RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

terça-feira, 19 de abril de 2016

Governo teria plano para soltar Marcelo Odebrecht, diz delator


19 de abril de 2016
Ex-chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral, Diogo Ferreira afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que o governo prepara um plano para tentar interferir na Operação Lava Jato. As informações são do Estadão. 

Na delação premiada, Diogo afirmou que o governo pretende noemar o desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça. O depoente confessou que Delcídio relatou a ele conversas com a presidente Dilma Roussef, onde ela pedia “compromisso de alinhamento” com o governo a Navarro.

A petista teria citado o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. O empresário foi preso preventivamente pelo juiz Sérgio Moro após uma das últimas fases da Lava Jato. A delação de Ferreira foi feita à Procuradoria Geral da República no último dia 30 de março e homologada pelo ministro Teori Zavascki, do STF.

Diogo entregou ainda mensagens trocadas pelo aplicativo Whatsaap com Marcelo Navarro, feitas a pedido de Delcídio do Amaral. 
“Que a partir daí o Senador Delcídio do Amaral e o Ministro José Eduardo Cardozo passaram a ter contato muito mais frequente; que, em determinado fim de semana, não distante no tempo da reunião que anteriormente narrada, o depoente se encontrou com o Senador Delcídio do Amaral no hotel Golden Tulip, onde este residia, e contou ao depoente haver tido, no mesmo fim de semana, encontro particular com a Presidente Dilma Roussef, a qual lhe pedira, na ocasião, que obtivesse de Marcelo Navarro o compromisso de alinhamento com o governo para libertar determinados réus importantes da Operaçăo Lava Jato; que, segundo o Senador Delcidio do Amaral, a Presidente Dilma Roussef falou expressamente em Marcelo Odebrecht”, diz o depoimento.
Diante da delação de Delcídio do Amaral, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acredita que há a possibilidade de abrir uma investigação a respeito da indicação de Navarro. Caso seja aberta, a presidente Dilma Rousseff pode se tornar um dos alvos do inquérito. 

Foto: Cicero Rodrigues/ World Economic Forum 

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