segunda-feira, 12 de abril de 2021

TERRAS INDÍGENAS MUNDURUKU COM OCUPAÇÃO ILEGAL, CAUSA PREOCUPAÇÃO

Imagem meramente ilustrativa - alcançada na web/Internet

Itaituba - Neste dia e horário 12/04/2021 às 02h56' fazendo umas postagens no RASTILHO DE PÓLVORA, me reportando sobre a questão de garimpagem ilegal nas Terras  indígenas, habitadas por tempos imemoriais pelos Munduruku e ocupadas por garimpeiros não indígenas e na ocasião da postagem surge um  comentário de um indígena, residente na sede do município da cidade de Jacareacanga,  que faz incursões em Terra Indígena permanente  devido a maioria de seus parentes se fixarem no interior  das Terras Indígena Munduruku e Sai Cinza, e que de forma consciente, mas revelando preocupação faz o seguinte desabafo à titulo de comentário sobre as Terras invadidas por brancos para o desenvolvimento da lavra ilegal garimpeira. - Por razão subentendida omite-se o nome da pessoa.

Imagem meramente ilustrativa - alcançada na web/Internet

COMENTÁRIO 

"Isso tá muito sério! Eu que sou garimpeiro há muitos anos não concordo, com invasão de branco na área Munduruku. Hoje em dia garimpeiros brancos,  não pedem mais autorização pra ninguém,  entram com máquinas pesados todos os dias.  Bares  e boates, que estão a todo vapor nas  proximidades das aldeias, e até nas aldeia também, se vê  garimpeiros portando armas de fogo na cintura, e não é mais 38, são pistolas de alto poder de destruição.

A saída tá feia as vezes a gente fica com vergonha, quando chega nas aldeias muitos brancos com garrafas de bebidas nas mãos e latinhas de cervejas.

Se a polícia não prender os donos das máquinas pesadas não adianta nada, eles tem  tem dinheiro para bancar manifestações, viagens  eles entram para as terras onde tem garimpo e com muito dinheiro combatem todos que forem contra eles, colocam parentes contra parentes. Quando eles entram com as balsas, com PCs e demais maquinários,  ele vão com dinheiro. Aquelas Aldeias que são contra, eles dão dinheiro, motores de popa e alimentos como frangos, refringentes,  biscoitos, bombons, Aqui, até policial militar  tem maquinário lá no Katon. Tem até estrangeiros lá garimpando, parece que são Venezuelanos, mandam buscar medicamentos contra malária e até cozinheira   trazem de lá. Só no Rio kabitutu entre a Aldeia Apiaka até a Aldeia Porto   tem umas 120 escavadeiras trabalhando dia é noite 24, eles falam que tem que botar para tirar o ouro porque estão em área indígenas".



Um comentário:

Pukaraman disse...

Infelizmente essa situação é notória e, os órgãos competentes estão longe de tentar buscar soluções! O órgão indigenista fecha os olhos como se nada estivesse acontecendo ou mesmo por falta de compromisso por parte dos que estão a frente, muitas vezes zelando pelo emprego para não se indisporem com com A ou B.... porém, sugerimos que seja realizado um grande encontro mobilizado pelas organizações indígenas Munduruku com fim de alinharam e ajustarem medidas e propostas de interesses coletivos ao bem estar do povo Munduruku!!!