RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

segunda-feira, 5 de maio de 2014

CAGANDO NO MATO - SÓ NO PARÁ MESMO!

Você sabe como anda a Educação no Pará

● Essa e a realidade da educação no Pará do Jatene – Alunos e professores
‘cagam no mato’, enquanto pilantras constroem estádios bilionários para
vadios do futebol
SEM BANHEIRO, ALUNOS DE ESCOLA DO PARÁ USAM BURACOS EM MATAGAL
Marcelle Souza - Do UOL, em São Paulo

Uma vistoria do MPF (Ministério Público Federal) e do MPE 
(Ministério Público do Estado do Pará) encontrou escolas em
 situação precária no Pará. No município de Novo Repartimento, 
procuradores e promotores visitaram cinco unidades, umas delas
 não tinha banheiro. Sem opção, alunos, professores e funcionários
 da Escola Novo Progresso usavam buracos abertos em meio ao
 matagal.

"A situação de algumas escolas da zona rural desse município
 é muito precária. Uma delas foi incendiada e as salas tiveram 
que ser transferidas para uma igreja e outra estrutura de 
madeira", diz o procurador Paulo Rubens Carvalho Marques. 
"Em uma escola havia banheiros convencionais, mas não 
 tinha água. As instalações elétricas eram precárias e os ventiladores
 estavam quebrados".

Outro problema é que muitas salas são multisseriadas (quando 
alunos de diferentes níveis de aprendizado dividem a mesma turma).
  "Em uma escola, a professora dava aula para duas turmas ao
 mesmo tempo: enquanto um grupo fazia o exercício de costas, 
ela dava aula para alunos de outra série", afirma o procurador.

O grupo ainda encontrou unidades com atraso na entrega da merenda
 e do material escolar no município. A fiscalização foi realizada no
 dia 28, Dia Internacional da Educação.

"O nosso município tem 153 escolas na zona rural, a maioria de 
difícil acesso e algumas a 200 km da sede", disse Raimunda 
Nonata Silva Sousa, coordenadora pedagógica da área rural da 
Secretaria de Educação de Novo Repartimento. "Nós estamos 
tentando solucionar os problemas detectados. O grande 
desafio é que estamos em plena Transamazônica e alguns 
trechos ficam intransitáveis durante o período de chuvas", diz a
 coordenadora.

Sobre as salas multisseriadas, a representante da prefeitura
 disse que a medida é necessária por causa da quantidade 
de alunos e da distância entre um vilarejo e outro. "A maior 
parte dessas escolas existe há mais de 20 anos e esses problemas
 vem se acumulando com o tempo", diz.

Extraído do blog do Nelson Vinencci
Transcrito do Blog de Jota Parente

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