RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Vinte e cinco anos sem o Maluco Beleza

Vinte e cinco anos sem o Maluco Beleza (Foto: Divulgação)


Terça-Feira, 19/08/2014, 02:55:23 - Atualizado em 19/08/2014, 02:55:23

Raul Seixas continua insubstituível e ganha tributo reunindo seus maiores sucessos (Foto: Divulgação)
Metamorfose ambulante. Maluco beleza. Vampiro doidão. Cowboy fora da lei. Há várias formas de definir Raul Seixas, baiano falecido no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, que se vivo fosse estaria com 69 anos. A verdade é que mesmo não tendo nascido há 10 mil anos atrás e ter partido há exatamente 25 anos, Raul deixou um legado e se mantém vivo na vida de quem nunca esqueceu sua arte. Para homenagear o “pai do rock nacional”, o artista Sérgio Leite, maior intérprete da obra de Raul no Pará, apresenta o show “Nuit – 25 Anos Sem Raul”, contando em linguagem cênica e musical a trajetória do ídolo. A apresentação acontece no próximo dia 23, no teatro Margarida Schivasappa, no Centur, às 20h.
Ao longo da carreira, foram mais de 20 discos lançados e mais de 200 músicas na boca do mundo. “Comecei a ter o primeiro contato com a obra dele aos 17 anos. Me encantei com as músicas, com o que ele escrevia, eu sentia e pensava igual. Tudo o que você faz na vida tem sempre uma música do Raul que fala daquela situação. Não é poesia por poesia. As composições dele falam do dia a dia, da rotina do homem”, destaca Sérgio Leite, que há 30 anos interpreta as canções do baiano. A primeira música que ele cantou de Raul foi “Sessão das 10”. “Lembro como se fosse hoje. Nunca esqueci”, completa.
O show, comandado por ele ao lado de Guibson Landim (guitarra), Davi Benitez (teclado), Fernando Costa (contrabaixo) e Ricardo Ramones (bateria), terá 16 músicas no repertório, escolhidas com dificuldade. “É estressante selecionar as músicas. A gente sempre quer botar tudo. Selecionamos os clássicos, as mais conhecidas. O público dos shows é bastante dividido e tem fãs e pessoas que estão indo pela primeira vez”, comenta Sérgio.
Em todo o Brasil, artistas, fãs e a comunidade artística em geral se mobilizam para homenagear Raul mantendo viva a sua obra. O evento na capital paraense tem o apoio da Sociedade Raulseixista de Belém (PA), Raul Rock Club (SP), Sylvio Passos (SP) e diversos outros fãs-clubes, covers e demais associações, que fazem o mapeamento nacional e mútua divulgação dos shows em homenagem ao ídolo, garantindo, assim, a repercussão nacional de todos os eventos.
“O Raul tem uma importância imensa na música brasileira. Ele não se achava um músico de MPB. Ele cantava todo gênero. E embora fosse conhecido como roqueiro, ele também cantava tango, bolero, baião. Seu trabalho era grandioso e a prova disso são os vários discos que gravou. Não vejo ninguém como Raul, que era muito peculiar na forma de compor e cantar. Como ele fazia, só ele mesmo”, pontua o cantor – e fã - paraense.

(Diário do Pará)

Nenhum comentário: