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domingo, 15 de março de 2015

VEM PRA RUA! O BRADO DE UM POVO


Organizadores esperam mais de um milhão de manifestantes no protesto contra o governo Dilma Rousseff neste domingo (15)

Publicado: Atualizado: 
FORA DILMA



Insatisfeitos com o governo da presidente Dilma Rousseff, milhares de brasileiros confimaram presença no protesto deste domingo (15), liderado por grupos como o Vem pra Rua, o Movimento Brasil Livre e Revoltados Online. O grupo também conta com apoio de partidos de oposição como o PSDB, o DEM e o Solidariedade. A expectativa dos organizadores é de mais de um milhão de pessoas nas ruas de pelo menos 231 cidades do País para pedir a saída da petista do poder.
As manifestações vão ocorrer do início da manhã ao fim da tarde em todo o País.

Brasileiros espalhados pelo mundo também deverão ir às ruas. O movimento Vem Pra Rua confirmou o evento em países como InglaterraEstados Unidos Paraguai.
O coro contra a presidente conta ainda com o apoio de algumas celebridades. Entre os que já confirmaram presença está o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno e a cantora Wanessa Camargo. Ela deverá, inclusive, cantar o hino nacional na abertura do protesto.
A página do Vem pra Rua no Facebook publicou ao longo dos últimos dias vídeos de artistas, como o vocalista do Ultraje a Rigor, Roger, e o ator Malvino Salvador, em apoio ao evento.
Na sexta-feira, foi a vez dos manifestantes pró-Dilma irem às ruas. Com bandeiras em defesa da Petrobras, os militantes, porém, também foram contra ações recentes do governo, como o ajuste fiscal, com mudanças no seguro desemprego e na previdência. Após o ato, o presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que ficou satisfeito.
"Foi um sucesso extraordinário. Manifestação em todas as capitais pelo direito dos trabalhadores, pela democracia, contra qualquer tipo de retrocesso, em defesa da Petrobras como empresa pública e solicitando para o Brasil que nós tenhamos condição de crescer com uma política econômica voltada para o crescimento."
O governo federal tem monitorado cada passo dos manifestantes. A presidente escalou políticos próximos para uma maratona de entrevistas em defesa do governo. No sábado (14), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência disse ao Estado de S.Paulo que o governo respeita as manifestações. Miguel Rossetto, no entanto, ressaltou que o Planalto não aceita desrespeito ao resultado das urnas.
"Nós lutamos pelo direito de opinião e todas as manifestações democráticas são legítimas. O que não é legítimo, não é legal, não é aceitável, é o golpismo."
Um dos temores do governo é que o discurso pelo impeachment da presidente fique ainda mais forte. A impugnação da petista, no entanto, ainda causa dúvidas. O ato está disposto nos artigos 85 e 86 da Constituição Federal, no qual se trata de “crimes de responsabilidade” e os trâmites que pautam todo o processo, caso aceito pelas instâncias competentes. Qualquer cidadão brasileiro pode encaminhar uma solicitação de abertura do processo contra a presidente.

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