sábado, 4 de fevereiro de 2012

ÍNDIOS PROTESTAM: ABANDONO

 Kayapó protestam contra abandono de aldeias

Quinze lideranças de índios da etnia Kayapó saíram do município de Novo Progresso, oeste do Pará, e seguiram até o município de Itaituba para protestar contra o abandono das aldeias pela Secretaria de Assistência à Saúde do Índio (Sesai) e pela própria Funai (Fundação Nacional do Índio).

Durante mais de três dias, o grupo permaneceu ocupando a sede do Distrito Sanitário Indígena (DSEI) do Tapajós e tiveram sua manifestação reforçada por um grupo de lideranças da etnia Mundurukú, da região de Jacareacanga. Os índios dizem que estão sem assistência nas aldeias e isso estaria provocando a morte de crianças e idosos, acometidos de doenças que poderiam ser combatidas facilmente, como a malária e verminoses.

O cacique Okryt Kuantoro, líder de uma das aldeias Kayapó, em Novo Progresso, afirma que depois que o atendimento de saúde foi assumido pela Funasa, o serviço piorou e, agora, com a criação da Sesai, a situação ficou ainda mais crítica.

As lideranças querem uma audiência com alguma autoridade ligada à Presidência da República e que sejam revistas algumas decisões recentes tomadas pela Funai, como a retirada do avião que dava assistência às aldeias e a redução na quota de combustível.

A assessora especial da Sesai, Bianca Coelho, esteve em Itaituba há cerca de dez dias, isso motivou a manifestação dos índios. A assessora garantiu que a situação não era tão crítica, mas que o governo estaria preocupado em dar atendimento mais eficiente nas aldeias. Mas, a explicação não satisfez as lideranças.

Os indígenas permaneceram em Itaituba, mesmo depois de encerrado o protesto e ameaçam invadir a Sesai e expulsar os funcionários caso nenhuma providência seja tomada.

(DOL, com informações de Mauro Torres/Sucursal de Itaituba)

Um comentário:

Anônimo disse...

cabe aqui um manifesto de um provável indígena indignado com a atual conjuntura política nacional relacionada aos interesses das nações indígenas expresso no Blog do Mércio Gomes, ex-presidente da Funai: "Minha nação,
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca." Carlos Drummond de Andrade. É hora de arriscar e mostrar nossa força. Esse povo não tem amor no coração, portanto nada de bom virá deles. Não podemos deixar um outro da mesma linha assumir. Vamos arriscar apoiando em que tem condições de reerguer nossa casa, não podemos deixar que nos leve ao fundo do poço. Essa história de dizer que pior do que está impossível, lendo engano vamos ficar pior sim, com outro presidente que a cópia do destruidor/demolidor Márcio Meira. É hora de fazermos o alicerce pedra por pedra, sem deixar uma pedrinha de fora. Se somos capazes de votar nesses que se fazem de cego, surdo e mudo. Sim senhor, até agora ninguém escutou o eco de nossos protestos, suplicas, orações, pedidos e etc. Podemos fazer o mesmo. Se temos condições de votar neles, temos condições de escolher e indicar nosso representante na FUNAI. O índio serve para os políticos, porém os políticos não serve para os índios. Vamos mostrar o que queremos e como queremos. Vamos nos unir que nosso Tupã nos protejerá, que nossa força brote em toda nossa aldeia e que a terra semeará o melhor dos frutos - NOSSO ECO - Unidos seremos forte o bastane para decidir o homem que dirigirá nossa casa FUNAI. Queremos e podemos sim, não deixemos destruir nossa cultura, nossa creça e tão pouco nosso povo. Estamos esquecidos em nossas comunidades. O silêncio de quem pode nos ajudar é assutador, todavia, é hora de assustar - reagir. Vamos mostrar que a nação indígena quer ser ouvida e atendida. Sem medo de lutar e conseguir o objetivo. Vamos lá meu povo, acorda, não nos deixe vencer e sim vamos vencê-los, dizimá-los. Vamos radicalizar e mostrar que somos índios que servimos pra votar e também servimos pra cobrar e mostrar que etnia por etnia construirá uma nova e forte FUNAI. Com a pessoa que escolhemos na direção. Não noa deixe enganar ou que falem por nós. Portanto vamos gritar QUEREMOS ESCOLHER O PRESIDENTE DA FUNAI, temos poder e competência para isso. De outra forma, daremos o troco na eleição, preste bem atenção nesses que aí estão, grave todos os nomes e na hora de nos procurarem - a resposta única. NÃO OUVIMOS, NÃO FALAMOS E NÃO ENXERGAMOS. Essa será o nosso coro".
É isso caros amigos indígenas de itaituba.

22 de janeiro de 2012 00:20