RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

PARÁ: TERRA DE NINGUEM, TERRA SEM LEI

"Segurança no Estado é falida", afirmam policiais

A violência no Pará já é uma triste realidade há tempos, mas em setembro deste ano alcançou números exorbitantes. Na última semana, o Estado registrou a absurda marca de 81 homicídios e latrocínios, cerca de 11 assassinatos por dia, no que foi registrado até agora como a semana mais violenta do ano. Os números são impactantes e impressionam a população, inclusive quem atua na própria área da segurança, como os policiais civis.“Essas mortes atestam a falha total do Estado. Há uma falência do sistema de segurança, deficiência na aplicabilidade da polícia. Problemas que, se não adotar medidas mais eficientes, vão se perdurar por muito tempo”, afirmou Antônio Aragão, diretor do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol).
Segundo ele, os assassinatos são uma questão problemática, mas não representam a totalidade do cenário de insegurança, que é ainda pior. “As mortes foram um absurdo, mas se você estender os dados para roubos e furtos, o universo de crimes é ainda maior. A situação perdeu o controle”, continuou Antônio.
De acordo com o sindicato, o Pará conta com 3.569 policiais civis, enquanto que "o número para amenizar a situação, ainda sem resolver, seria pelo menos o triplo disso”. Junto a isso, problemas como falta de condições de trabalho e contingente, além de salários baixos, prejudicam o atendimento à população.
“No interior é ainda pior. Além da falta de estrutura, há casos de policiais que trabalham por 15 dias seguidos, em carga horária excessiva. Cansado, fatigado e estressado, como ele vai poder proteger alguém?”, completou Aragão.
(DOL)

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