RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

domingo, 1 de março de 2015

Bandidos impõem o terror no Pará


Não bastassem os assaltos e homicídios que há bastante tempo vêm colocando Belém no topo dos rankings de violência do Brasil, os paraenses estão passando por momentos de desespero desde a última quinta-feira (26), quando foi iniciada uma onda de incêndios a ônibus urbanos na Região Metropolitana de Belém (RMB). Em apenas 48 horas, já são contabilizados sete incêndios a ônibus, motins em quatro unidades prisionais da RMB, uma inocente morta dentro de casa vítima de bala perdida, assalto com refém no bairro do Marco e um roubo a banco em São Félix do Xingu, no Sul do Pará.

Destacando que pesquisas recentes já vinham apontando o crescimento da violência no Estado – como a divulgada em janeiro deste ano que apontou que a capital paraense subiu cinco posições no ranking das cidades mais violentas do planeta no ano de 2014, o especialista em segurança pública, Ronald Portal, teme que os momentos de terror vivenciados nos últimos dois dias venham a se tornar rotina. Para o especialista, é fundamental que os governos se façam mais presentes para tentar prevenir e controlar novos atos de violência. “A segurança pública é trabalhada isoladamente das demais e precisa estar tudo interligado. A ausência do Estado em algumas áreas fundamentais é o que propicia essa ‘evolução’ da violência. A gente vem acompanhando o que os estudos, as pesquisas vêm apontando”, acredita. “Até pouco tempo atrás não se imaginava que aconteceria uma situação de incêndio a ônibus em Belém e agora olha o que estamos passando. Se nada for feito, vai acabar virando rotina”.
Ciente da urgência de integração entre os diversos órgãos de segurança pública e as demais áreas que exercem influência sobre a violência, Ronald Portal, acredita que alguns dos cenários vivenciados atualmente poderiam ser previstos, caso se fizesse um trabalho maior de planejamento e análise dos crimes que vem acontecendo. “Batendo de novo na tecla da gestão integrada da segurança pública, muitos casos são possíveis de se prever e prevenir. O CONTINUE LENDO

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