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domingo, 20 de setembro de 2015

Só 2 de 10 alunos leem e escrevem corretamente

Só 2 de 10 alunos leem e escrevem corretamente (Foto: Ricardo Amanajás)
Vai ser necessário muito esforço por parte do governo Simão Jatene para que o programa Pacto pela Educação, lançado em março de 2013, não se transforme em mais uma falácia. Os números divulgados pelo Ministério da Educação na última quinta, 17, mostram que há muitos desafios a serem vencidos no Pará em termos de aprendizagem escolar. A Avaliação Nacional de Aprendizagem (ANA) revela que, em 38% dos municípios paraenses, os alunos do 3º ano do ensino fundamental não sabem fazer conta de matemática. Somente 2 em cada 10 alunos matriculados conseguem ler e escrever corretamente.
Na avaliação da escrita, aliás, na lista geral dos Estados do Brasil, o Pará ocupa a vergonhosa última colocação. Aqui, 65,73% dos estudantes tiveram baixo desempenho, sendo que 1 em cada 4 tirou a pior nota. Já Santa Catarina apresentou o melhor resultado: 86,61% dos alunos alcançaram o melhor desempenho em escrita.

RUINS EM NÚMEROS
Os resultados referentes ao ano de 2014 mostram que o maior problema dos alunos é a matemática, área na qual o Pará teve o segundo pior desempenho, com 57% de estudantes com nível inadequado de aprendizagem. O teste avaliou o aproveitamento em leitura, escrita e matemática de quase 2,5 milhões de estudantes do 3º ano do ensino fundamental em todo o País. As diferenças regionais, tanto em regiões do Brasil quanto em municípios paraenses, são gritantes. Cidades como Melgaço e Curralinho, que se destacam pelos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, mostraram deficiências em todos os níveis e nas três áreas analisadas: leitura, escrita e matemática.
Outros municípios que não conseguiram avançar em nenhuma das áreas analisadas são: Acará, Alenquer, Anajás, Bonito, Concórdia do Pará, Garrafão do Norte, Curupá, Igarapé-Miri, Jacareacanga, Marapanim, Nova Timboteua, Oeiras do Pará, Oriximiná, Pau D’Arco, Portel, Santa Cuz do Arari, Santa Maria das Barreiras, Santo Antonio do Tauá, São Domingos do Capim, Soure e Viseu. Em todas elas, pelo menos 60% dos alunos das escolas públicas apresentam aprendizado inadequado nas três áreas analisadas.
De acordo com o ministro da Educação, Renato Janine, o Brasil tem uma alfabetização “insuficiente”. No caso da área de leitura, 22% das crianças avaliadas mostraram aprendizagem inadequada. “Nesse nível, o aluno sequer lê uma palavra”,
afirmou o ministro.

ANALFABETISMO
A prova, composta por 17 questões de múltipla escolha de língua portuguesa, 20 de matemática e três de produção escrita, revelou que 1 em cada 5 alunos avaliados não consegue compreender e ler frases corretamente, e que mais da metade das crianças (57,07%) têm conhecimento insuficiente em matemática. Na avaliação da escrita, 34,46% dos estudantes mostraram não ter aprendido o desejado para o seu nível escolar.
O ministro da Educação destacou também que a ANA funciona como um indicador do cenário educacional. Segundo ele, os resultados mostram uma enorme necessidade de evolução nos índices de alfabetização, mas principalmente nos conhecimentos da matemática. “Em todas as faixas, o resultado é muito preocupante. Mas a preocupação maior é na matemática. Precisamos tomar medidas urgentes”, destacou o ministro, sobre a avaliação. De acordo com Renato Janine, cada área foi dividida em níveis para que possam ser elaboradas pedagogias diferentes e direcionadas às necessidades de cada grupo. “Esses dados vão indicar muito bem aos responsáveis as intervenções que devem ser adotadas em cada nível de dificuldade”, adiantou o ministro da Educação.
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