RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Governo federal pode piorar situação do Tapajós. E o governo do Pará, o que diz?

Governo despreza garimpeiros e populações ribeirinhas
Se tal ameaça, de fato, acontecer, adeus Rio Tapajós e seus
afluentes, adeus à nascente indústria do turismo no Oeste 
do Pará, adeus à salubridade das águas e à excelência do 
pescado daquela região, um dos principais pólos 
pesqueiros da Amazônia. Adeus a milhares de empregos 
e investimentos crescentes no turismo. Adeus à saúde 
pública e às belezas das quilométricas praias que atraem 
visitantes de todo o Brasil e do exterior. 

Justamente num momento em que se pretende disciplinar
 a atividade da mineração artesanal e industrial do médio e 
alto Rio Tapajós,
a fim de impedir a contaminação deste e de mais quatro rios
importantes além de centenas de igarapés da região,
o governo federal ameaça transferir de Rondônia para
 o Pará milhares de trabalhadores garimpeiros que hoje se
acham próximos às obras da hidrelétrica de Jirau. O destino 
Este homem e milhares de outros garimpeiros
 merecem respeito e atenção. 
Trabalho humilhante e insalubre para ele e para as
populações vizinhas
exato seria o município de Jacareacanga, já largamente 
afetado pela poluição física e química dos garimpos.

Conforme revelação do blog do Jota Parente, o advogado e
minerador de Itaituba, José Antunes, disse no fim de semana 
passado, numa rádio daquela cidade, que "essa é uma decisão 
que o governo federal já tomou, e que é quase impossível 
reverter a situação".

A questão, segundo ele, é que os garimpeiros do Tapajós já
têm problemas demais, pela total falta de apoio do governo 
federal, que nunca olhou para esta região com o devido 
respeito. Os garimpeiros de Rondônia estão para ser transferidos
porque a hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho, está para 
entrar em funcionamento, sendo impossível a
permanência deles por lá, porque a área onde eles trabalham vai
 ser inundada.

O problema, ressalta Antunes, é que "daqui a alguns anos vai ser
aqui no Tapajós que haverá inundação de uma grande área que
vai cobrir boa parte da reserva garimpeira".

Além de utilizar os garimpeiros como massa de manobra, sem nenhuma
 política social destinada a oferecer a esses trabalhadores uma
atividade sustentável e menos danosa à sua saúde do que a
garimpagem, o governo cai na contradição de retirar a massa
trabalhadora das proximidades de um canteiro de obras de
 hidrelétricas para realocá-la exatamente noutro canteiro, já que
 cinco usinas estão planejadas para o Tapajós, duas delas já em
estado adiantado de estudos  e início das obras.

O que vai dizer o governo do Pará? A federação vai continuar tratando
 o Pará como terra de ninguém?

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