RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Hidrelétricas, Munduruku e o que eu tenho a ver com isso?

“No afã de gastar gentes, bichos e coisas para lucrar, acabam com florestas mais portentosas da terra. Desmatam morrarias incomensuráveis, na busca de minerais. Erodem e arrasam terras sem conta. Gastam gente, aos milhões.” Darcy Ribeiro
A Hidrelétrica Belo Monte foi um absurdo de desperdício de riquezas e de vidas humanas desgraçadas pela obra. O governo, radicalmente divorciado e oposto às nossas reais necessidades, nos traiu e nos assaltou à mão armada. Graças à resistência heroica de uma minoria, essa imensa calamidade ecológico social gerou um grande debate. Mas nossa passividade, desinteresse, resignação e apatia mundializada, não foi capaz de impedir que o pior acontecesse: etnocídio, desgraça social para a maioria e danos ecológicos irreparáveis para o planeta.
O limite ecológico e material do capitalismo está diante de nós; a exemplo: a alteração do regime hidrológico que está deixando cidades como São Paulo sem água em consequência do desmatamento da Amazônia. Por aceitarmos cegamente as demandas do capitalismo que destrói, subordina e elimina o mundo natural, estamos deixando um horizonte sombrio para as gerações futuras.
Enquanto isso, o capital continua seu expediente destrutivo procurando novas colônias para serem invadidas e exploradas, e nossa atitude tem sido fechar os olhos enquanto estamos sendo massacrados e nosso mundo ecologicamente devastado. Tudo isso financiado por nós mesmos, com nosso dinheiro público.
Então, o capitalismo dilacerante chegou no Tapajós, onde veremos acontecer a maior luta socioambiental depois de Belo Monte. Mas aqui a história que vamos contar pode ser diferente, porque vivendo nas florestas exuberantes do sudoeste do Pará existe um povo guerreiro chamado Munduruku. Eles declararam guerra ao governo avisando que os rios não pertencem às empresas, que eles pertencem às populações tradicionais, e que irão lutar para defendê-los até a morte. Os Munduruku sabem que sua sobrevivência depende de inteligência e de vontade. De consciência e resistência. - CONTINUE LENDO...

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