RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Riscos causados pela pílula do dia seguinte


Uma relação sexual sem preservativos pode causar uma gravidez indesejada, além de várias doenças sexualmente transmissíveis. Mesmo sabendo dos riscos, muitos ignoram as possíveis consequências e mantém relação sem qualquer tipo de proteção. Depois, recorremo à pílula do dia seguinte, como o casal Talita e Rafael, participantes do realitty show BBB.

Por mais de uma vez o casal precisou recorrer à pílula do dia seguinte, que protege apenas de uma gravidez indesejada. Mas os especialistas alertam que ela deve ser tomada somente em casos extremos.

O caso não é exclusividade do programa de TV, e muitas mulheres usam o medicamento com frequência, esquecendo que ele deve ser usado com cuidado, já que pode trazer diversos efeitos colaterais, devido à sobrecarga hormonal que provoca no organismo da mulher.

TIPOS DE PÍLULA

O mercado disponibiliza dois tipos de pílula do dia seguinte: uma cartela com apenas um comprimido de 1,5mg de levonorgestrel e outra com dois comprimidos de 0,75mg da substância. Como se trata de um método de emergência e não de prevenção, a dosagem da pílula, independentemente do tipo, é um turbilhão de hormônios.

Para os especialistas, não existe diferença entre os dois tipos de pílula do dia seguinte, até porque a dosagem é a mesma. Ambas representam uma enorme carga de hormônios ingerida de uma só vez, diferentemente das pílulas anticoncepcionais convencionais - ingeridas diariamente -, que possuem dosagem menor.

COMO TOMAR O REMÉDIO DE FORMA SEGURA

Para o tipo que tem apenas uma pílula, basta tomá-la até 72 horas depois do ato sexual. Para aquela que vem em duas doses, a primeira deve ser tomada logo após a relação desprotegida, e a segunda, depois de 12 horas.

Mesmo com esse intervalo grande de tempo - 72 horas - a pílula do dia seguinte pode ser tomada em até 12 horas do "acidente" para aumentar a eficácia do método.

A PÍLULA DO DIA SEGUINTE PODE FALHAR?

Segundo especialistas, existe cerca de 5% de chance da pílula falhar. Isso se levarmos em conta que ela seja tomada nas primeiras 24 horas após o ato sexual. Então é possível, sim, que a mulher engravide, afinal, a pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo, e sim um medicamento de emergência. Logo, o corpo não está preparado para ela.

A ação do levonorgestrel - um tipo de progesterona - pode inibir ou retardar a ovulação. Ou seja, ele é capaz de dificultar a passagem do óvulo ou do espermatozóide, além de provocar alterações no endométrio, bloqueando a implantação do óvulo.

Se ingerida depois da formação do feto, a pílula ela pode causar hemorragia e aborto, fatores de altíssimo risco para a vida da mulher.

EFEITOS COLATERAIS

Mesmo se usada de forma esporádica, a pílula do dia seguinte pode causar efeitos colaterais como dores de cabeça e no corpo, náuseas, diarreia, vômito, cansaço excessivo, hipersensibilidade nos seios e dor abdominal.

Na maioria das vezes, a pílula altera o fluxo normal da mulher, desregulando a menstruação - e dependendo do dia em que foi tomada, a pílula pode provocar sangramento ou mesmo retardar a menstruação.

Se usada com certa frequência, de acordo com o organismo, é possível que o medicamento interferira nas reações do corpo, que pode acarretar inclusive, o aumento de peso.

CONTRA INDICAÇÕES

O uso da pílula deve ser preescrito por um médico. Porém, sabe-se que algumas condições podem tornar o uso da pílula do dia seguinte perigoso. Em princípio, ela é contra-indicada a mulheres com hipertensão descontrolada, problemas vasculares, doenças do sangue e obesidade mórbida.

Vale reassaltar que estas são contra-indicações relativas, que aumentam o risco de insucesso ou outros problemas e dependem de avaliação individual.

PÍLULA, ÁLCOOL E CIGARRO

O uso de alguns tipos de drogas pode ser prejudicial se combinados com o tratamento com a pílula do dia seguinte. Bebidas e cigarros possuem substâncias que potencializam os níveis do hormônio estrogênio no organismo e não devem ser ingeridos com nenhum outro medicamento.

A pílula com estrogênio é um vasoconstritor, que contrai os vasos sanguíneos, e a nicotina do cigarro também. Em associação, aumentam o risco de derrame (Acidente Vasculas Cerebral) e trombose.

(com informações dos sites Minha Vida e M de Mulher)

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