RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

MPF vai apurar suposta ação de pistoleiro em Anapu

MPF vai apurar suposta ação de pistoleiro em Anapu (Foto: Divulgação)
O Ministério Público Federal irá apurar o homicídio de um jovem ligado ao Instituto Nacional de Colonização e Refoma Agrária (Incra) ocorrido no município de Anapu, no sudoeste paraense. Segundo uma denúncia apresentada nesta terça-feira (17) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), a vítima, identificada apenas como Willis, pode ter sido morta a mando de grileiros por disputa por terras.
O jovem trabalhava como segurança e ficava de guarda na entrada do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, fundado pela missionária Dorothy Stang, justamente para evitar a invasão de madeireiros e grileiros, uma condição que foi requisitada ao Incra pelo próprio MPF para evitar as ameaças e invasões no assentamento.
Na denúncia, a CPT pede que se desencadeie operações de emergência, de investigação e de prevenção na região, pois “não é aceitável que não se desencadeie séria investigação, perícias técnicas de qualidade – balística, de local, de busca efetiva de evidências, circunstâncias que possam levar aos responsáveis”.
Na última semana, o MPF já tinha requisitado à Ouvidoria Agrária Nacional que enviasse equipe até Anapu para ouvir as testemunhas da escalada de violência que, de julho até agora, com a morte de Willis, já soma 8 mortos com características de execução por pistoleiros. 
A Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo irá em Anapu no dia 1º de dezembro para colher o depoimento dos familiares das vítimas. Ela também vai até às áreas conflituosas - lotes do Incra ocupados por fazendeiros.
A CPT relaciona os crimes à Regivaldo Pereira Galvão, conhecido na região como Taradão, assassino condenado a 30 anos de prisão pela morte de irmã Dorothy, mas que nunca chegou a cumprir pena, porque recebeu do Supremo Tribunal Federal o direito de recorrer em liberdade.
O documento enviado ao MPF ainda cita, além dos sete posseiros já executados, a existência de uma lista com mais de 30 nomes de moradores que estariam marcados para morrer. 
(DOL com informações do MPF)

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