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quarta-feira, 14 de junho de 2017

VERÃO - EMPINAR PAPAGAIOS PODE CUSTAR UMA VIDA! FESTA JUNINAS TAMBÉM! CELPA LANÇA ALERTA!

No Blog do Norton
No início do mês, o apresentador de TV, Raphael Sllowinsk (imagem acima) foi vítima de uma linha de papagaio nas ruas de Itaituba/PA, brincadeira que tem seu auge no verão amazônico e por conter a linha cerol, mistura de vidro moído com goma, torna-se altamente cortante, já tendo levado vários motoqueiros à morte, a principal vítima; mas o comércio também é vitima dessa atividade, exercida em sua maioria por marmanjos.

Para se evitar tais acidentes com linhas de papagaios, o motoqueiro deve usar um acessório, uma antena chamada de corta-linha, que fica no guidão da moto, próximo à extremidade, conforme imagem abaixo. 

Modelos de antenas
Assim, por conta da aproximação do período de férias escolares e da chegada do verão amazônico, a brincadeira de empinar papagaios tem despontado como uma das principais diversões entre crianças, adolescentes e até mesmo adultos. Porém, a atividade ocasiona inúmeros prejuízos à sociedade e pode ocasionar até óbito.

De acordo com dados da Celpa, somente no mês de janeiro, nos últimos dias de maio e nestas primeiras semanas do mês de junho, já foram registradas mais de mil ocorrências de falta de energia em todo o Estado, em função dos papagaios que ficam enroscadas na fiação elétrica.

Quem apresenta os piores indicadores é a capital paraense, que neste ano já contabilizou mais de 160 casos de falta de energia por causa dos papagaios. Na semana passada, mais de 3700 clientes da empresa que residem nos bairros do Telegrafo, Sacramenta e Barreiro, foram afetados por uma interrupção no fornecimento. O motivo foi uma pipa que rompeu um cabo de força ao ser puxada para desengatar da fiação.

Seguida de Belém, outra cidade que aparece com números preocupantes em relação a ‘brincadeira’ é Santarém. No município do Oeste paraense já foram apuradas mais de 100 situações de falta de luz em 2017. Castanhal, Capanema e Bragança, no nordeste do Estado também apresentam dados que merecem atenção, pois foram registrados cerca de 110 casos no mesmo período. No sudeste do Pará, em cidades como Marabá, Parauapebas e Tucuruí, esses números também ultrapassam 100 ocorrências.

O executivo da área de Serviços de Rede, Danilo Almeida, alerta que a atividade deve, impreterivelmente, ser praticada o mais longe possível da fiação elétrica e de locais com tráfegos de veículos, principalmente motocicletas. “No ano passado nós tivemos mais de seis mil episódios de falta de energia por causa das rabiolas no Estado. É um prejuízo para toda a sociedade. Os papagaios devem ser empinados em locais descampados, longe da rede elétrica. Barras de ferro, trilhos e outros materiais que são condutores de eletricidade, jamais devem ser usados para retirá-las dos fios. Nessas situações, há o risco de um curto-circuito ou uma descarga elétrica fatal”, orienta.

PERIGOS - O cerol (mistura de cola com vidro moído, em alguns casos até com pó de ferro) é outro ponto que merece atenção. O produto é ilegal, mas ainda assim é utilizado para dar maior força de corte à linha. Ao entrar em contato com a fiação elétrica, também pode provocar um curto-circuito, além de representar um risco iminente a pessoa que o utiliza, pelo potencial de corte.

Recentemente, em Castanhal, um garoto de 12 anos sobreviveu depois de receber uma descarga elétrica enquanto brincava com um papagaio. Segundo testemunhas, o jovem usava um fio de cobre para empinar o papagaio. O executivo da área de segurança da Celpa, Alex Fernandes, alerta que esse procedimento é totalmente inadequado e pode levar a morte. “O caso desse garoto é uma exceção, pois as descargas elétricas costumam ser fatais. Então, o recado que a gente deixa é que a brincadeira de pipas mantenha total distancia da fiação e jamais devem ser utilizados fios metálicos, pois o risco é muito grande”, finaliza Alex (Adaptado de comunicado da Ascom/Celpa)

ATENÇÃO: ACIDENTES COM A REDE ELÉTRICA PODEM SER EVITADOS NA QUADRA JUNINA

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