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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Cabo Pety pode ter sido morto por milicianos

Sábado, 31/01/2015, 13:27:19 - Atualizado em 31/01/2015, 13:48:10 


Cabo Pety pode ter sido morto por milicianos (Foto: Reprodução/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook)
Na última sexta-feira (30), os parlamentares envolvidos nas investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apuração da atuação de grupos de extermínio e milícias no Estado do Pará divulgaram o relatório das investigações.
No relatório de mais de 200 páginas, chama a atenção a hipótese de que o Cabo Antônio Figueiredo, conhecido como Cabo Pety, tenha sido assassinado por outros policiais que integravam a “Milícia do Guamá”.
De acordo com uma testemunha citada no documento, “o ‘Cabo Pety’ teria acumulado rusgas com a sua própria milícia. Acumulando dinheiro, segundo o código interno dos milicianos, indevidamente. Tal hipótese teria surgido após o mesmo ter sido contratado para matar um assaltante de banco e ter se apropriado individualmente do dinheiro, sem fazer a partilha do dinheiro com os demais, fato este que teria gerado um conflito interno”, destaca o relatório.
Ainda segundo a investigação, a “hipótese é reforçada pelo testemunho de uma das autoridades policiais responsáveis pela investigação da 'Chacina de Novembro', a qual declinou que o 'Cabo Pety' e 'Cilinho' (referindo-se ao policial militar José Otacílio Gonçalves Queiroz) teriam pretensões eleitorais, vez que gozavam de amplo prestígio na comunidade onde atuavam, além do acentuado poder de intimidação e terror que conseguiram impor, angariando assim apoios e recurso e que tais pretensões acabaram se chocando, ocasionado suposta cisão do grupo”.
No relatório, também são citados possíveis nomes de policiais militares que teriam envolvimento e mesmo interesse na morte de Pety: “os nomes mais citados seriam o de 'Canana' (Valmir ou Valdemir Oliveira) e o do próprio 'Cilinho'”. A hipótese levantada pelos parlamentares é reforçada “com a informação de que na hora da execução do “Cabo Pety”, quando da chegada do carro prata, quando os executores saíram do carro para matar o “Cabo Pety” na porta de sua casa, haveria um carro da ROTAM há poucos metros, aparentemente dando suporte a ação. Informação esta que caso seja confirmada, atestaria que além dos milicianos mais diretos, parte da polícia que dava apoio ao “Cabo Pety””, finaliza o relatório.
(DOL)

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