RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Conheça a primeira-dama do Brasil: Michelle Bolsonaro

Conheça a futura primeira-dama do Brasil: Michelle Bolsonaro (Foto: Tânia Regô/Agência Brasil)
Michelle de Paula Firmino Reinaldo, esposa de Jair Bolsonaro, apesar de se manter discreta durante toda a campanha eleitoral, é fluente na Língua Brasileira de Sinais e tem se apresentado como uma defensora dos direitos das pessoas com necessidades especiais.
Após descrever o marido como “um cara humano, que se preocupa com as pessoas”, ela teria o incentivado a assinar um termo de compromisso para melhorar a qualidade de vida dos deficientes.
Na reta final da corrida presidencial, Michelle foi descrita na propaganda como “uma mulher forte e sensível que estará junto com Jair Bolsonaro trabalhando pelo Brasil”.
No entanto, fontes revelam que ela já teria avisado o marido que não irá se arriscar em discursos e cenas de protagonismo, como fizeram Marisa Letícia e Marcela Tedesshi, mulheres do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Michel Temer, respectivamente.
Michelle tem 36 anos e Bolsonaro 63. O casal se conheceu em 2006, quando ela era secretária na sala de liderança do PP e levada pelo deputado para trabalhar em seu gabinete. Dois meses depois eles se casaram no papel. Em 2008, ela deixou o cargo após a súmula do Supremo Tribunal Federal que impedia o nepotismo no serviço público. Ela é mãe da filha caçula de Bolsonaro, Laura, de oito anos.
“No quinto (filho) eu dei uma fraquejada, e veio uma mulher”, já declarou Bolsonaro ao falar da filha Laura, que nasceu em 2010.
Durante a campanha, quando assessores pediam que ela ajudasse a reverter os rótulos de machista e misógino, Michelle afirmava que por ela, “ele nem seria candidato” e que Bolsonaro só se candidatou “por uma causa nobre”.
Michelle também afastou os políticos de sua casa. Tanto que os encontros da pré-campanha eram realizados na casa ao lado, do vereador licenciado Carlos, filho de Bolsonaro.

(Com informações do Noticias ao Minuto)

O povo do Pará escolheu a mudança e a esperança num futuro melhor

O povo do Pará escolheu a mudança e a esperança num futuro melhor (Foto: Marco Santos/Diário do Pará)
Aos 39 anos, Helder Zahluth Barbalho, foi eleito governador do Estado pela primeira vez, pondo fim a uma hegemonia tucana de décadas no Estado. É um dos mais jovens gestores escolhidos pela população paraense, e irá assumir em meio a uma série de problemas deixados pelo PSDB na gestão e um sentimento de renovação nacional deixado pelo povo nas urnas em todo o País.
Ele nasceu em Belém do Pará, no dia 18 de maio de 1979. É o presidente em exercício do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Pará. Graduou-se em Administração no ano de 2002, pela Universidade da Amazônia (Unama), em Belém. É pós-graduado na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, com o título de MBA Executivo em Gestão Pública.
Os deputados federais reeleitos Elcione Barbalho e Priante também participaram da comemoração, junto com o filho do governador eleito, que também se chama Helder (Foto: Pedro Guerreiro/Diário do Pará)
Helder é filho de Jader Barbalho e Elcione Zahluth Barbalho. É casado com a advogada Daniela Lima Barbalho, com quem tem seus três filhos, Helder Filho, Thor e Heva. Em 1997, com 18 anos, filiou-se ao PMDB no Pará - como era chamado o atual MDB, quando iniciou sua trajetória política na militância do movimento estudantil. Presidiu a juventude do partido no Estado e foi secretário geral da juventude Nacional do PMDB.
No ano 2000, foi o vereador mais votado de Ananindeua com 4.296 votos. Dois anos depois se elegeu deputado estadual, também o mais votado, com 68.474 votos. No Legislativo Estadual, apresentou projetos direcionados em especial às questões de segurança, educação e de combate às desigualdades sociais. Presidiu e foi relator da Comissão das leis orçamentárias.
Helder assumiu a Prefeitura de Ananindeua, terceira maior cidade da Amazônia, com 25 anos de idade, em 2005, tornando-se o prefeito mais jovem da história do Pará. Ainda como prefeito de Ananindeua, Helder assumiu a presidência da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep). Em 2008, concorreu à eleição em Ananindeua, e ganhou, no 1º turno, com 93.493 votos.
MINISTÉRIOS
O governador realizou um choque de gestão no município, com várias medidas, entre as quais a redução de 30% dos salários do prefeito e dos secretários e recebeu o Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar em 2007, 2010 e 2012. Recebeu também o Prêmio de Prefeito Empreendedor, do SEBRAE Pará, nos anos de 2008 e 2010, pelo incentivo dado à geração de emprego e renda para a população de Ananindeua.
Ganhou, ainda, o Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio do Brasil, com o Projeto Escola Ananindeua, e recebeu em 2012 o Selo Unicef Município Aprovado com relação as ações implementadas nos anos de 2009 a 2012.
Em 2011 foi reeleito por unanimidade para continuar à frente da Famep, presidindo a entidade até abril de 2014. Em 2012 assumiu a vice-presidência do PMDB Pará. Helder atuou como Ministro da Pesca e Aquicultura, de janeiro de 2015 a outubro de 2015. Foi ainda ministro da Secretaria Nacional dos Portos, no período de outubro de 2015 até abril de 2016. E esteve à frente do Ministério da Integração Nacional, uma das principais pastas do Governo Federal, de 12 de maio de 2016 até 6 de abril de 2018.
(Foto: Marco Santos/Diário do Pará)
Uma candidatura que agregou diferentes representações
Ciente de que não é possível realizar um governo agregador sem apoio de várias representações políticas Helder, que se coligou com 15 outros partidos além do MDB, passou as duas semanas até a eleição de ontem dialogando com outros partidos. Mesmo com quem apoiou outras candidaturas no primeiro turno.
Além do próprio vice-governador do Estado, Zequinha Marinho (PSC), recém-eleito para ocupar o Senado em 2019, que participou como aliado em toda a campanha desde o início, se aliançou ainda com Paulo Rocha, candidato ao Governo do Estado pelo PT, que ficou em 3º lugar na contagem de votos. Vários deputados da base tucana que se (re)elegeram também declararam apoio ao recém-eleito governador.
Com isso, Helder deve ter a maioria no legislativo paraense. O emedebista chegou ao 1º lugar já com o apoio dos 16 partidos que compõem sua coligação (MDB, PP, PRB, PR, PSC, PTB, PHS, PMB, Pode, DC, PTC, Patri, PSD, Avante, PSL e PROS), cujas siglas conseguiram eleger vários candidatos aos cargos legislativos. No segundo turno o número de partidos aliados passava de 20, com nomes até do PSDB, partido do atual governador, Simão Jatene, como o de Dr. Daniel, eleito como o deputado estadual mais votado em todo o Pará.
A justificativa desse cenário é a presença constante de Helder, principalmente no interior, enquanto ministro de três pastas do Governo Federal, Pesca, Portos e Integração Nacional, entre 2015 e 2018. Nesse período foram várias as articulações feitas por ele com a União que possibilitaram investimentos e recursos em todas as regiões do Estado.
Outro fator de peso nessa configuração é a insatisfação com a atual gestão, prestes a entregar o cargo após dois mandatos consecutivos, deixando o Estado em condições muito difíceis, principalmente em relação à segurança, educação e saúde.
Durante campanha, Helder percorreu o Estado, ao lado de políticos como o pai, Jader, e Zequinha Marinho para conhecer os problemas da população (Foto: Marco Santos/Diário do Pará)
No fim, o grande derrotado foi o PSDB que usou a máquina do Estado desde antes das eleições
Contra a “máquina” do Estado. Nessa eleição, Helder (MDB) enfrentou não apenas Simão Jatene (PSDB) à frente do Governo do Estado, como também o prefeito de Belém e aliado partidário do governador, Zenaldo Coutinho. Toda a campanha foi permeada por notícias de distribuição milionária e irregular de benefícios ligados a programas como Cheque Moradia, Asfalto na Cidade e Minha Casa, Minha Vida. Nas urnas, a população deu a resposta de que a compra de votos não falaria mais alto do que a necessidade de mudança urgente de gestão.
Só esse ano, a “farra” do “Asfalto na Cidade” distribuiu mais de R$ 200 milhões. Às vésperas do Círio de Nazaré, a Prefeitura de Belém fazia plantão, em pleno feriado, convocando 3,5 mil beneficiários do Viver Belém Minha Casa Minha Vida, de forma urgente, para serem contemplados a menos de duas semanas do segundo turno das eleições. Vale lembrar que o próprio Jatene está cassado pela Justiça Eleitoral desde o início do ano por denúncias de compra de votos durante sua campanha de reeleição, em 2014.
A vitória esmagadora de Helder encerra um período de quase duas décadas de domínio tucano no Estado - interrompidos por um único mandato da então petista Ana Júlia Carepa, hoje do PC do B - entre 2007 e 2010. Os governos são marcados por muitas denúncias aceitas pelo Judiciário de má gestão de recursos públicos, de descontrole da Segurança Pública, além de várias situações de descaso na Saúde e principalmente na Educação, que amargou os piores índices em análises voltadas à qualidade do ensino ofertado neste último mandato.
A última vez que o MDB governou o Pará foi entre 1990 e 1994, com o atual senador da República reeleito, Jader Barbalho, em seu segundo mandato. Foi o responsável pela implantação de quase 150 projetos de infraestrutura realizados nos municípios, sendo que 80% deles foram concentrados em saúde, saneamento, segurança e Educação.
O investimento nos setores mais carentes, aliado a uma moderna prática de combate aos desperdício elevou a credibilidade pública do Estado. A valorização do servidor público foi uma das prioridades da gestão de Barbalho, lembrada até hoje com carinho por servidores e eleitores.
Um dos projetos de Helder no Ministério da Integração Nacional foi o Belém Porto Futuro, que está em obra. Rua Belém já foi inaugurada (Foto: Celso Rodrigues/Diário do Pará)
PROJETO - BELÉM PORTO FUTURO
Durante o período em que esteva na pasta da Integração Nacional conseguiu liberar mais de R$ 700 milhões para serem investidos em saúde, asfalto e pavimentação, saneamento, abastecimento de água, investimentos para o agronegócio, educação, habitação e infraestrutura, para os 144 municípios do Pará.
O projeto “Belém Porto Futuro” é um dos destaques destes investimentos. O projeto vai revitalizar toda a área portuária de Belém com investimento de R$ 31,5 milhões da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional. Além de prevenir enchentes na região, a obra transformará o local em um polo de desenvolvimento.


(Luiz Flávio e Carol Menezes/Diário do Pará)

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Casal enforca, mata e retira bebê de dentro da barriga de grávida

Casal enforca, mata e retira bebê de dentro da barriga de grávida (Foto: Reprodução)
A jovem Mara Cristina Ribeiro da Silva teve o bebê retirado da barriga e roubado após ser amarrada em um tronco e enforcada. O crime bárbaro ocorreu na cidade de João Pinheiro, Região Noroeste de Minas Gerais. As informação do Estado de Minas.
O corpo da vítima foi encontrado na tarde da última terça-feira (17), por pessoas que passavam em um matagal próximo ao KM 143 da BR-040, perto de um antigo posto da Polícia Rodoviária Federal.
Angelina Ferreira Rodrigues, de 40 anos, que deu entrada no Hospital Municipal de João Pinheiro, com uma recém-nascida no colo, agitada e afirmando que tinha acabado de dar à luz, acabou confessando que a criança não era sua e foi presa. O marido da suspeita também foi detido.
No hospital, familiares da vítima afirmaram aos policiais militares que Mara estava grávida de oito meses que morava com a “amiga” Angelina há algum tempo. Uma testemunha, vizinha das duas, disse que viu Angelina saindo com Mara e sua outra filha de apenas 1 ano.
Em depoimento, Angelina disse que acompanhou Mara em um encontro. Ao chegarem no local, as duas se depararam com uma mulher. Enquanto Angelina ficou a filha da vítima, Mara seguiu a pé com a mulher desconhecida.
Ainda de acordo com o relato, a mulher teria voltado sem Mara e com a recém-nascida no colo, pedindo que Angelina levasse o bebê até o hospital. Ela foi acompanhada do marido, Roberto Gomes de Souza, de 57 anos. Sem provas de nenhum crime, o casal foi liberado.

No entanto, no dia seguinte, após ser acionada para esclarecer detalhes do Boletim de Ocorrência, Angelina confessou o crime e disse que agiu sozinha. Roberto também prestou depoimento, se declarou inocente, mas também foi deito.

Ex-atriz mirim da Globo está grávida da primeira filha
A recém-nascida foi transferida para o Hospital São Lucas, em Patos de Minas, onde se recupera de um corte na cabeça sofrido durante as agressões da mãe.

O corpo da vítima foi necropsiado na noite da última terça-feira ((16) e sepultado na manhã de hoje.

(Com informações do Estado de Minas)



Companheira de detento é flagrada com drogas em órgão sexual durante revista íntima

Companheira de detento é flagrada com drogas em órgão sexual durante revista íntima (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Uma mulher identificada como Gessiene e Silva dos Santos foi presa nesta quarta-feira (17) tentando entrar com drogas na Central de Triagem da Cremação, em Belém. 
De acordo com informações da Polícia Civil, o flagrante aconteceu durante a revista íntima. Os entorpecentes estavam embalados em um saco plástico, escondido na vagina da mulher.
Os entorpecentes seriam entregue para o detento Vitor Ferreira do Rosario, que é companheiro de Gessiene Santos. 

(Foto: divulgação/Polícia Civil)
Ela foi apresentada na Seccional Urbana da Cremação, onde foi autuada em flagrante por tráfico de entorpecentes.
(DOL)

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A ONÇA SUSSUARANA RUGE - ELEIÇÃO DA CÂMARA FOI A PESO DE OURO

ITAITUBA
Há muito que nossos vereadores fazem, em época de eleição da Mesa Diretora, uma verdadeira farra monetária, mas nenhuma comparada com a eleição deste ano de 2018, que elegeu a Mesa Diretora para o biênio 2019/2020.
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E este ano a farra da compra de votos para a eleição da Câmara de Itaituba se deu à base do ouro, literalmente, pois, apesar de umas bocas falaram, no dia da eleição, que uns vereadores receberam uma média de R$30 mil. Porém, em algumas conversas com pessoas do metiér legislativo, chegou ao conhecimento do blog de que a compra desses vereadores chegou à 'pequena' soma de R$1.200.000,00. Isso mesmo, leitor: Um Milhão e Duzentos Mil Reais. E toda essa farra logo depois da 'batida' da Polícia Federal em diversas casas de compra de ouro, quando a PF bloqueou bens de envolvidos na ordem de R$187 milhões. por causa da procedência ilegal desse ouro; tem minerador que despesca 400 quilogramas de ouro por mês. Suspeita-se que também seja dessas áreas protegidas.

Teve vereador mais 'fominha' que levou quase R$150 mil.

A eleição foi um verdadeiro circo que deixou cair muitas máscaras; tinha vereador com vários indicados com vargo na Prefeitura, mas que estavam cheios de si, cheios de ética, abarrotados de vontade 'democrática' e de bolso cheio do dinheiro do ouro.

Foi um verdadeiro espetáculo circense digno dos melhores circos.


Antes da eleição da Mesa Diretora, o prefeito Valmir Climaco foi convidado por uma vereadora para participar de reunião na casa desta, com a presença de vários vereadores; o prefeito se negou a participar porque não queria ser chantageado; em conversas com alguns assessores do prefeito, esses disseram que a Câmara de vereadores será tratada como uma instituição. Ou seja: não haverá mais parceria; cada Casa cuidará de seus problemas.

Entre pagar uns vereadores para manter a 'ética' e a 'moral' e cuidar da saúde do município, o prefeito preferiu cuidar do povo itaitubense.

O resultado da compra da eleição da Câmara atendeu à vontade de um grupo político-minerador que quer fazer oposição ao atual prefeito, Valmir Climaco, grupo este que não vem medindo esforços e se articula até em nível senatorial para fazer frente ao grupo político de Valmir; a preocupação não é com Itaituba ou o futuro de nossa cidade, mas egos inflados, que em pouco, ou quase nada, ajudam nossa cidade.


A não reeleição de um certo senador, foi um grande balde de água com gelo nesse grupo minerador, que tentava dar um grande passo, bem maior que as pernas.

Ah, parece que a população acendeu o botão de alerta já nesta eleição, tendo em vista que um certo deputado reeleito, que contava com vários vereadores-mineradores, não teve votação expressiva na cidade, apesar da soma de votos desses vereadores ser de quase cinco mil votos.

Nessa briga do asfalto contra o ouro, quem perdeu, mais uma vez, foram os vereadores e, quem sabe, futuramente, Itaituba, posto que minerador que faz contrabando de ouro, deixa de pagar impostos, que em muito ajudam a melhorar nossa cidade, como bem lembrou o prefeito Valmir Climaco aquando da inauguração da Sala de Parto no Hospital Municipal de Itaituba.

Mais de 28 mil foram mortos nos dois mandatos de Jatene

Mais de 28 mil foram mortos nos dois mandatos de Jatene (Foto: Celso Rodrigues/Diário do Pará)
Em 7 anos e 9 meses de duas gestões consecutivas do tucano Simão Jatene (PSDB), 28.248 pessoas foram assassinadas no Estado, com números sempre aumentando de um ano para o outro. Uma média anual de 3,5 mil mortes. Ou 10 assassinatos por dia. Os dados estão no Atlas da Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Estados tradicionalmente violentos conseguiram reduzir drasticamente seus indicadores, como São Paulo, - 46% em dez anos -, enquanto o Pará se mantém entre os mais sangrentos do Brasil.
A má gestão é uma das causas desse cenário desolador. Para se ter uma ideia, no ranking da eficiência pública, o Ceará, cuja receita por habitante é quase a mesma do Pará, divulgado pela Folha em agosto, o primeiro figura em 9ª posição, enquanto nós, na lanterna, amargamos um 25º lugar, ganhando apenas do Amapá. Ainda segundo a Lupa, agência de fast-checking, o número de mortes violentas intencionais aumentou em 20% entre 2014 e 2017. O número de policiais mortos chegou a quase 70% a mais e as mortes em ações policiais cresceram assustadores 146,3%, no mesmo período.
Se faltou humildade para pedir cooperação federal, sobrou orgulho para aceitar quando o próprio Governo Federal ofereceu ajuda. Estudos, pesquisas, os próprios números da Segurança Pública, tudo publicado com frequência, mostrava que era preciso mudar a estratégia. Porém, além de uma troca de gestores inexpressiva - do apagado Gen. Jeanot Jansen para o repetido Luiz Fernandes Rocha - e algumas reuniões de cúpula altamente noticiadas para criar a sensação de que o Executivo estava agindo, nada de eficaz foi feito.
O que sobrou foi a falta de competência em gerenciar os recursos e aprimorar as técnicas de combate ao crime, além de promover concursos para as polícias e equipá-las melhor. Para Leonardo Marcone, especialista em Segurança, há erros de estratégias para combater o problema. “Vem desde ações sociais, trabalhando preventivamente, e fazer a capacitação dos profissionais de segurança para que possam gerar novos resultados”, sugere. A banalização do assassinato, bem como o fato de que há muitos crimes sem investigação também contribuem para esse cenário.
Governo falha em não pedir ajuda federal, diz deputado
O ativista social Nazareno Lobato perdeu uma neta de 8 anos, que junto com uma coleguinha de 6, foram sequestradas, torturadas, estupradas, mortas e tiveram os corpos deixados em um terreno no bairro do Tenoné, onde ele até hoje mora, em 2014. O crime teve repercussão, mas segue impune. Mesmo o acusado de ocultação de cadáver, que indicou onde as meninas foram abandonadas, segue sem ser preso há quatro anos, conta ele, que hoje preside a Associação Vida Pará. “Falta equipamento no Instituto Médico Legal para as perícias. Não tem prova, não tem crime. Falta delegado especializado em homicídio, delegados forenses, e não tem”, critica.
O fonoaudiólogo Roberto Rivelino é filho da empresária Maria de Nazaré Borges de Alcântara, assassinada junto com Iranilma Prestes dos Reis, que trabalhava na casa da família, em junho desse ano, após sacar uma grande quantidade de dinheiro no caixa eletrônico de um supermercado, próximo ao Jardim Sideral. Os dois acusados estão presos, foram julgados e aguardam o anúncio da sentença. Ambos já tinham passagens pela Polícia. “Foi um ato de extrema violência, praticado por dois jovens com antecedentes criminais, mas que estavam gozando de liberdade” lembra o filho da vítima.
De acordo com o deputado estadual Carlos Bordalo (PT), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), todas as pesquisas já realizadas sobre violência tem um consenso: quanto mais miséria, pobreza e exclusão, mais violência. “São fatores onipresentes nesses cenários: ausência de políticas públicas e de cidadania; De policiamento ostensivo e cidadão, da presença do aparelho de segurança pra prevenir. Aqui o projeto é de desmonte do sistema de segurança”, lamenta o parlamentar.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o aceitável em qualquer Estado como o Pará é um policial militar para cada 250 habitantes, mas aqui essa proporção passa de 600/1. “ Essa teimosia do Governo em não fazer cooperação federal, tem aspectos danosos. Em todos os estados onde houve, caiu a criminalidade. Mas aqui o Governo teima em achar que sozinho dá conta de um desafio desses”, critica o deputado estadual.
(Carol Menezes/Diário do Pará)