RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Nem a queda tira alegria de Aduba

Nem a queda tira alegria de Aduba (Foto: Reprodução/Vasco)
(Foto: Reprodução/Vasco)
Um jovem que morava em Monte Dourado (AP) recebeu um presente do seu padrinho: morar em Belém. Jucimar Lima Pacheco, o Abuda, chegou ao estado do Pará para atuar no Carajás. Duas semanas depois o Paysandu se interessou pelo jogador e chamou o menino, de apenas 14 anos, para jogar nas categorias de base. “Joguei com o Ganso e fiz minha base toda no Papão, mas não me deram muito valor e eu sempre lutava por um contrato, para que o clube me ajudasse no ônibus, mas nunca deu certo”, contou o jogador.
Após três anos no time alviceleste, o volante conseguiu finalmente um contrato na Tuna Luso Brasileira. “Fiquei apenas três meses na equipe e pedi a rescisão, fui tentar a sorte em São Paulo”, disse. Logo que chegou, em 2009, o jogador emplacou um contrato com a Associação Ferroviária de Esportes, de Araraquara, onde passou três anos e meio. Em seguida, Aduba foi para o sertão para defender o Petrolina, de Pernambuco. “Joguei a segunda divisão do Pernambucano, em seguida fui para Porto Alegre, onde me destaquei no Esporte Clube Cruzeiro e o Vasco me comprou”, lembrou.
O atleta foi em 2012 para o time carioca, onde passou seis meses treinando e teve sua estreia 17 de Novembro de 2012 contra a equipe do Coritiba no Campeonato Brasileiro da Série A. Tudo bem que o Vasco caiu para a segunda divisão do Brasileirão em 2013, mas para o jogador que veio do Norte do país nem a queda pode ser considerada uma derrota para a sua carreira. “Esse ano particularmente foi de benções, agora no final houve a queda, mas isso acontece em qualquer time se não tem planejamento. Aí pagamos um preço alto, ninguém queria cair e todo mundo ainda está sentido ainda. Agora é levantar a cabeça. Mas eu não tenho o que reclamar, sair de uma cidade pequena e só de está em um time grande  e poder mostrar meu trabalho já é um sonho realizado”, contou Aduba.
Os times precisam dar mais oportunidade para os jogadores da casa, para os paraenses. Existem muitos garotos que saem cedo daqui, sem oportunidade. Os times preferem trazer jogador de nome que vem de fora, ai eles vem para cá cheio de expectativas e acabam não rendendo nada, e a garotada sempre querendo mostrar o seu valor. Eu acho que é mais ou menos isso que acontece aqui. Ainda tem a torcida, que sofre muito com isso. Remo e Paysandu não merecem está nessa situação”, avaliou atleta que tem contrato até 2014 com o time carioca.
(Bruna Dias/DOL)

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