram tranquilidade, porem quando retornam as confusões começam alem de outras alterações comportamentais de parte  dos filhos do Sr. Neco.

ENTENDA O CASO

Ha dois anos uma das pessoas  que estava bebendo ceifou acidentalmente em uma motocicleta a vida de uma pessoa da familia do Sr. Neco  e decorrido esse tempo todo o causador do acidente apareceu no povoado e  era um dos que estavam bebendo sem alteração alguma, quando chegou os filhos do Neco, que confabularam que o fulano de tal que estaria com aqueles outros foi o que teria matado sua parente, iniciou a partir de então por iniciativa dos irmãos, tidos como bagunceiros, conforme informou a moradora, e no final registrou-se  a morte de uma pessoa e quatro feridos, que foram transladados para itaituba. 



sábado, 29 de maio de 2021

Urgente: Forças de segurança têm até 24h para retornar a Jacarecanga, determina Justiça

Órgãos de segurança pública. Foto: Segup

A Justiça Federal da 1ª Região determinou neste sábado (29) que as forças de segurança retornem ao município de Jacareacanga, no sudoeste do Pará, em até 24 horas, e mantenham o efetivo, seja da Polícia Federal, das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança. A medida visa evitar invasões de terra e novos conflitos na área.

Desde a última quarta-feira (26), o clima é tenso na cidade. Garimpeiros entraram em conflito com a Polícia Federal para tentar impedir uma operação de combate à mineração ilegal nas Terras Indígenas Munduruku e Sai-Cinza.

A polícia também investiga o incêndio de duas casas de uma liderança indígena, que teria sido provocado por defensores do garimpo. A operação “MunduruKânia” terminou sexta-feira (28).

A decisão deste sábado atende a um pedido do Ministério Público Federal, que criticou a falta de planejamento das forças de segurança na operação, o que teria acirrado os conflitos no município.

No texto, o juiz federal Ilan Presser disse que “os atentados contínuos ao patrimônio público e à integridade física de lideranças indígenas, demonstram que a retirada das forças federais da região se revelou prematura”. Caso a determinação seja descumprida, a União deve pagar multa de R$ 50 mil por dia.

Plantão24horas

Defesa cancelou apoio à operação da PF contra garimpos no Pará

Rubens Valente Colunista do UOL

28/05/2021 11h39Atualizada em 28/05/2021 19h29

Casa da liderança indígena Maria Leusa Munduruku, incendiada por garimpeiros na Terra Indígena Munduruku, em 26 de maio de 2021Jacareacanga (PA), emImagem: Divulgação


A negativa da Defesa em participar da operação foi informada em ofício enviado no último dia 21 - apenas cinco dias antes do início da operação - à secretaria-executiva do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Assinado pelo chefe do Gabinete do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, o major brigadeiro do ar Flávio Luiz de Oliveira Pinto, o ofício diz que "o apoio previsto necessitará ser postergado, condicionado ao recebimento dos referidos créditos [orçamentários]". Segundo o ofício, o Estado-Maior Conjunto aguardava "a disponibilização de recursos extraordinários no Ministério da Defesa para atender à supracitada operação".... - 

A coluna apurou que o papel previsto do Exército era fazer a "manutenção da ordem" na região após a saída dos policiais federais da região e promover a segurança da base usada pela PF para a operação e do perímetro da terra indígena, a fim de impedir o retorno de garimpeiros que seriam retirados pela PF. Os militares também poderiam atuar em locais onde os garimpeiros fizessem aglomerações contra a operação. Na fase final das reuniões do planejamento da operação, contudo, o Exército informou que não iria mais participar, sob o argumento da falta de recursos financeiros. A presença maciça de tropas militares na região poderia ter desestimulado os garimpeiros a atacarem as lideranças contrarias ao garimpo.

Oficialmente, a PF diz que o plano operacional "foi cumprido" (ver nota abaixo). Nesta quinta-feira (27), o Ministério Público Federal no Pará enviou uma série de ofícios a órgãos federais para cobrar que a União "proveja e mantenha, seja por conduto das Forças Armadas ou Força Nacional, efetivo armado, dispondo de quantitativo e subsídios materiais suficientes", para dar segurança a pelo menos nove lideranças indígenas que hoje se encontram ameaçadas de morte. O MPF também solicitou que a União tome medidas a fim de impedir invasões e ataques a cinco aldeias de duas terras indígenas, Munduruku e Sai Cinza.

"O atual ataque engendrado, segundo informações obtidas, tem como foco a invasão da aldeia onde reside a liderança indígena Ademir Kaba Munduruku, no rio Tapajós (Aldeia Santa Cruz) e da aldeia da liderança indígena Ana Poxo (aldeia Poxore, bem próxima a aldeia Sai Cinza), bem como na residência de Isaías Kirixi Munduruku, em Jacareacanga/PA, tendo por finalidade a perpetração de atos destrutivos, similares aos observados na Aldeia tapajós, onde residia Maria Leusa Munduruku. Tais atos dão-se em contexto estratégico e programado de pretensão de silenciamento das lideranças mundurukus, os quais ocorrem - impressionantemente - sob os olhos do Estado brasileiro, que arregimenta cerca de 150 (cento e cinquenta)  agentes públicos na região em questão", diz o ofício do MPF encaminhado à Funai, PF e ao Comando Militar do Norte, entre outros órgãos. No ofício do dia 21 pelo qual informou a impossibilidade de apoio logístico, o Ministério da Defesa reconhece que a operação ocorreria "em atendimento à decisão do Supremo Tribunal Federal, STF, baseada na 4ª versão do Plano de Enfrentamento e Monitoramento à Covid-19 dos povos indígenas, apresentado àquela Suprema Corte no contexto da ADPF nº 709". 

Na ADPF, entre vários pontos, a APIB (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) solicitou a retirada de invasores de sete terras indígenas consideradas em situação mais solicitou a retirada de invasores de sete terras indígenas consideradas em situação mais grave, incluindo as terras indígenas Munduruku. No dia 24, o ministro Barroso decidiu que a União tem que agir para manter a segurança física dos indígenas no Pará e também na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. 

Ofício enviado pelo Ministério da Defesa ao Ministério da Justiça em 21 de maio de 2021 Imagem: Divulgação

A coluna apurou que a PF considerou que a recusa da Defesa "atrapalhou, mas não impediu a realização da operação". Em nota à coluna, a PF afirmou que "o plano operacional estabelecido na Operação Mundurukânia foi cumprido em sua integralidade, durante os dias previamente fixados para o atingimento dos objetivos da ação, não havendo qualquer supressão, muito menos suspensão da operaçãomuito menos suspensão da operação. A PF está ciente dos ataques a residência de lideranças indígenas contrárias ao garimpo e instaurou inquérito policial para apuração de responsabilidade. As circunstâncias dos ataques relatados ainda estão sob investigação". 

Defesa confirma que "aguarda recursos", mas distorce reportagem

O Ministério da Defesa foi procurado na noite desta quinta-feira (27). Às 18h30 desta sexta-feira (28), o órgão enviou uma nota que distorce a reportagem divulgada mais cedo e ao mesmo tempo, de forma contraditória, a confirma, ao dizer: "O Ministério da Defesa aguarda a liberação de recursos orçamentários extraordinários em ação orçamentária específica deste Ministério para atender às operações contidas no Plano Operacional da Polícia Federal, para o pleno atendimento à decisão da ADPF 709, especialmente na região fora da faixa de fronteira". A nota adultera o conteúdo da reportagem ao dizer que "não procede a informação de que a 'Defesa cancelou apoio à operação da PF contra garimpos no Pará', como afirmou reportagem do Portal UOL publicada, nesta sexta-feira, 28 de maio, induzindo o leitor à desinformação" porque, segundo o ministério, "ao contrário do que foi dito na matéria, atualmente estão ocorrendo ações de apoio logístico à Polícia Federal contra ilícitos em terra indígena Yanomamis (Palimiú) e na terra indígena Karipuna, sendo essas duas missões dentro da faixa de fronteira".

Em nenhum momento, porém, a reportagem falou que o Exército cancelou operações na terra Yanomami, que fica em Roraima, e na terra Karipuna, que fica em Rondônia. A reportagem, como se vê desde o título, fala da operação na Terra Indígena Munduruku, que fica no Estado do Pará. A coluna reproduziu o ofício do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do próprio Ministério da Defesa, datado de 21 de maio, que revela o cancelamento da participação das Forças Armadas na Operação Mundurukânia, realizada pela PF. A resposta da Defesa silenciou sobre o ofício do seu próprio oficial. O MinistérioA resposta da Defesa silenciou sobre o ofício do seu próprio oficial. 

O Ministério da Defesa disse ainda que "cabe mencionar que, desde 2020, foram realizadas diversas ações das Forças Armadas, em conjunto com a Polícia Federal, nas Terras Indígenas Yanomamis [sic]. Ocorreram, por exemplo, as operações Ágata e Verde Brasil 2. Essas missões obtiveram os seguintes resultados: 135 dias de patrulhamentos em 77 missões em comunidades indígenas, a desativação de 19 garimpos ilegais e 10 pistas de pouso clandestinas. Além disso, houve as ocupações por 590 dias da Base de Apoio e Proteção Etnoambiental (BAPE) no Rio Mucajaí, em apoio à Fundação Nacional do Índio (FUNAI); por 135 dias a BaBase Waicás no Rio Uraricoera, próximo à região de Palimiú; e a presença das Forças Armadas, em parceria com a PF, por 120 dias na BAPE Araguaia no Rio Uraricoera, dentre outras ações". 

Novamente, em nenhum momento, contudo, a reportagem tratou de fatos passados na Terra Indígena Yanomami, e sim da operação na Terra Indígena Munduruku, no Pará

sexta-feira, 28 de maio de 2021

OPERAÇÃO MUNDURUKÂNIA - ENCERRADA A PRIMEIRA FASE

DPF  PAULO DEIXEIRA EM DUAS SONORAS (Matéria atualizada)

JACAREACANGA -  Encerrou-se no dia de ontem 27, a primeira fase do plano executado para desintrusão  da garimpagem ilegal nas Terras Indigenas Munduruku e Sai Cinza, com exito para as forças constituidas legalmente.


Paulo Teixeira, Delegado de Policia Federal, comandante da Operação policial, reportou-se sobre a operação em sonora repassada  pela Coordenação de Comunicação Social  da Policia Federal.

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Remendo RP - Na verdade  vitimas fatais não se registra, porém vitimas de tiros de borracha, e com problemas respiratorios foram atendidas em postos de saúde da cidade.

PERIVALDO METE A BOCA NO TROMBONE

 Por/ Perivaldo Ferreira*

Hoje jacareacanga amanheceu sob um clima tenso a polícia atirando contra as pessoas que  chegavam no aeroporto para tentar entender o porquê? Porque de tanta agressividade contra um povo que apenas tenta buscar seu sustento, e são tratados como bandidos, enquanto os verdadeiros bandidos estão engravatados, desviando verbas que deveria servi de auxílio para essas pessoas que tem no garimpo a única forma de sustento, aí eu pergunto que são os bandidos os que trabalham de sol a sol para prover o sustento de sua família os que além de desviaram verbas da saúde, educação, ainda promovem a destruição de patrimônios de pessoas trabalhadoras mais aqui é Amazônia, o lugar onde o que importa e o desejo dos estrangeiros e o desejo dos estrangeiros é a proteção dos recursos e não das vidas.

É direito dos moradores de Jacareacanga tem uma explicação do porquê de tanta violência, são vários helicópteros, sobrevoando e intimidado pessoas inocente, os Federais deverias eram está atrás dos políticos vagabundos que desviaram as verbas da pandemia, mas, é cômodo pra eles usar essa operação para tirar o foco deles, essa operação nada mais é do que uma cortina de fumaça, para tirar o foco dos verdadeiros bandidos do Brasil que são os políticos, possivelmente em acordo feito as escuras com ONGs estrangeiras que patrocinam esse tipo de operação dentro do nosso território, 521 anos depois ainda somos sim uma mera colônia de exploração... um homem sábio que conheci chamado Ireno Lima que foi candidato  a prefeito em Itaituba escreveu isso: 

" o povo do Tapajós já cansou de desengano

Político e copa do mundo vem de quatro 

Em quatro ano, ganha quem engana o 

Povo é arriba feito cigano


Se elege se esconde desaparece veloz

Com quatro depois vem igual pulga 

De coiz se tranca num gabinete

Vai desviar nosso imposto sugando 

O suor do rosto do povo do Tapajós...


Esse ireno Lima sabia das coisas 

Enéias Carneiro ex senador é candidato a presidente do Brasil disse : 


" os europeus não estão preocupados com as árvores da Amazônia eles querem é o subsolo, porque se fosse as árvores eles reflorestariam as terras deles"

Os portugueses, os ingleses, holandeses é outro que não me recordo roubaram nossas riquezas estupravam as mulheres nativas faziam as maiores atrocidades, e  agora ainda os endeuzam, é quando chegou nossa vez de explorar nosso solo somos impedidos por ordem de quem e porque????? Eu estou revoltado e gostaria que o maior  número de pessoas compartilhem essa mensagem para que chegue aos responsáveis por essa operaçao insana é descabida.


O DIA "D" EM JACAREACANGA

Nesse momento em jacareacanga estado do Pará está sendo realizada uma operação da Polícia Federal, como houve uma manifestação por parte dos populares a PF reagiu contra os populares, pelo clima tenso que se instalou na cidade o comércio em peso fechou, ou seja que tem o que comer em casa come os que não tem só a misericórdia de Deus... para os policias é agentes do Ibama vai vim mantimento água é tudo o que precisarem. 

A pergunta que não quer calar e o povo de jacareanga vai comer o que? Os mesmos que promoveram esse cenário deveria também suprir as necessidades do povo... Mais o que vai acontecer é que em breve iremos ficar incomunicáveis em função da operação cortaram qualquer meio de comunicação, eu entendo isso como arbitrariedade, mas, os ministros entendem como medida protetiva para que não haja interferência na operação.. operação essa que já tem seus efeitos colaterais, dezenas de pessoas no hospital Municipal atingidas por balas de borracha e spray de pimenta e nos ainda estamos no meio de uma pandemia se houver emergências em função do corona vírus infelizmente os leitos estarão ocupados com vítimas de uma operação em meio uma pandemia onde sempre se pregou não a aglomeração, me parece bem incoerente não acham?? Eita Brasil terra de ninguém onde por interesses alheios uma " árvore " vale mais do que uma vida é heranças culturais....

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*   Ex-servidor público municipal, trabalhando no serviço de identificação  por longo periodo entre outras atividades como  apoio ao trabalho de inclusão social, barbeiro como "bico", e escritor/compositor nas horas de ócio - Residente no municipio por mais de 3 décadas dos quais por consideravel periodo nas comunidades garimpeiras - Demonstra sempre incontidos reclames  pela evolução das ações politicas nefastas que assolam o país no trato com as politicas de desenvolvimento existentes e corroídas pelas ondas de corrupção.


quarta-feira, 26 de maio de 2021

Polícia Federal realiza operação em terras indígenas Munduruku

A Polícia Federal deflagrou, no ultimo dia 25, a Operação Mundurukânia, que teve o objetivo de combater a prática clandestina de garimpos nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no município de Jacareacanga/PA. Essa prática, além de provocar graves danos ao meio ambiente devido ao uso de produtos químicos altamente nocivos, ainda causa a poluição de rios e lençóis freáticos, além de gerar uma série de outros problemas sociais na região, como conflitos entre garimpeiros e indígenas. 

A operação, que foi coordenada pela Polícia Federal, foi deflagrada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, Ibama e com a Força Nacional. Ao todo foram empregados 134 servidores entre policiais e agentes de fiscalização, assim como de aeronaves e veículos 4x4.

Os crimes investigados são de associação criminosa (art. 288 do Código Penal), exploração ilegal de matéria-prima pertencente a União (art. 2º da Lei 8.176/1991), e delito contra o meio ambiente previsto no art. 55 da Lei 9.605/1998, e outros crimes que venham a ser descobertos ao longo da investigação.



Várias outras ações nesse mesmo sentido vêm sendo deflagradas na região ao longo dos últimos anos, como a “Operação Pajé Brabo”, em 2018, a “Operação Bezerro de Ouro”, em 2020, que teve duas fases, a “Operação Divita 709”, em 2021 e a “Bezerro de Ouro 709”, também esse ano. 

O cumprimento dessa operação também faz parte de uma série de medidas, determinadas pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em julho do ano passado, para realizar o enfrentamento e monitoramento da COVID-19, a fim de evitar o contágio e a mortalidade entre a população indígena. Dentre as medidas solicitadas, está a expulsão de invasores das terras indígenas, assim como a implantação de barreiras sanitárias periódicas, ampliação da assistência médica e social e entrega de cestas alimentares. A elaboração de um plano geral de enfrentamento da pandemia está sendo conduzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com o Ministério da Saúde, FUNAI, SESAI e outros órgãos ligados diretamente a causa. 


Povo de tradição guerreira, os Mundurukus dominavam culturalmente a região do Vale do Tapajós, que nos primeiros tempos de contato durante o século XIX era conhecida como Mundurukânia, e daí se extraiu o nome da operação.

______________

Comunicação Social Polícia Federal

(81) 999017703

imprensa@pf.gov.br

Grifo e título RP

Polícia Federal realiza operação para combater a prática de garimpos ilegais em terras indígenas no interior do Pará.

A Polícia Federal deflagrou, no ultimo dia 25, a Operação Mundurukânia, que teve o objetivo de combater a prática clandestina de garimpos nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no município de Jacareacanga/PA. Essa prática, além de provocar graves danos ao meio ambiente devido ao uso de produtos químicos altamente nocivos, ainda causa a poluição de rios e lençóis freáticos, além de gerar uma série de outros problemas sociais na região, como conflitos entre garimpeiros e indígenas. 

A operação, que foi coordenada pela Polícia Federal, foi deflagrada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal, Ibama e com a Força Nacional. Ao todo foram empregados 134 servidores entre policiais e agentes de fiscalização, assim como de aeronaves e veículos 4x4.

Os crimes investigados são de associação criminosa (art. 288 do Código Penal), exploração ilegal de matéria-prima pertencente a União (art. 2º da Lei 8.176/1991), e delito contra o meio ambiente previsto no art. 55 da Lei 9.605/1998, e outros crimes que venham a ser descobertos ao longo da investigação.

Várias outras ações nesse mesmo sentido vêm sendo deflagradas na região ao longo dos últimos anos, como a “Operação Pajé Brabo”, em 2018, a “Operação Bezerro de Ouro”, em 2020, que teve duas fases, a “Operação Divita 709”, em 2021 e a “Bezerro de Ouro 709”, também esse ano. 

O cumprimento dessa operação também faz parte de uma série de medidas, determinadas pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em julho do ano passado, para realizar o enfrentamento e monitoramento da COVID-19, a fim de evitar o contágio e a mortalidade entre a população indígena. Dentre as medidas solicitadas, está a expulsão de invasores das terras indígenas, assim como a implantação de barreiras sanitárias periódicas, ampliação da assistência médica e social e entrega de cestas alimentares. A elaboração de um plano geral de enfrentamento da pandemia está sendo conduzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com o Ministério da Saúde, FUNAI, SESAI e outros órgãos ligados diretamente a causa. 

Povo de tradição guerreira, os Mundurukus dominavam culturalmente a região do Vale do Tapajós, que nos primeiros tempos de contato durante o século XIX era conhecida como Mundurukânia, e daí se extraiu o nome da operação.

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Comunicação Social Polícia Federal

(81) 999017703

imprensa@pf.gov.br

Grifo RP

terça-feira, 25 de maio de 2021

TENSÃO EM JACAREACANGA, INDIGENAS GARIMPEIROS PODEM RESISTIR À OPERAÇÃO

Imagem meramente ilustrativa alcançada na web

JACAREACANGA -  Os trabalhos da Operação contra a garimpagem nas Terras Munduruku e Sai Cinza,  que começou  com aparente tranquilidade e calmaria, no passar das horas no dia de ontem 25 de Maio de 2021, considerando o trafego intenso e maciço de informações via internet atraves de comunidades sociais despertou nos garimpeiros indigenas e não indigenas o espirito de resistirem à operação. Tal despertar se pressupõe que remeta-se à onda avassaladora de ação da Operação  que destruiu maquinarios e insumos para funcionamento da atividade garimpeira em pequenos aldeamentos do Rio Kabitutu como por exemplo  proximo da Aldeia Biriba. Noticias difundidas atraves do whatsApp que colocou mais gasolina no incendio beira à ficção,  dizendo em que uma PC  em funcionamento fora bombardeada por um helicoptero e o condutor pereceu no ataque juntamente com mais duas pessoas que estariam desaparecidas.

Foi flagrante os fartos comentarios, revoltas e incitamentos veiculados nos grupos sociais remotos. Evidentemente que teme-se pelo pior que seria os pró-garimpagem resistirem às ações da Operação, o que pode acontecer ja que até gasolina insinuou-se nas conversas que estariam à disposição dos indigenas para se mobilizarem das Aldeias em frente a Sede do Municipio para efetuarem um movimento até o aeródromo municipal.

É evidente que tem indigenas que lideram a causa defendendo sua economia para o sustento de suas familias o funcionamento do garimpo, o triste mesmo é ser colocado em exposição muitos indigenas de forma tão desastrosa em resistirem a operação executada por homens fortemente armados que estão ali somente para garantir o cumprimento de uma missão. Me reporto dessa forma pois se ocorrer uma resistencia e confronto quem estará na linha de frente serão os amigos índios e os incitadores  na retaguarda, ao longee vendo o circo pegar fogo. Totalmente desumana essa estratrategia.

O comercio todo de uma cidade, mesmo que seja pequena, cerrará suas portas com medo de provavel conflito

Neste horário, 55 minutos do dia 26 de maio de 2021 pode se constituir em um dia fatidico, triste, e de muitos prejuizos para familias, se por ventura um confronto acontecer  vidas poderão ser ceifadas.

DARIA UM CONSELHO PARA OS INDIGENAS, E SEI QUE MUITOS ESTÃO ACORDADOS E PENSANDO NO DIA DE AMANHÃ E PODERÃO VER ESTA POSTAGEM. 

CONTRA A FORÇA NÃO HÁ RESISTENCIA, NÃO ADIANTA O CONFRONTO, A TERRA É DE VOCES INDIGENAS... SE SOMENTE VOCES ESTIVESSEM GARIMPANDO  ESSA OPERAÇÃO NÃO ACONTECERIA, NÃO TERIA ACONTECIDO O DESASTRE AMBIENTAL QUE ESTÁ HAVENDO.

RESISTIR É BURRICE... TEM MUITOS PARIWAT'S  USANDO A FORÇA DE VOCES, PARA BENEFICIO DELES

CARGA PESADA ATINGE TERRAS MUNDURUKU COM FORÇA, FOGO E FÚRIA


JACAREACANGA / PA. - Iniciou-se nesta manha de 25 de maio de 2.021 sobre as Terras Munduruku e Sai Cinza a Operação do Ministerio do Meio Ambiente incumbida de colocar fim na garimpagem ilegal nessas Terras Indigenas com forte aparato de recursos humanos e de transportes como Policiais Federais e militares da Força Nacional alem de agentes ambientais do Ibama, com uma população ordeira e pacifica vivendo momentos sob o signo do medo diante de uma provavel resistencia por parte dos garimpeiros coisa que até o momento não ocorreu e não deve ocorrer, apesar de haver palavras de ordem e certo incitamento nas redes sociais.

 A ação no dia de hoje foi, (dado a entensão da superficie da Terras Indigena),  proximo à sede do municipio precisamente no Rio Kabitutu, e as areas de garimpagens em espaços de  influencia desse curso dágua, ocasionando fortes explosões de maquinarios e equipamentos alem de insumos para a atividade, e ainda incursões dos agentes e militares  floresta à dentro para procurarem equipamentos que podereiam estar escondidos, nessa procura foi utilizado drones para a busca.
Chegada do aparato da operação via terrestre

Surpreendeu os moradores de Jacareacanga   o grupamento de recursos humanos e materiais utilizados para a operação e como contra a força não há resistência, ficou patente a força desproporcional que poderia ser utilizada em uma resistência que felizmente não ocorreu.

Sem se estabelecer um comando, e ainda sem dar conotação que se está esboçando uma reação, amanhã está sendo convidado toda a população para de forma ordeira e pacifica se dirigirem ao Aerodromo com a finalidade de suplicarem que seja encerrada a operação pois a continuidade aprofundará a crise economica no municipio e que irá deixar uma profunda cicatriz na economia local. O comercio irá quebrar pois vende viveres, combustiveis e pequenos equipamentos à prazo e como receberá essas dividas do pessoal desvinculado de seus trabalhos?

Alem disso, toda essa ação, justificam as autoridades ambientalistas, visa fundamentalmente preservar o meio ambiente e garantir a sobrevivencia do Povo Munduruku que ja padece a  muito tempo fazendo ingestão de aguas contaminadas e poluidas em nucleos humanos proximos a atividade garimpeiras.

Por outro lado dificil é verificar que tantas pessoas que tinham vinculo de trabalho nos garimpos  a partir de hoje estarão desligadas de uma produção de renda garantida para o sustento de seus familiares. A fome estará sentada à mesa com eles... 

O que causa incomodo é se verificar que os Governos Federal e Estadual nunca ofereceram um plano alternativo  para essa brusca paralização dos garimpos na região que ja se anunciava ha muito tempo. Como viverão essas familias sabendo que o provedor  sustentava com os trabalhos de garimpagem sua enorme prole? como ficarão? O que a prefeitura poderá fazer para ajudar essas familias se o municipio é pobre e gerencia suas ações exclusivamente com recursos descentralizados de Brasilia, e não possue um centavo de arrecadação propria para enfrentar essa turba de necessitados que irão aparecer?

Hélder Barbalho... ninguem pergunta o que irá fazer para ajudar o municipio, ja que é totalmente ausente do que acontece em Jacareacanga. O governador do Estado do Pará independente de quem ja foi quem é e quem será, tratará sempre com o carinho do esquecimento. Será que Helder Barbalho sabe a carga pesada que caiu sobre Jacareacanga? e que hoje mesmo deveria deslocar sua estrutura de governo para socorrer esse povo? Duvidamos! 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Barroso manda governo tomar medidas para proteger terras Yanomami e Munduruku

Ministro do STF determinou adoção de 'todas as medidas necessárias' para proteger vida, saúde e segurança das populações indígenas'. Neste mês, índios foram atacados por garimpeiros.

Por Fernanda Vivas, TV Globo — Brasília

24/05/2021 18h53  Atualizado há 54 minutos

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (24) que o governo federal tome imediatamente "todas as medidas necessárias" para proteger a vida, saúde e segurança de populações indígenas das Terras Indígenas Yanomami e Munduruku.

Pela decisão do ministro, caberá ao governo "destacar todo o efetivo necessário a tal fim e permanecer no local enquanto presente tal risco".

00:00/06:57

Fantástico visita Terra Yanomami onde garimpeiros entraram em confronto com indígenas

O ministro analisou um pedido feito pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), pela Defensoria Pública da União e por organizações de direitos humanos e seis partidos.

No STF, o grupo defendeu a retirada de garimpeiros das terras indígenas Yanomami e Munduruku.

Pediram ainda que sejam enviados aos territórios indígenas efetivos de Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública, Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e, se for o caso, das Forças Armadas.

No pedido, as entidades relataram que a região passa por uma "escalada de conflitos" devido ao aumento de invasões das terras, "o que ameaça gravemente a vida, a integridade física e a saúde dos povos indígenas, além de lesar o meio ambiente".

Segundo o grupo, as "invasões e ações violentas no interior de terras indígenas, em especial dos povos Munduruku e Yanomami, têm aumentado a cada dia, em plena pandemia de Covid-19, com grande número de vítimas fatais e aumento da tensão e insegurança nas respectivas áreas"

Barroso também fixou diretrizes para a ação da União. O governo:

  • não vai poder dar publicidade às ações, divulgando datas ou informações genéricas que possam comprometer o sigilo da operação, de modo a assegurar sua efetividade;
  • deverá entrar em contato com o representante da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento da operação;
  • deverá apresentar relatório sobre a situação das terras indígenas e sobre a operação realizada;

O ministro também estabeleceu que estão desde já fiscais ambientais estão autorizados a destruir ou inutilizar produtos e instrumentos usados por infratores.

"Entendo suficientemente demonstrados os indícios de ameaça à vida, à saúde e à segurança das comunidades localizadas na TI Yanomami e na TI Munduruku. Tais indícios se expressam na vulnerabilidade de saúde de tais povos, agravada pela presença de invasores, pelo contágio por Covid-19 que eles geram e pelos atos de violência que praticam", afirmou Barroso.

Na decisão, o ministro relatou um contexto em que aponta "falta de transparência e atos protelatórios" da União.

"Além disso, o risco à vida, à saúde e à segurança de tais povos se agrava ante a recalcitrância e a falta de transparência que tem marcado a ação da União neste feito, o que obviamente não diz respeito a todas as autoridades que oficiam no processo, muitas das quais têm empenhado seus melhores esforços, mas diz respeito a algumas delas, suficientes para comprometer o atendimento a tais povos. Não há dúvida, ademais, do evidente perigo na demora, dado que todo tempo transcorrido pode ser fatal e implicar conflitos, mortes ou contágio".

APARATO EXIBIDO NO VÍDEO É DE UMA OPERAÇÃO ANTERIOR, NADA RELACIONANDO-SE COM A OPERAÇÃO QUE IRÁ ACONTECER EM TERRAS MUNDURUKU

Itaituba -  Devido a propagação de um vídeo através das redes sociais  em que aparece um forte aparato militar do Exército com muitos homens e uma considerável estrutura  em transporte culminando com dois blindados sendo um Cascavel e outro Urutu e a imaginação fértil das pessoas insinuarem que seria parte da estrutura a ser utilizada na operação de desocupação de áreas de garimpagens ilegais nas Terras Munduruku e Sai Cinza, o Blog recebeu comunicação que é totalmente inverídica a informação, tratando-se, a bem da verdade, de uma estrutura que entrou em operação em tempo pretérito em outra região.

Foi reafirmado que a Coordenação da operação é de competência do Ministério do Meio Ambiente e a participação de recursos humanos, materiais e equipamentos do Exército Brasileiro ao entrar na operação agirá como força que garanta o efetivo trabalho da operação. 

A operação não tem dia aprazado para acontecer e estabelece através de Portaria Ministerial o prazo de 90 (Noventa) dias para ser realizada.

Sobre o aparato em transporte que chegou em Itaituba da Policia Federal e Força Nacional,  não se trata especificamente para entrar em operação no interior das Terras dos Munduruku e sim efetuarem serviços paralelos de suas responsabilidades nas cidades de Itaituba e Jacareacanga, e aglomerados humanos adjacentes.

 

domingo, 23 de maio de 2021

POLICIA FEDERAL E FORÇA NACIONAL CHEGAM EM ITAITUBA

Itaituba - Dezenas de viaturas oficiais da Policia Federal e Força Nacional chegam nesta cidade muito provavelmente para  compor grupamento de operações para combater o desmatamernto e garimpagens ilegais na região. 

Paira certa expectativa entre os indigenas Munduruku à cerca da desocupação das Terras Indigenas  Munduruku e Sai Cinza.

Informações que se divulgam pelas redes sociais é que garimpeiros em atividade no interior das Terras Indigenas estão desmobilizando as estruturas de garimpagem para evitar mais prejuizos, e como contra a força não há resistencia, a operação deve transcorrer sem maiores problemas ou incidentes.

Pressupõe-se que o aparato em transporte terrestre que chegou em Itaituba faça parte da estrutura da operação devido a vigencia da Portaria Ministerial citar um aprazamento para os trabalhos de 90 dias com inicio neste dia de hoje 23.05.2021

 










quarta-feira, 19 de maio de 2021

POLAQUINHO EM LIBERDADE!

 Empresário alvo de operação da PF em Itaituba responde em liberdade

Gilson Spier foi liberado nesta terça-feira (18) após sua defesa demonstrar que o mesmo possui pré-requisitos para responder aos crimes em liberdade.


Gilson Spier, conhecido como "Polaquinho", foi preso no último dia 13 de Maio. (Foto: Reprodução)


Investigado pela Polícia Federal no âmbito da operação Divitia, o empresário Gilson Spier, conhecido como "Polaquinho", foi preso no último dia 13 de Maio durante uma ação da Polícia Civil em Jacareacanga, que cumpria mandado de prisão e mandados de sequestro de três helicópteros, todos expedidos pela Justiça Federal de Itaituba.

Após ficar o período temporário de 5 dias preso, a defesa do garimpeiro conseguiu sua liberdade após a justiça tentar prorrogar a prisão por mais 5 dias ou converter a mesma em preventiva.

De acordo com o Dr. Fernando Brandão, um dos advogados de Gilson, a defesa conseguiu demonstrar que o empresário possui pré-requisitos para responder aos crimes em liberdade. Também atuam na defesa de Gilson os advogados Dr. Flávio Pedrosa e Dr. Jorgemar Salim.
 

“Trata-se de um empresário que trabalha dentro da legalidade, tem suas empresas e declara todos os rendimentos através de imposto de renda. Todos os bens são declarados e não existe nenhuma prova de existência dos crimes que lhe são imputados.”, afirmou Dr. Fernando Brandão.

Dr. Brandão também declara que seu cliente não possui nenhum envolvimento com outra pessoa ou assossiação criminosa.
 

"Ele não tem nenhum envolvimento com o Boi Na Brasa, não tem nada a ver. Ele não é um bandido que fica escondendo a atuação e atividade financeira dele." disse.

Operação Divitia


Um dos três helicóptero foi apreedenindo na operação. (Foto: Divulgação/PC)


PF já havia tentado capturar Gilson no final do mês de abril, onde, na ocasião, foram apreendidos dois carros de luxo, uma BMW Z4 e um Chevrolet Camaro SS, além de documentos e um aparelho celular do suspeito.

Segundo informações da PF, o garimpeiro é suspeito de realizar escolta, através de helicópteros de sua propriedade, de máquinas e garimpeiros para dentro de uma área da Terra Indígena (TI) Munduruku.

As investigações apontam para a possibilidade da utilização de helicópteros com homens armados dentro deles para garantir a entrada de máquinas pesadas e pessoas para uma região conhecida como Igarapé Baunilha, no interior da TI, para a instalação ou ampliação de garimpos ilegais.

Fonte: Portal Giro

Dispensa comunicada pelo empregador via Whatsapp vale como prova da ruptura do contrato de trabalho

Decisão em 2º grau da Justiça do Trabalho de São Paulo confirmou como válida a dispensa de uma educadora de escola infantil feita por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. Ela desempenhava a função de coordenadora pedagógica e, no recurso, pedia alteração da data de término do contrato e que fosse declarada a rescisão indireta, ou seja, quando o contrato pode ser rompido após falta grave do empregador.

A educadora alegou que conversas por WhatsApp com sua supervisora tratavam da “suspensão” do contrato de trabalho a partir de 2 de abril de 2020. Defendeu que o aviso-prévio não poderia ser substituído por simples mensagem, o que invalidaria a rescisão. Argumentou, ainda, que a baixa da carteira de trabalho pelo sistema eSocial foi ato unilateral da empresa. Assim, pedia que a ruptura do contrato fosse considerada em 18 de agosto de 2020 (data do ajuizamento da ação), condenando o empregador ao pagamento dos salários devidos entre abril e agosto, além das verbas rescisórias.

Para os magistrados da 18ª Turma, no entanto, houve prova legal no processo sobre o encerramento do contrato na data da comunicação eletrônica feita à trabalhadora. O argumento recursal de que a empregada não teve acesso à carteira digital foi considerado irrelevante pelos magistrados, “vez que seu uso passou a ser obrigatório e plenamente válido no âmbito das relações de emprego”, pontuou trecho do acórdão, de relatoria da desembargadora Rilma Aparecida Hemetério.

Sobre a comunicação da rescisão, o colegiado considerou que o aplicativo de mensagens WhatsApp é uma ferramenta de comunicação como qualquer outra. E que se tornou um grande aliado, especialmente no ano de 2020, durante a pandemia do novo coronavírus, com a necessidade de isolamento social recomendado pelo governo do estado naquele período. “As mensagens trocadas por esse instrumento são amplamente aceitas como meio de prova nos tribunais”, afirmou a desembargadora-relatora.

Dessa forma, a 18ª Turma do Regional manteve a decisão do juiz do trabalho Helder Bianchi Ferreira de Carvalho, titular da 8ª Vara do Trabalho da Zona Leste, e negou provimento ao recurso da reclamante. (Com informações do TRT2.

(Processo nº 1001180-76.2020.5.02.0608)

RG 15 / O Impacto

terça-feira, 18 de maio de 2021

JACAREACANGA - EM NOME DA LEI!

JUSTIÇA FEDERAL TORNA 12 PESSOAS REÚS ACUSDADAS DE INVADIR TERRITÓRIO MUNDURUKU PARA EXTRAÇÃO ILEGAL DE OURO

- 08H14ATUALIZADO 18 MAI 2021 - 08H41 -  romanews
Crédito: Reprodução Greenpeace

A Justiça Federal recebeu, no último dia 13 de maio, a denúncia criminal do Ministério Público Federal (MPF) contra grupo de doze pessoas acusadas por parte significativa do garimpo ilegal que assola a terra indígena Munduruku, no sudoeste do Pará. O recebimento da denúncia significa que a Justiça considerou haver indícios suficientes sobre a ocorrência e a autoria de crimes, e transforma os acusados em réus, que agora serão processados e julgados por crimes contra o meio ambiente, associação criminosa e extração ilegal de minério, e podem ser condenados a penas que, somadas, ultrapassam 30 anos de prisão.

Leia na íntegra a decisão de recebimento da denúncia.

Foram denunciados oito não-indígenas, ligados ao grupo conhecido como Boi na Brasa, e cinco indígenas que se aliaram aos criminosos. Os não-indígenas são responsáveis por diversas invasões dentro dos territórios protegidos na região do alto Tapajós e acusados por operarem pelo menos quatro garimpos na Terra Indígena (TI) Munduruku e na Floresta Nacional do Crepori, causando graves danos às matas e cursos d’água. Pelas estimativas dos investigadores, os invasores já causaram pelo menos R$ 73,8 milhões em danos ambientais na região de Jacareacanga.

“O grupo criminoso atua de maneira ilícita na exploração de ouro no interior da Floresta Nacional do Crepori e da Terra Indígena Munduruku, em Jacareacanga, no Pará, fomentando conflitos entre indígenas e sendo detentor de diversas escavadeiras hidráulicas e aeronaves, em nome próprio e de terceiros, que atuam na região e servem de apoio à prática da garimpagem ilegal. No interior da TI Munduruku, o grupo criminoso já avançou para diversos pontos, com destaque para a região dos rios Kabitutu e Kaburuá”, narra a peça acusatória do MPF.

Na decisão de recebimento da denúncia, a Justiça Federal registrou que na peça de acusação estão “(…) presentes as circunstâncias, as condutas típicas e antijurídicas e os requisitos de materialidade delitiva demonstrada e indícios suficientes de autoria pela prática aos tipos previstos no em concurso material, dos crimes tipificados no art. 55 da Lei no 9.605/98, art. 2º, da Lei no 8.176/91 e art. 288, do Código Penal, em concurso material, bem como ausente quaisquer das hipóteses causadoras de sua rejeição liminar (art. 395 do CPP)”.

Ameaças e atuação ostensiva – A denúncia à Justiça traz fatos apurados em várias operações da Polícia Federal (PF) e fiscalizações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e da Fundação Nacional do Índio (Funai), assim como apurações do próprio MPF, que investiga o grupo Boi na Brasa desde 2018. “Os integrantes do Grupo Boi na Brasa têm fomentado conflitos entre os indígenas da etnia Munduruku, apoiando e financiando indígenas que defendem a prática inconstitucional do garimpo no interior da terra indígena. Com graves ameaças e atuação ostensiva na área, intimidam aqueles que são contra a atividade e avançam cada vez mais no território indígena, causando, além dos impactos ambientais, fortes consequências negativas sobre a vida social, a cultura e a saúde dos Mundurukus, um povo guerreiro que luta pela própria sobrevivência”, dizem os procuradores da República na ação penal.

A primeira operação que detectou as atividades do grupo nas áreas protegidas da região ocorreu em maio de 2018. Na época, o Ibama encontrou vários acampamentos, maquinários pesados, motores, mangueiras e outros equipamentos utilizados na garimpagem ilegal. “Na ocasião, o maquinário utilizado para a prática da infração ambiental foi encontrado escondido na mata, no interior da Flona Crepori, às margens da TI Munduruku. O local encontrava-se bastante degradado por conta do exercício da atividade ilegal de garimpo. Os infratores, no entanto, conseguiram se evadir do local por meio de aeronaves”, diz o relatório de fiscalização.

Apesar das fiscalizações, a partir de 2019 a atividade ilegal do grupo se intensificou. A Funai relatou ao MPF o aumento exponencial da atividade no território protegido. “O avanço da prática provocou prejuízos a pesca, caça e alimentação dos indígenas, bem como colocou em risco sua moradia e organização social, fomentando conflitos entre indígenas e garimpeiros. Ao final, o órgão indigenista aponta o grupo "Boi na Brasa" como responsável pela garimpagem ilegal no interior da terra indígena e indica quem seriam seus membros”, explica a denúncia.

Indígenas pediram combate ao crime – Em cartas enviadas ao MPF em 2019, caciques e associações indígenas do povo Munduruku confirmaram as informações dos órgãos de fiscalização. "Boi na Brasa – Um dos mais ricos, poderosos e perigosos garimpeiros não indígenas. É o garimpeiro que tem mais maquinário na região, localizados em vários lugares da terra indígena Munduruku é conhecido como Boi na Brasa.(…) Ele e seu grupo estão só aguardando essa briga entre os Munduruku e fazendo tudo para se legalizar, eles já estão prontos com muito garimpeiro, maquinário e escavadeiras. Polícia e justiça têm que tomar providência para retirar ele daqui e seus equipamentos”, dizem as lideranças em carta de outubro de 2019.

Conforme as investigações se aprofundaram, com a realização das operações Bezerro de Ouro I e II, os órgãos localizaram diversas provas da ação dos criminosos que demonstravam o grande poderio econômico do grupo Boi na Brasa. A PF encontrou provas de que o grupo comprava retroescavadeiras às dezenas, assim como aeronaves. Documentos encontrados nas operações policiais demonstram o grande poder econômico da quadrilha: em 45 dias de 2020, o grupo movimentou R$ 2,6 milhões em ouro. Foram criadas empresas de fachada para movimentar o dinheiro ilegal do ouro e o grupo mantinha registros de pagamentos de propinas a indígenas e policiais.

Foram denunciados à Justiça os integrantes do grupo Boi na Brasa: Saulo Batista de Oliveira Filho, Emerson Paulino de Oliveira, Adriana Lima de Oliveira, Vilson Batista de Oliveira, Adelmo Campos de Oliveira, Anselmo Campos de Oliveira, Alysson Campos de Oliveira e Waldemir Soares Oliveira; e os indígenas Zenobio Manhuary, Josias Manhuary, Waldelirio Manhuary, Francisco Crixi e Adailton Paigo.

Os acusados não terão direito ao benefício de fazer acordo de não-persecução penal com a Justiça. “Além de os crimes imputados a eles terem penas mínimas somadas superiores ao limite de quatro anos, o modus operandi do grupo Boi na Brasa e dos indígenas caracteriza-se pelo uso da violência e grave ameaça em detrimentos dos demais indígenas que se opõem à atividade garimpeira no interior da TI Munduruku e os elementos probatórios levantados indicam uma conduta criminosa reiterada por parte dos denunciados. Por essa razão, não fazem jus ao benefício”, diz a ação.