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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Mais de 7 mil empresas fecham as portas no Pará em 2015

Em Belém foram 2.200. No mesmo período de 2014 foram 174.
Custos de produtos, luz e até assaltos são motivos que faliram empresários.
Do G1 PA
O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação divulgou os dados de empresas no estado do Pará que fecharam as portas em 2015. O número é alto e também reflete a crise financeira pela qual o país passa. Foram 7.313 empresas contra 629 no mesmo período de 2014. Na capital paraense esse número corresponde a 2.200 empresas contra 174 em 2014.

Para o jovem empresário Júlio Souza, o sonho de ter uma hamburgueria teve que ter um fim devido às imensas dificuldades que ele encontrou. No início, o negócio era lucrativo, mas depois o custo dos produtos aumentou: a energia ficou mais cara e ele ainda foi assaltado. Com um ano e nove meses de negócio ele teve que fechar a empresa.

“O preço da carne cresceu demais, o queijo que a gente usava bastante passou de R$ 12 para R$18. Então foi muito complicado pra gente manter o negócio por muito tempo aberto”, disse.
Em Belém 2.200 empresas fecharam as portas em 2015. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)Em Belém 2.200 empresas fecharam as portas
em 2015. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)
Planejamento
Apesar do clima não favorável para os empreendedores, os especialistas garantem que os desafios são o planejamento do negócio e principalmente a inovação. “É preciso olhar um acesso novo ao mercado, rever o atendimento, pensar nos seus produtos, se eles estão de fato bem posicionados perante a concorrência, a exigência dos clientes. Enfim, isso é importante para um novo posicionamento da empresa”, pontua Fabrizio Guaglianone, superintendente do Sebrae/PA.

Para Célio Lima, presidente do Conselho de Administração o caminho é o mesmo. "O empreendedor precisa antes de tudo se planejar, porque o grande problema das empresas é que elas já pensam na área financeira e nós estamos em uma grande crise. Hoje é mais vantagem guardar o dinheiro em um banco e se planejar para depois ir para a área produtiva, porque muitas vezes não é possível tirar renda do próprio negócio e ainda lucrar com ele”, indica.

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