terça-feira, 29 de setembro de 2020

Policiais suspeitos de envolvimento em roubo de 15kg de ouro são presos em Santarém

 

Francinaldo da Silva e os sargentos da PM Márcio Costa e Ivan Passos — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Sargento Ivan da Silva Passos e cabo Márcio Costa, ambos da PM, e o segurança Francinaldo da Silva dos Santos já estão presos. Outros dois são procurados.

Por Sílvia Vieira e Kamila Andrade, G1 Santarém — PA

29/09/2020 10h36  Atualizado há 3 horas


Com base em informações do serviço de inteligência das polícias Civil e Militar de Santarém, oeste do Pará, foram presos nesta terça-feira (29) três suspeitos de envolvimento no roubo de 15kg de ouro após a pessoa que estava com a carga ser sequestrada na Vila Arigó. Dois policiais militares: Cabo Márcio Costa e sargento Ivan da Silva Passos, e o segurança Francinaldo da Silva Passos.

Uma coletiva de imprensa foi realizada na 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Santarém, para detalhamento sobre as investigações e prisões dos suspeitos.

Titular da divisão de homicídios, Gilvan Almeida; superintendente da PC, Jamil Casseb; e comandante do CPR1 e Aldemar Maués — Foto: Kamila Andrade/G1
Durante a coletiva, o superintendente da PC do Baixo Amazonas, delegado Jamil Casseb relatou toda a ação criminosa realizada pelos militares e pelo funcionário da empresa. O veículo, que estava com a carga de ouro foi abordado por três pessoas que se identificaram como policiais federais. Eles fizeram a rendição e roubaram o material. A ação aconteceu na noite de domingo (29).

O superintende destacou também que poucos metros depois a vítima conseguiu abrir a porta e se jogou do carro, correndo em seguida para se refugiar em uma residência na Rua Antônio Simões, onde acontecia um velório. O ouro está avaliado em mais de R$ 5 milhões e pertence a uma empresa de compra e venda de ouro.


"De imediato, nós acionamos a divisão de roubos, que é comandada pelo delegado Gilvan Almeida, para iniciar as investigações. Trabalhamos com os envolvidos diretos na situação, entre vítimas, funcionários e testemunhas. Então, nós conseguimos identificar que um dos funcionários se envolveu no crime. Ele informou à polícia toda a logística e apontou um sargento da PM também como envolvido. O comando da PM foi acionado para realizar as diligências com o sargento. Foi feita toda uma conversa e no momento da investida, nós conseguimos localizar uma barra de ouro com ele (sargento)", explicou o delegado.


Ainda de acordo com o superintendente, no interrogatório, o sargento informou a participação de mais três policiais militares. Destes, apenas um foi localizado e em seguida foi dada voz de prisão pela autoridade hierárquica dele.


Segundo o comandante do CPR1 (Comando de Policiamento Regional 1), coronel Aldemar Maués, os outros dois policiais militares, que também estão envolvidos no crime, estão foragidos. "É lamentável este fato, mas infelizmente ocorreu e todos os procedimentos foram realizados para fazer a prisão desses policiais. Estamos diligenciando ou aguardando que eles se apresentem no quartel ou na delegacia. Os militares envolvidos vão responder pelas esferas civil e militar", enfatizou.


Os policiais presos e também o segurança já estão à disposição da Justiça no Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura (Crashm).

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

DESPOJOS DE GUERRA - E VITÓRIA DE PIRRO

DESTROÇOS CALCINADOS – ESPERANÇAS PERDIDAS – DÍVIDAS IMPAGÁVEIS – LEGIÃO DE ASSOMBRADOS

Jacareacanga – Eis o resultado em imagens da batalha levada a efeito entre o exército ambientalista e o exercito esquálido, desarmado, desassistido de garimpeiros  tratados pela força repressora como marginais, sendo simplesmente trabalhadores e cavadores da vida. Resultado da operação dos dias 27 e 28.09.2020.












-O que dirão aos filhos, os pais de famílias provedores do lar quando a fome estiver sentada à mesa de seus familiares?

Somente dirão que a farinha acabou?  - será preciso que lagrimas e gemidos  tragam o  desespero para o banquete dos miseráveis?

O SISTEMA TRANSFORMOU EM MARGINAIS E BANDIDOS PESSOAS HONESTAS E TRABALHADORAS

Nosso país, é mesmo injusto,  permitindo que trabalhadores vivam na clandestinidade para sufocá-los depois  com violência extremada... e uma pergunta urge para ser respondida: 

O PORQUÊ DE AINDA NÃO TER SIDO LEGALIZADA A GARIMPAGEM EM TERRA INDÍGENA... QUEM PAGARÁ POR ISSO?











domingo, 27 de setembro de 2020

OPERAÇÃO VERDE BRASIL 2 – O RETORNO

      


PODERIO DA  VERDE BRASIL2 ATINGE EM CHEIO AREAS DE GARIMPAGEM NA TERRA INDÍGENA MUNDURUKU 

Jacareacanga -  Amplamente veiculado através da comunidade social WhatsApp, originário dos Grupos GARIMPEIROS EM AÇÃO e GARIMPEIROS NÃO SÃO BANDIDOS   a Operação  Ambiental para  reprimir queimadas e garimpagens ilegais  em Terras Indígenas, voltou com  força total. A ação mostra-se até certo ponto tida e havida como desproporcional  para áreas de garimpagens consideradas ilegais localizadas na Terra indígena Munduruku. Fato ocorreu na madrugada deste dia (27.09.2020) causando  alvoroço,  desespero de garimpeiros em fuga do local, com incineração de sistema de comunicação de internet, combustíveis, alimentos, maquinas e equipamentos em geral.

Conforme ainda áudios trocados nos grupos de WhatsApp  as bases do grupamento operacional da Força Tarefa,  está localizada em Castelo de Sonhos e na Aldeia Missão Cururu em território dos índios Munduruku, e de lá fizeram incursões para a região leste da Terra Indígena, nas atividades de exploração nos cursos d'águas, Igarapé Santo Antonio, Kaburuá, e Igarapé Preto ocasionando  destruição em massa de PCs, tratores, motocicletas, entre outras estruturas para suporte às atividades  de garimpagem. A operação continua em desenvolvimento até  a parte vespertina deste dia.

Um dos garimpeiros indígenas JOSIAS MANHUARI MUNDURUKU, através da comunicação no grupo, convidou os garimpeiros  a se juntarem em protestos e se dirigirem ao Km 30 da BR 163 com a finalidade de bloquearem o trafego naquela rodovia, ate serem atendidos em suas reivindicações. 

É até desnecessário se comentar que centenas de pessoas desvinculadas de seus trabalhos de exploração mineral, sofrerão duro revés para honrar com pagamentos dos equipamentos  que usavam e prestar a manutenção e sustento de seus familiares, já que o Governo Federal não criou uma alternativa econômica para substituir a garimpagem ilegal, e tropeça junto ao Congresso Nacional para legislar sobre a legalização do extrativismo mineral em Terras Indigenas..

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

RECORDAR É VIVER - VIVENDO JACAREACANGA DE OUTRORA (Parte II)

 domingo, 8 de abril de 2012

À MESTRA, COM CARINHO - II

PARTE - II (final)

MARIA DE LOURDES FREIRE BRAGA - A PROFESSORA

Educação Escolar – O inicio de tudo na região do alto Tapajós
P
ouco tempo depois de estar residindo na Vila, e misturar-se com a sociedade local, foi convidada com 14 anos para lecionar na única escola mantida pela FAG (Fundo de Assistência aos Garimpeiros) e FAB (Força Aérea Brasileira), pelas professoras Sebastiana e Maria do Márcio, esposas de militares da Força Aérea Brasileira  que trabalhavam no sistema de comunicação aérea da FAB, e que por não existirem professoras na região, mesmo tendo sido levado em consideração que Maria de Lourdes tinha somente 14 anos essa foi contratada e inicialmente paga pelos militares. Parte daí informações preciosas que Maria de Lourdes Freire Braga ser a primeira professora de Jacareacanga. Maria Emília que cede seu nome a Colégio na Sede do Município chegara somente após a revolução de Veloso e em todo o transcurso da revolução a pequena Maria de Lourdes   lecionava em um espaço cedido pela FAG, e que muito tempo depois  fora contratada pelo município de Itaituba e dias mais tarde pelo Estado.

ENSAIO DE GOLPE MILITAR – OS REBELDES VELOSO E LAMEIRÃO

Veloso e Lameirão
Mesmo sem entender muita coisa da evolução politica brasileira que vivia seus áureos tempos de estado de exceção, no ano de 1.956, em sua pequena mesa de mestra com seus livros de professora e a classe contando com pouco mais de doze alunos, professoras  e alunos subitamente foram despertados pela preocupação reinante no povoado  de que algo não ia bem, existindo um clima pesado e aumentou a aflição quando um avião  em vários sobrevoos pela vila pousou na pista de chão batido  e como não era comum esses a professora e alunos se encaminharam às pressas para o campo de pouso além de toda a vila que  estava , para ver o “Bichão” que estrondava com seus motores fazendo a poeira levantar, mais bonito para época foi verificar aqueles homens fardados e armados descendo da aeronave que causavam admiração e faziam moçoilas suspirar sonhando acordadas. Até o momento ninguem sabia, que os militares eram sublevados ou insurgentes do sistema governamental brasileiro  que queriam a deposição do Presidente da República  recem empossado Juscelino Kubitschek por questões meramente políticas.

Jornal do estado deo Pará, exagerava que Santarém seria bombardeada
Mesmo causando furor no cenário nacional a rebelião  contra o Presidente da República o povoado de Jacareacanga não compreendia o sistema governamental inoculado por motins e a presença de um oficial da aeronáutica como Veloso causava admiração  e pouco tempo depois os militares amotinados estavam familiarizados  com a população  que tambem correspondia ao enlace fraternal, mais radiantes se mostravam ao estarem  bem proximos de uma lenda viva que dentre em pouco viraria para a região: Haroldo Coimbra Veloso, que hoje empresta o nome a logradouros públicos de muitos municipios do Pará. Era a primeira vez que o Brasil tomava conhecimento que no ermo da amazônia, nas selvas do Pará existia uma vila com o nome de Jacareacanga. Era vivido pelo povo nativo e migrante da região, pelos soldados da borracha que o Major Aviador  Veloso  e o Capitão José Chaves Lameirão e alguns  comandados em ensaio de golpe militar  contra o mandatário da nação que tomara posse menos de um mês antes se rebelara contra o regime.
AUDACIOSO PLANO – APOIO AOS REBELADOS
O jovem militar  rebelado Veloso  ostentava a patente de Major-Aviador,  naquela manhã  de fevereiro nublada que prenunciava pancadas de chuvas devido a estação do momento executando um audacioso plano juntamente com meia duzia de militares no campo dos Alfonsos Rio de Janeiro em um voo regular de trabalho desviaram a aeronave e rumaram como insurgentes do regime para a Base Aerea de jacareacanga, que sempre teve sua importancia para a aeronautica como referencia de uma aerovia de navegação e comandava  da pacata vila de Jacareacanga o ensaio de golpe militar, que ja tinha contaminado as localidades de CachimboBelterra, ItaitubaSantarém e  Aragarça. Fato interessante que não somente a  professorinha como todo o povo das localidades que foram contaminadas pela rebelião deram apoio para os rebelados.  

A professorinha se interessando pela epopeia vivenciada em solo da região tempos depois com um giz na mão elevava aos píncaros da gloria a historia de Haroldo Veloso aos seus alunos tecendo informações detalhadas de toda a historia até o exilio de Lameirão e outros para a Boliva a a prisão de Haroldo Veloso no dia 29 do mesmo mês. Maria de Lourdes Freire Braga, através da educação e interação com seus alunos contribuiu para que fosse perpetuado no seio da sociedade Jacareacanguense e região o nome Haroldo Coimbra Veloso como vulto histórico relevante importância para nossa região.   
PARTILHA E SOLIDARIEDADE – IDALECIO MENDES BRAGA
Maria de Lourdes sempre teve como principio a solidariedade humana e compartilhava com os outros seus pensamentos e feitos, dividia entre as pessoas os mimos que recebia  em seu aniversário comemorado pela família em 25 de Dezembro; costumava dizer que era uma data da cristandade e partilhar seus presentes era uma maneira de celebrar o cristianismo e a amizade e tudo que ganhava era partilhado; só nunca partilhou seu coração que esse dedicou a um cidadão de baixa estatura, funcionário da FAG,  de olhos claros e irrequietos que firmavam no horizonte uma busca incessante: O coração da jovem professorinha. Não era fácil se aproximar dessa já que dava atenção primordial por seu trabalho e para aceitar a côrte de Idalecio Mendes Braga, vários litros de querosene por semana se consumiram  na fumegante lamparina  para iluminar mais distante, colocada à soleira da porta pelos pais, para vigiar o casal de namorados, à época mais famosos da Vila, já que os rapazes em sua maioria  suspiravam pela professorinha que fora contratada por funcionários da FAB e FAG, e depois da revolução de Veloso pelo município e depois ainda pelo estado de onde recebera um considerável reforço para a educação que foi a  colega professora Maria Emília outro ícone da educação no município em toda sua historia.
O CASAMENTO – AS VIAGENS DE MISSIONÁRIOS
Em uma cerimônia religiosa do ano de 1.958 a professora casou-se. Com a presença do Padre Frei Angélico que vindo da prelazia de Santarém com a intenção de fazer vários batizados e casamentos na Missão Cururu, aproveitou a viagem e de passagem pela vila de Jacareacanga fez vários casamentos no barracão comunitário da vila. Frei Angélico fazia essas viagens semestralmente, em companhia de outras pessoas vinculadas aos Franciscanos, e subia o Rio Tapajós em um motor de popa 10-12  percorrendo o Tapajós desde a foz à nascente que era a confluência dos Rios Teles Pires e Juruena, e mesmo com pouca atividade católica na Vila sempre parava à convite da comunidade, para logo depois retomar sua viagem até a Missão Cururu, de onde vinha com sua equipe de retorno à pé, percorrendo os campos e savanas dos temíveis Munduruku até chegar em Decodemo e Kaburuá, para além de levar as boas novas aos indígenas, batizar e casar os indígenas que na verdade nada sabiam sobre esses sacramentos, mas a presença dos Paim era motivo de festas pois traziam à tiracolo fartos quilos de bombons, que  pelo sabor dava até para aguentar os sonolentos e  infindáveis sermões. De Kaburua a viagem continuava pelos campos até chegar  aos igarapés formadores do rio Kabitutu até a Aldeia Porto; de canoa chegavam até a foz que desaguava no tapajós próximo a vila de Jacareacanga.
MILA E DOCA SALES – LOURDES E DECO BANDEIRA –CLARA E PEDRO RIBEIRO
O casal Idalecio e Maria de Lourdes era o mais festejado e em meio a tanta alegria, de uma só vez casaram também Mila com Doca Sales, Lourdes com Deco Bandeira, Clara com Pedro Ribeiro, Rosa Freire com Francisco. Em meio a alegria incontida de se unirem em matrimonio Idalecio e Maria de Lourdes prometeram viver em perfeita harmonia, e tempos depois  recebiam a primeira dos 15 filhos Evanilda e nos anos seguintes vieram Ednilza, Maria do SocorroRaimunda EvanicyMaria das Graças, EdevanErivan, ElenicyIdalecio Filho, e Itamara que conseguiram sobreviver na inóspita região e ajudam até os dias atuais a perpetuar em suas mentes a bela historia da mãe. Idalecio que enveredou pela politica sendo eleito vice-prefeito na primeira eleição depois da emancipação e hoje vinculado ao serviço publico municipal como assessor do  Poder Executivo, pontua saudoso a trajetória de sua esposa como companheira, mãe e professora, e destaca que sua esposa já falecida e seus filhos aprenderam a amar tanto a região que criaram todos os filhos em Jacareacanga, e ainda inclui na informação que mesmo os filhos em numero de  cinco falecidos encontram-se sepultados no cemitério local juntos com a esposa.
RECLAMAÇÃO DA FAMILIA – 1988 MORRE A PROFESSORINHA – A PONTUALIDADE
Graça uma das filhas reclama a memória do povo de Jacareacanga e principalmente dos políticos que nunca perpetuaram o nome de sua mãe em um logradouro publico como mereceu Maria Emilia, e com maior ênfase destaca que o inicio dessa acelerada educação no município teve sua gênese  com uma menina de 14 anos vinda do Piauí, que construiu sua historia no município, como uma competente professora, esposa dedicada, mãe exemplar e amiga sincera de todos  e que com sua morte em  5 de janeiro de 1.988, foi sepultado também o amor desmesurado pela arte de educar. Incitava os filhos e alunos à leitura que era uma forma de viajar, e contava que através da leitura antes de vir para o Pará, já imaginava como as coisas seriam porque viajava nessas leituras. Interessante de tudo, acrescenta a filha Graça, que sua mãe passava a semana toda em sala de aula lecionando e nos finais de semana ainda lecionava em sua casa à guisa de reforço nos alunos mais atrasados queria todos em igualdade de condições. Era fissurada na pontualidade e dizia que a pontualidade trazia a responsabilidade que deveria ser o objetivo de todos os seres humanos por um mundo cada vez melhor. Graça mostra toda a decepção da família pelo que considera uma grave omissão dos políticos dentre esses os vereadores que deliberadamente esqueceram o nome de sua mãe, e fala que mesmo que não a tenham conhecido ao menos estudando a historia política do município e a saga de Haroldo Veloso nela encontrarão a existência e atuação na área de educação de sua mãe que é uma injustiça não ser lembrada. Acrescenta Graça, que quando o colégio hoje denominado estranhamente de Carmem Valente foi construído ocorreu farta discussão entre  o corpo de professores e alunado sobre qual nome deveria ser destinado ao educandário e após as discussões ficou decidido pelo nome de sua mãe e depois disso  sem motivos que se justificassem o nome de sua mãe foi preterido por outro nome totalmente estranho à municipalidade.
O DEPOIMENTO DA ANCIÃ BRAZILINA -  A VERDADE NÃO SE PODE OCULTAR
A anciã Brazilina Martins que chegou na região em 1.949, conheceu toda a trajetória da matriarca dos Freire Braga em Jacareacanga, e depõe que Maria de Lourdes não fora somente a primeira professora do município e sim uma mãe para muitas pessoas, e que o gosto pela leitura que estendia para os alunos, seu apego às coisas do bem e a contagiante e incansável luta por educar eram a tônica da mestra. Lembra Brazilina que muitos dos seus filhos foram alfabetizados por Maria de Lourdes que não fazia acepção de pessoas, e que a todos tratava em igualdade de condições diferentes apenas pelo esforço individual em aprenderem. Conclui a anciã que a professorinha tinha por lema que a melhor riqueza que os pais poderiam deixar para os filhos seria o saber e isso sempre divulgava em seu circulo de ação e reuniões com os pais na escola. A verdade não se pode esconder por isso diz Brazilina que não sabe o porquê da primeira professora de Jacareacanga não ter seu nome imortalizado em uma Escola como teve Maria Emilia. Vai mais além Brazilina ao perguntar também o porquê  do professor João Azevedo da barra de São Manuel não merecer também reconhecimento por seus trabalhos, e ainda dispara criticas aos prefeitos perguntando quem é Carmem Valente para ter o nome em um colégio, já que desde 1.949 não conheceu quem é essa pessoa e nem sua historia. E por fim Brazilina diz sobre Carmem Valente: Falam que é uma mulher la de Belém que não sabe nem onde é Jacareacanga, e é mãe de  uma funcionaria de um ex-prefeito.
Desde aquele longinquo 1.956, mais de cinco décadas nos distanciam  de uma minúscula vila de pescadores onde gravitavam os soldados da borracha e indios Munduruku à procura de produtos industrializados. Acima a imagem mostra apenas uma parte de Jacareacanga nos dias atuais.
De uma dezena de alunos que Maria de Lourdes começou a alfabetizar, hoje a Secretaria de Educação do Municipio contabiliza quase oito mil nos ensino, fudamental, médio e superior. -E tudo começou com ela, a Mestra eterna MARIA DE LOURDES FREIRE BRAGA - A PROFESSORA.
Escola de 1.956 (Ilustrativa)
Escola 2.012


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

ENCERRAMENTO DA ENQUETE EM JACAREACANGA

Jacareacanga - Inicialmente prevista para encerrar-se dia 30/09/2020 com a finalidade de dar oportunidade aos leitores do RP votarem,  estamos decididos em antecipar o encerramento para amanhã dia 25 às 21h00,  uma vez que  a mais de 24 horas não há registro de novos votos, denotando que as pessoas interessadas em votar na enquete ja o fizeram

SE A ELEIÇÃO FOSSE HOJE, EM QUEM VOCÊ VOTARIA PARA VEREADOR EM JACAREACANGA?


                  Inicio Pesquisa 17/09/2020                        

Final Pesquisa 25/09/2020   às 21h00

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QUANTIA SOBRENATURAL Sobrinho de Escobar acha R$ 100 milhões após seguir fantasma

 

Nicolas Escobar mora em um antigo apartamento do narcotraficante e encontrou um esconderijo após seguir uma aparição.

 quinta-feira, 24/09/2020, 16:02 - Atualizado em 24/09/2020, 16:02 -  Autor: Com informações do UOl

Um sobrinho do lendário narcotraficando Pablo Escobar encontrou o equivalente a R$ 100 milhões escondidos dentro de uma parede de um antigo apartamento do tio, 27 anos após sua morte.

Há cinco anos morando no apartamento, localizado na cidade de Medellím, na Colômbia, Nicolas Escobar afirmou que encontrou o esconderijo de forma sobrenatural.

Ele contou que toda vez que ia jantar, via uma aparição que entrava na área da garagem e depois saia. Ao investigar, encontrou um esconderido dentro da parede, do qual saia um cheiro horrível.

No local, Nicolas encontrou uma sacola com o dinheiro, em notas de dólares, além de uma caneta banhada a ouro, uma máquina de escrever, telefones por satélite, uma câmera fotográfica e um filme não revelado.

MONOMOTOR COM CARGA DE ÓLEO DÍESEL FAZ POUSO FORÇADO E PEGA FOGO EM NOVO PROGRESSO


Um avião monomotor de prefixo não identificado, pegou fogo logo após fazer um pouso forçado nesta quarta-feira (23), em Novo Progresso no Pará.

A aeronave decolou da pista de voo da Pedreira, no município de Novo Progresso. Minutos depois, segundo informações locais, o piloto da aeronave, que também não foi identificado, precisou fazer um pouso força em uma propriedade rural, a aproximadamente  01 km do local onde havia decolado, após o avião apresentar uma falha mecânica.

O monomotor é de propriedade da empresa “Metralha” e estava carregado de óleo diesel. Não foi informado quantas pessoas estavam no avião no momento do acidente, mas não há registro de vítimas, somente danos matérias, toda essa região é feito esse tipo de transporte via aéreo e não existe uma fiscalização por partes das autoridades aeroportuária que acabam acontecendo vários acidentes como esse, mais a maioria dos acidentes não são registrados pois a maioria dessas aeronaves não possuem registro e muito menos autorização para transportes de inflamáveis.


Fonte: Folha do Progresso/ Blog Pinga Fogo Tabloide

Título RP

RECORDAR É VIVER - VIVENDO JACAREACANGA DE OUTRORA

À MESTRA, COM CARINHO

PARTE - I
MARIA DE LOURDES FREIRE BRAGA - A PROFESSORA
Educação Escolar – O inicio de tudo na região do alto Tapajós
Imagem meramente ilustrativa
O conceito de educação escolar surge para distinguí-la do processo de educação, uma vez que este não ocorre, necessariamente, institucionalizado. A distinção entre os termos surge da percepção de que a escola é espaço de transmissão de uma cultura específica, chamada de cultura escolar - possuindo uma arquiteturamobiliáriotempos, ritmos e práticas peculiares.  - Wikipédia (A inciclopédia livre)

N
atural do estado do Piauí, onde às margens do Rio Parnaíba, no povoado de Morrinho distrito do município de Parnaíba, viveu o inicio de sua vida com seus pais (Tiago Freire e Eduvirges Sales Vilar) e irmãos e ainda a parentela egressa do vizinho estado do Maranhão depois se interiorizando pelo sertão, no tórrido  ano de 1.954, Maria de Lourdes era uma menina na pré adolescência  que manifestava inteligência incomum para sua idade; em suas relações fraternais dentro de seu raio de ação social e que excedia em alegria cantando modinhas e cirandas de roda e contando historias de um mundo diferente, um mundo melhor para todos, mais justo, se todos fizessem uma busca: A Educação Escolar, lia em voz alta para aqueles que não conheciam a leitura e eram tantos naquele tempo; homens e mulheres rústicos, de roça, que não tiveram tempo de estudar já que a demanda do tempo gasto para famílias pobres era a busca incessante por alimentação no escasso sertão piauiense, onde o óleo do babuçu tão procurado era menos abundante que o suor desprendido pelas quebradeiras de côcos no esforço de produzirem renda familiar.

O INICIO DE UM SONHO – AS LONJURAS DO BRASIL

Contando com doze anos, mas ansiando por dezoito para achar uma oportunidade de extravasar seus dotes e prendas domesticas, com a finalidade de ajudar a família, vivia sonhando por uma vida menos sofrida para seus pais, queria  também poder colocar em realidade um  sonho acalentado em tantas noites  enluaradas de Morrinho; ser professora, ensinar a petizada, como faziam algumas mocinhas em seu povoado. Mesmo em tenra idade sendo a caçula do casal Tiago e Eduvirges, sentia a necessidade em ajudar a mãe a cuidar dos afazeres domésticos, como reduzir os galhos de árvores em achas de lenhas, cozinhar os alimentos, quebrar cocos babaçu, lavar roupas, reservava tempo extra  para a literatura de cordel que através das poesias romanceadas bem rimadas, que colocavam em confronto Lampião e Maria Bonita com as volantes a levaram a gostar de ler e exibir-se com seu dotes de menina  que gostava da leitura e a declamar versos do conterrâneo maranhense  Gonçalves Dias. A Inteligência da pequena Maria de Lourdes, sempre aguçada por um espírito aventureiro incontido a levavam a querer conhecer as lonjuras do Brasil; melhor se fosse pras brenhas do Pará, confidenciava à sua mãe.  Por ter como hábito a leitura, e mesmo com poucos anos dedicados ao estudo regular aprendera noções básicas de aritmética e português por vontade própria, discorria leituras desde os livretos de cordel passando por romances, e almanaques que viajantes ou caixeiros viajantes de passagens  por Morrinho deixavam pela única  barbearia da localidade.

RECRUTADOS – EXPLORAÇÃO DA hevea brasiliensis - FEB

Recrutados para a amazônia
Sua expectativa  em deixar sua terra natal em busca de novas plagas realizou-se   quando seu pai sob promessas de novos tempos para mudar a sina de lavrador do tórrido Piaui foi convencido por compadres que abundam sempre na organização social de pequenos aglomerados humanos quando juntam-se mais para lamentar a sorte que propriamente para comemorar algo importante. Naquele dia a família de Maria de Lourdes não necessitou de muita conversa para ser convencida a vir para o Pará, já que fora recrutada vir para a Amazônia, para a exploração de látex (hevea brasiliensis) nos seringais nativos, que é uma árvore nativa e originaria da bacia hidrográfica do Rio Amazonas,  como milhares de nordestinos já faziam desde o transcurso da segunda Grande Guerra Mundial.
O comércio de borracha
À época o mundo vivia ainda os rumores do final da Guerra, com a destruição de Nagasaki e Hiroshima motivada pelo bombardeio à base americana de Pearl Harbor pelos japoneses, e a economia global destroçada obrigava todos a empreenderem recuperação de suas nações. O Brasil não fugira a regra e mesmo tendo minúscula participação na Guerra, em Monte Castelo na Itália através da Força Expedicionária Brasileira, foi mesmo na selva amazônica que travou sua guerra maior ajudando os aliados e que   teve em todo o transcurso papel importante de ajuda aos americanos com o Batalhão de retirantes nordestinos que fortaleceram o nome do Brasil no chamado esforço de guerra ajudando os aliados, em  guerra paralela, não menos letal  que era ter que enfrentar as hostilidades de uma floresta tropical para guerreando contra malarias, cobras, onças e até índios produzirem a principal trofeu pós guerra “O látex” que ajudava a economia americana a se recuperar e ja ajudara no esforço de guerra desprendida.  A borracha, derivado do leite da seringueira ajudava a indústria pneumática e isso gerou renda para financiar a guerra e recuperação da economia americana. Os gringos decididamenten ajudaram à época a criar o banco da Amazônia para financiar o fábrico da borracha e o SESP serviõ de saúde publica, para promover a saude do amazônida enfiado na densa floresta tropical.   Estava decidido: a família viria para o Pará e a decisão foi celebrada com outras famílias que atravessavam o Piauí vindas do Rio Grande do Norte e Ceará que de passagem destinavam-se à Amazônia.
O EXUBERANTE TAPAJÓS – ENTREPOSTO DE COMÉRCIO DE BORRACHA
Itaituba nos anos 50 e 60
A pequena e irrequieta Maria de Lourdes,  super ativa na arte de comunicar-se  manifestava sua alegria em conhecer novos ares, e depois de passarem pelo maranhão de seus pais e Belém, rumaram para Santarém a porta aberta para o Alto Tapajós, um dos afluentes do Rio Amazonas rico em espécimes vegetais e não menos rico em ouro branco (hevea brasiliensis). Na foz do Tapajós, deixando Santarém para traz com o seu exuberante encontro das aguas dos Rio Tapajós e Amazonas, os olhos dos retirantes perscrutavam cada ave que alçava voo, cada peixe que saltitava aqui e acola no caudaloso e limpido rio, cada ribeirinho às margens no quotidiano de sua vida de pescador e coletor e da proa empoleirados do batelão singrando o Tapajós, principalmente a pequena Maria de Lourdes  deliciava-se com as boas novas que tanto sonhora. Depois de alguns dias de viagem passando ao largo de alguns aldeamentos de nativos entre esses Alter do Chão, muito, Pinhel, Takuara Boim, fizeram parada de momentos em Fordlandia local de grande investimento de Henry Ford  para a fabricação da borracha; chegaram e atracaram para comprarem viveres em Itaituba, e após um dia de viagem partindo de Itaituba prosseguindo a jornada estavam atravessando a cachoeira de Pimental e São Luiz onde parte do percurso passaram a pé carregando seus pertences e mercadorias dos demais viajantes. Após algumas paradas de dias nas corredeiras do mangabal, para descansarem e resolver problemas mecânicos do batelão, ocasião em que aproveitavam para  pescaram e se admiraram da fartura de peixes chegaram na desembocadura do Rio das Tropas, terra de perambulação dos índios Munduruku  afugentados  dos limites do Rio Crepori, local que se estabeleceram em um pequeno aglomerado humano de onde os “patrões” recrutavam as famílias para a extração do leite de seringa e onde fomentavam o comercio ou escambo de produtos industrializados pela borracha transformada da seiva da hevea brasiliensis.
OS REGATÕES – A PRÁTICA DO ESCAMBO
A pesca era farta, tanto no Tapajós quanto em seus pequenos tributários  e a alimentação tantas vezes escassas no Piauí, no alto Tapajós fazia a alegria da família. Já estava em  mãos o básico para modificarem um pouco a árdua vida, forno de torrar farinha, catitu e a puba se fazia farta também; com suas economias bem regradas, iniciaram fazendo compras em regatões; querosene, café, açúcar, fumo de rolo, específico pessoa contra ofidismo,  panvermina, biotonico  fontoura e emulsão de scott para fortalecer e corar  a petizada  e dias depois já praticavam o escambo tal qual os indígenas, compravam o que necessitavam trocando, por castanhas, cipós titica, sova, mel de abelhas, andiroba, copaíba e um pouco do excedente da borracha já que em  sua maioria já estava contratada pelos patrões.
O impacto inicial não foi tão ruim, apesar de mosquitos, contos de índios hostis, malarias, onças... A aridez do solo onde residiam no nordeste não permitia o ano inteiro colherem tanto milho, mandioca, arroz, cara, batata enquanto que o solo fértil da Amazônia devido os tantos cursos d’águas faziam por certo com que nunca vissem mais o fundo da panela. Todas os problemas inicialmente enfrentados estavam valendo a pena, vez que no nordeste apesar do amor como terra natal a familia e milhares de retirantes não estavam suprindo sequer as necessidades básicas de sobrevivência. O esforço de guerra a qual sua família e tantas outras estavam submetidas na certa traria recompensa já que a desesperança que tinham no futuro na terra nordestina se apagaria logo de suas mentes. O trabalho inicialmente foi bravo, adaptação à região, modificação de costumes, e longas tardes domingueiras sem os compadrios de costumes com os parentes que ficaram, mas dava bem para perceber que novo enredo de suas vidas seria composto e não somente a família da pequena Maria de Lourdes  e sim levas e mais levas, de retirantes nordestinos aspiravam novos rumos de sobrevivencia.Eram esses, mais corajosos que aventureiros  que invadiam a inóspita Amazônia, vindos do Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, fugindo do horror da miséria provocada pela prolongada estiagem. Pessoas tais acostumadas aos desafios da vida,  às dificuldades pela luta por sobrevivência,  combatiam mais uma vez as adversidades da vida no momento, sabendo que valeria o esforço por futuro promissor as hostilidades advindas do contato com a floresta tropical onde cobras, índios, onças e malária era facilmente superados pela vontade férrea do nordestino em alcançar progressos econômicos na Amazônia, onde os “Açudes”  não secavam e as águas eram abundantes e altamente piscosas. Pensavam jamais verem o fundo do alguidar... e nunca veriam.
O CUIDADO DOS IRMÃOS -   JACAREACANGA
Mesmo com destacada sabedoria sobre assuntos contemporâneos Maria de Lourdes, não entendia nada sobre o esforço de guerra que estavam fazendo, não entendia que também sua família estava na guerra e que o Brasil fez  parte na  II Guerra Mundial contra forças  Russas, Italianas etc...  e enquanto os pracinhas brasileiros combateram em Monte Castelo, uma nova guerra era travada em solo amazônida junto com outros soldados da borracha, denominada esforço de Guerra. Nesse ínterim, uma  menina em tenra idade, com quase 13 anos,  que ainda não conhecera carinho algum que não fosse do rústico amor dos pais, e que nas horas que não estava  sob  os cuidados de seus irmãos mais velhos, vivia se admirando dos encantos do caudaloso Rio Tapajós e suas praias de areias brancas onde em suas horas de folga serpenteava  percorrendo as areias brancas, pulando nas águas cristalinas  e rabiscando nas areias, seu nome propriamente, e o lugar que adotara em seu coração e que faria historia como uma das primeiras mestras educadoras da região: Jacareacanga.
A pequena Maria de  Lourdes, e sua família pouco tempo depois  se fixarem na Vila de Jacareacanga, que era um entreposto comercial para garimpos do Tapajós e onde os indígenas Munduruku vez em quando apareciam em suas pequenas canoas trazendo pescados que chamavam de aximã  como, aracus, pintados, jaraquis, tambaqui, tracajás, frutas como  batatas, carás, e farinhas  puba e tapioca, para praticarem o escambo com os comerciantes; levando açúcar, sandálias, isqueiros, querosene, panelas e alguns ja mais afoitos, afeiçoados a aguardente que eram sorvidas em generosas talagadas conforme costumes dos brancos ja copiados pelos indigenas e que os deixavam sonolentos e alvos faceis e preferidos de aventureiros comerciantes que instituiram o assesdio economico à época.
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Em próxima postagem trataremos sobre:
  • A PROFESSORA – FAG – CONTRATADA POR MILITARES.
  • ENSAIO DE GOLPE MILITAR – OS REBELDES VELOSO E LAMEIRÃO.
  • AUDACIOSO PLANO – APOIO AOS REBELADOS.
  • PARTILHA E SOLIDARIEDADE – IDALECIO MENDES BRAGA.
  • O CASAMENTO – AS VIAGENS DE MISSIONÁRIOS.
  • MILA E DOCA SALES – LOURDES E DECO BANDEIRA – CLARA E PEDRO RIBEIRO.
  • RECLAMAÇÃO DA FAMILIA – 1988 MORRE A PROFESSORINHA – A PONTUALIDADE, UM MARCO.
  • O DEPOIMENTO DA ANCIÃ BRAZILINA -  A VERDADE NÃO SE PODE OCULTAR.