sexta-feira, 3 de julho de 2020

Caso Kimberly: Saiba tudo sobre o crime que abalou o Amazonas

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Foto: Reprodução
Manaus/AM - Mesmo após ter confessado que assassinou a facadas a ex-namorada Kimberly Karen Mota, 22, o caso Rafael Fernandes Rodrigues, 31, ainda não chegou ao fim. Agora ele aguarda julgamento em uma sela isolada de uma unidade prisional de Manaus. 
A miss Manicoré desapareceu no dia 10 de maio e foi encontrada morta dois dias depois no apartamento de Rafael, situado na área central da cidade. O corpo da jovem foi encontrado pela polícia, após amigas desconfiarem do seu desaparecimento. 
O corpo de Kimberly foi encontrado com várias perfurações de arma branca no pescoço e no abdômen. Ela estava seminua e jogada no chão do quarto. Rafael não foi encontrado no local e somente após ver as imagens das câmeras de segurança do prédio, a polícia começou a tratá-lo como o principal suspeito.
Rafael que era auxiliar judiciário do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) fugiu após cometer o crime fugiu dirigindo o seu carro de luxo, um Audi branco. A polícia apurou por meio das imagens de câmeras de segurança, quen ele havia passado pelo posto de fiscalização de Jundiá, na divisa entre Amazonas e Roraima.
Durante a tentativa de fuga, Rafael pediu ajuda a um caminhoneiro que o levou até Caracaraí, onde ele pegou um táxi e foi para Boa Vista. Lá, o jovem sacou dinheiro na rodoviária e, posteriormente, pegou outro táxi em direção a Pacaraima. 
Preocupados com a possíbilidade de Rafael entrar na Venezuela, para chegar até a Espanha, onde tem familiares, a polícia montou uma força-tarefa e após denúncias anônima, as equipes de segurança foram até a invasão Morro Do Quiabo, onde Rafael estava escondido em um casebre. Com ele, a polícia apreendeu dois venezuelanos que estavam ajudando o suspeito a se esconder. 
Em depoimento para a polícia, Rafael confessou o crime e deu detalhes de como tudo aconteceu. Ele ainda alegou que matou a jovem por se sentir enganado e ter visto conversas de Kimberly com outros homens em seu celular. Rafael também alegou que chegou a dar dinheiro para vítima e pagar mensalidades de sua faculdade. 
Após confessar e se preso pelo crime, os advogados de Rafael chegaram a pedir sua liberdade provisória no mês de junho, porém o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
O pedido de habeas corpus foi protocolado pelos advogados de Rafael junto ao TJAM, no último dia 9 de junho, e julgado pelo desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, da Primeira Câmara Criminal. Em um dos trechos o magistrado destacou que no documento, a defesa de Rafael justificou o pedido com os seguintes argumentos: “Nesse soar, aduz que o réu é primário, não sendo de sua índole cometer crimes, possui bons antecedentes, emprego lícito e residência fixa. Outrossim, afirma que o paciente não possui intenção de fugir e se compromete a colaborar com a Justiça, tanto que confessou a autoria delitiva, motivo pelo qual aponta que a segregação cautelar do Agente pode ser substituída pelas medidas cautelares insculpidas no art. 318 da Lei Adjetiva Penal...”. 
O magistrado justificou a decisão informando não ter encontrado elementos que substanciassem o pedido. “Mercê de tais considerações, não se verificando a presença do pressuposto dofumus boni iuris, resta prejudicada a análise do requisito do periculum in mora, visto ser necessária a presença dos dois pressupostos para a concessão de pedido de liminar, conforme inicialmente explicitado”,  diz trecho da decisão.

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