RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CHAPE DIVULGA ESTADO DE SAÚDE DOS SOBREVIVENTES

Os brasileiros sobreviventes do acidente aéreo que matou 71 pessoas na madrugada desta terça-feira (29) perto de Medellín, na Colômbia, ficarão ao menos dez dias hospitalizados ali, segundo Luiz Antonio Palaoro, vice-presidente jurídico da Chapecoense.
A Associação Chapecoense de Futebol através de sua equipe médica divulgou nesta quarta-feira (30) informações sobre o estado de saúde dos sobreviventes do acidente aéreo.
Segundo informações repassadas pelo médico Carlos Henrique Mendonça, que está na Colômbia, o zagueiro Neto - último dos resgatados - é o que está em estado crítico, porém estabilizado e oferecendo perspectivas de melhora.
Já o goleiro Follmann é o que se encontra em estado mais grave, segundo o médico, tendo uma das pernas amputadas e a outra em análise, com possibilidade de amputação do pé.
Segundo o boletim, o estado de saúde do goleiro é estável, apesar de requerer mais cuidados.
Já o lateral Allan Ruschel foi submetido à uma cirurgia na coluna vertebral, mas está com movimentos normais em membros superiores e inferiores.
De acordo com o boletim médico, apesar das múltiplas escoriações e do estado crítico, está estabilizado e também oferece perspectiva de melhora.
O jornalista Rafael Henzel teve um trauma toráxico e uma fratura na perna. Segundo o médico, seu estado de saúde também é crítico, mas as perspectivas são otimistas.
Ainda de acordo com o médico Carlos Mendonça, a maior preocupação em relação aos sobreviventes está relacionada aos perigos de infecções, já que os ferimentos apresentam alto nível de contaminação.
Medidas jurídicas
Nesta quarta (30), em entrevista na Arena Condá, em Chapecó, Palaoro afirmou também é muito cedo para falar sobre medidas jurídicas contra a companhia aérea que transportou os jogadores.
O presidente em exercício do clube, Ivan Tozzo, disse que a empresa foi escolhida porque "tinha tradição em transportar times, com sucesso". "Foi aquela coisa: fizemos uma viagem com eles, deu tudo certo, nos classificamos, por que mudar?". Segundo ele, o preço pago à empresa foi "pouco mais de mil dólares".
Tozzo disse ainda que recebeu uma ligação de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, sugerindo dividir o título que seria disputado na Colômbia, nomeando dois campeões para a Copa Sul-Americana de 2016. "Acho bom", disse Tozzo, que se emocionou falando a jornalistas nesta quarta. "Seria melhor se fosse só a Chapecoense", disse o presidente em exercício. "Nós íamos ganhar esse jogo. Nosso time estava organizado, sei da vontade que tinham", acrescentou Palaoro.
O clube aceitará qualquer ajuda que está sendo oferecida, de acordo com Tozzo, mas a prioridade é "a homologação, pela CBF, da permanência do clube durante três anos na Série A [do Campeonato Brasileiro]".
Segundo Tozzo, o número de pedidos para se associar à Chapecoense disparou nas últimas horas
(DOL)

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