RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

domingo, 7 de setembro de 2014

EDUCAÇÃO DO PARÁ EM CRISE

Pará tem o pior Ideb de todo o país

Domingo, 07/09/2014, 09:01:29 - Atualizado em 07/09/2014, 10:05:07 3 comentários

O nível da Educação do Pará conseguiu superar o que já era ruim: foi o pior desempenho do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre os 27 estados brasileiros mais o Distrito Federal. A soma das notas dos alunos do ensino médio da rede pública estadual com os das escolas privadas foi de 2,9 (as notas do Ideb vão até 5,0), a mais baixa do Brasil. Se consideramos apenas as escolas estaduais de ensino médio, a nota do Pará caiu de 2,8 em 2011 para 2,7 no ano passado. O resultado mostra que o ensino público na rede do Estado do Pará piorou em comparação a 2011, quando o resultado do Ideb para este período foi de 2,8.
Considerando apenas a rede estadual de ensino, os índices da meta do ciclo inicial do ensino fundamental (de 1º ao 5º ano) e do ciclo final do ensino fundamental (6º ao 9º ano) também tiveram registros menores do que as notas alcançadas 2011. Para o primeiro ciclo do fundamental, a meta projetada pelo MEC era de 3,8 pontos e o Ideb fechou em 3,6 em 2013. Em 2011, o índice atingiu 4,0. No comparativo do segundo ciclo do fundamental, a meta projetada era de 4,0, mas o índice ficou em 3,0. Em 2011, o índice fechou em 3,1.
Somente os alunos do ciclo inicial do ensino fundamental conseguiram alcançar a meta do ministério, que era de 3,8 e o resultado das provas foi de 4,0. Mesmo assim, os resultados demonstram uma queda significativa comparada ao resultado de 2011, quando os alunos deste ciclo alcançaram nota 4,2. Apenas os Estados do Pará e do Amapá tiveram queda no Ideb entre 2011 e 2013. A nota dos alunos do Amapá passou de 4,1 para 4. O Maranhão conseguiu manter a mesma nota da última divulgação, 4,1.
Ou seja, os resultados das escolas da rede de educação do Governo do Estado do Pará pioraram durante a gestão atual do governador Simão Jatene. Considerando apenas o ensino fundamental, as redes estaduais com os melhores desempenhos nos anos finais (6º ao 9º), os melhores índices foram de Minas Gerais (4,7), Goiás (4,5), Acre e São Paulo (4,4) e Mato Grosso (4,2).
Para o ministro da Educação, Henrique Paim, o resultado do Ideb “coloca em xeque” a gestão do Estado do Pará. “O resultado Ideb coloca em xeque a gestão dos estados e dos municípios. Por isso que a gente tem todo o cuidado em julgar os recursos e tentar ter todos os dados consolidados para poder divulgar”, diz o ministro, lembrando que todos os recursos interpostos pelas secretarias de educação dos estados e dos municípios foram avaliados antes da divulgação oficial na última sexta, 5.
Com a consolidação dos resultados e o julgamento dos recursos, a divulgação do Ideb mostrou que o Pará registrou o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da região Norte no ensino médio de escolas estaduais em 2013. Em relação aos outros estados da região Norte, o Pará ficou abaixo de Rondônia (3,4), Acre (3,3), Roraima (3,2), Tocantins (3,2), Amazonas (3,0) e Amapá (2,9).
As escolas da rede estadual de ensino também fizeram feio nos municípios paraenses. Só atingiram a meta do Ideb em 2013 no ciclo inicial das escolas em poucos municípios como: Aurora do Pará, Juruti, Rio Maria, Santa Maria das Barreiras, Santa Maria do Pará, Santarém e Terra Alta (entre os 46 municípios que tiveram os dados divulgados pelo Inep). O pior resultado foi de Curralinho, onde a nota dos alunos foi de 2,2.

METAS AINDA DISTANTES
Entre os 51 municípios que tiveram os resultados apresentados pelo Inep para o ciclo final do ensino fundamental nas escolas estaduais, somente Bujaru, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari e Santa Maria das Barreiras conseguiram atingir a meta. Mais uma vez, o pior resultado foi de Curralinho, com 2,2, acompanhado por Magalhães Barata, também com 2,2.
O desempenho das redes municipais de ensino no Pará também não foi dos melhores. Igualmente, o ciclo inicial do ensino fundamental obteve os melhores resultados. Dos 144 municípios, apenas 62 conseguiram alcançar a meta estabelecida pelo Ministério da Educação. As maiores notas foram registradas em: Ulianópolis (5,5), Novo Progresso (5,0) e Parauapebas (5,0).
Com relação ao ciclo final do ensino fundamental, somente 21 dos 144 municípios conseguiram alcançar a meta. Os piores resultados foram em Goianésia (2,6) e São Domingos do Araguaia e São Domingos do Capim, ambas com nota 2,7. A maior nota foi de Rondon do Pará, com resultado de 4,3 para uma meta de 3,7. Mojuí dos Campos estreou na avaliação sem conseguir atingir a meta em nenhum dos dois ciclos.
Em Ananindeua, os resultados do Ideb apresentaram piora, tanto no ciclo inicial quanto no final. A capital do Estado também teve resultados desastrosos, com queda nos dois ciclos do ensino fundamental.
Em Castanhal, alunos de duas escolas estaduais tiveram o ano letivo prejudicado por causa das precárias condições estruturais das insitutições. Reformas foram prometidas, mas não foram concluídas. A situação levou a uma série de manifestações de professores, estudantes e da comunidade.
(Diário do Pará
)

Nenhum comentário: