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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

PROMOTORIA VAI PEDIR EXPULSÃO DE PMs ENVOLVIDOS EM PARALISAÇÃO

015 19h50 - Atualizado em 02/02/2015 19h55

No interrogatório, os policiais negaram as acusações feitas pela promotoria.
Em abril de 2014, categoria interditou BR-316 e PM agrediu jornalista.
Do G1 PA
A Justiça Militar ouviu nessa segunda-feira (2), em Belém, os policiais militares envolvidos na paralisação da categoria ocorrida em abril de 2014. No interrogatório, os policiais negaram as acusações feitas pela promotoria e alegaram a não intenção da quebra das normas previstas pela Constituição Federam e do Código Penal Militar. A Promotoria diz discorda do posicionamento e vai impugnar pela concessão e expulsão dos envolvidos.
Os policiais começaram o protesto após a categoria não ter sido contemplada com o plano de reajuste salarial aprovado pela Assembleia Legislativa. Durante as manifestações, os PMs ficaram amotinados nos quartéis, trechos da rodovia BR-316, em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, foram interditados e o repórter Márcio Lins e o cinegrafista Jairo Lopes, da TV Liberal, foram agredidos por um PM enquanto faziam a cobertura da greve.
De acordo com o promotor de Justiça Armando Brasil, os oito policiais ouvidos nessa segunda-feira (2) negaram a intenção de motim e todas as acusações feitas pela promotoria. Os suspeitos alegaram que estavam sendo pressionados por oficiais do 6° Batalhão da PM, reclamaram das precárias condições de trabalho e da categoria não ter sido contemplada com o reajuste salarial, dado somente para os oficiais.
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O policial suspeito de ter agredido o jornalista Márcio Lins negou o ocorrido e disse que foi ele, inclusive, que ajudou o apresentador na hora do tumulto. O PM disse ainda que não conseguiu identificar o verdadeiro agressor, mas suspeita ter sido um infiltrado na manifestação. A Polícia Militar também
A promotoria discorda do posicionamento, e diz ter fortes robustas de acusação dos envolvidos.
Entenda o caso
No dia 3 de abril do ano passado, policiais militares iniciaram uma série de manifestações em frente ao 6º Batalhão da PM, localizado no quilômetro 7 da rodovia BR-316 e chegaram a obstruir parcialmente a rodovia, impedindo o tráfego de veículos e pessoas.
No dia 5, durante a cobertura jornalística da greve, o repórter Márcio Lins e o cinegrafista Jairo Lopes, da TV Liberal, foram hostilizados por um grupo e agredidos por um policial militar. As imagens da agressão foram captadas pela câmera do cinegrafista, assim como a justificativa do grupo para o ato. “Vocês só mostram os pontos negativos. Vão-se embora, vão-se embora que a turma tá revoltada”, diz um dos homens, em meio a palavrões.
Um inquérito foi aberto na Delegacia de Crimes Funcionais (Decrif), e em seguida o promotor militar Armando Brasil ofereceu denúncia contra os 41 praças envolvidos pelos crimes de motim, revolta, organização de grupo para a prática de violência, omissão de lealdade militar, conspiração, aliciamento para motim ou revolta, incitamento, recusa de obediência e reunião ilícita. O PM responsável pela agressão ainda foi indiciado por lesão leve, previsto no artigo 209, do Código Penal Militar Brasileiro.
Na mesma semana, policiais dos municípios de Altamira, Itaituba, Castanhal, Tucuruí e Santarém aderiram à paralisação

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