RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Jatene é um dos cinco piores governadores do país

Jatene é um dos cinco piores governadores do país (Foto: Cristino Martins/Ag.Pará)
Pesquisa ouviu o que pensam os brasileiros sobre os governadores: no Pará, 78% avaliaram Jatene como regular, ruim ou péssimo (Foto: Cristino Martins/Ag.Pará)
Simão Jatene é o 5º pior governador do país. 78% da população paraense avaliou seu governo como “regular, ruim ou péssimo” - ou seja, apenas 22% consideram sua administração ótima ou boa. Além disso, 61% dos entrevistados pelo Ibope revelaram que não confiam em Jatene e 57% desaprovam seu governo. O resultado da pesquisa CNI/Ibope divulgada na sexta (13), aponta que o governador Simão Jatene (PSDB), é considerado ótimo por apenas 5% da população e bom para 17%.
Quando perguntado ao eleitor em quais áreas Simão Jatene está tendo o melhor desempenho, 31% disseram que em nenhuma das 22 áreas governamentais citadas. A que recebeu a pior avaliação foi a saúde, com 58% considerando a pior área administrada pelo Estado do Pará. Os temas segurança pública e violência vêm em seguida, com 38% de avaliação negativa. A educação foi rejeitada por 30%. O combate às drogas por 16% e a geração de empregos por 13%. Cada entrevistado pode apontar três áreas específicas.
Simão Jatene fica atrás apenas do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que teve a quarta pior avaliação do país; de Camilo Capiberibe (PSB), do Amapá; de Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal; e de Rosalba Ciarlini (DEM), do Rio Grande do Norte, considerada a pior governadora do país, com apenas 7% de aprovação.
Por outro lado, nosso vizinho, o Amazonas, considerou o governador Omar Aziz como o melhor do Brasil, com 74% de ótimo ou bom. A pesquisa ouviu 15.414 eleitores acima de 16 anos, entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro, em 727 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
DILMA
A pesquisa Ibope mostra ainda que a popularidade de Dilma Rousseff voltou a subir. O número de pessoas que considera o governo ótimo ou bom aumentou de 37% (setembro) para 43%. O percentual que aprova a maneira de governar de Dilma subiu para 56%. No Pará, a avaliação positiva é de 47%. Ao todo, 69% dos paraenses aprovam a maneira de governar e 65% confiam na presidente Dilma.
O combate à fome e à pobreza é a ação mais mais bem avaliada pelos brasileiros (53% de aprovação no Brasil e 58% no Pará). O Pará considera a saúde como a pior área do governo Dilma (66% de desaprovação).
Para deputado, Jatene não tem vocação para o governo
“Omisso, alienado, acovardado, preguiçoso e incompetente”, estes foram os adjetivos usados pelo deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA) para classificar o governador Simão Jatene em discurso da tribuna do Plenário da Câmara dos Deputados. Ele lembrou que, ao contrário dos outros estados vizinhos ao Pará, que vêm desenvolvendo sua economia, o Pará estagnou.
“É essa situação vergonhosa, que é ter um governo do Estado do Pará omisso, alienado, acovardado, preguiçoso, incompetente e mais adjetivos que queiram colocar nessa linha... Nós temos um governador que não tem vocação para ser governante, para ser executivo, para prestar serviço ao cidadão, ao povo”, destacou Queiroz em seu discurso.
O deputado paraense lembrou que Jatene nunca visitou a maior parte das cidades paraenses do Estado, que soma extensão territorial de 1,2 milhão de quilômetros quadrados e 144 municípios. “...Esse aí [Jatene] é um governador omisso, alienado, displicente, que não se incomoda com a situação precária em que vivemos no Pará, em nenhuma área, seja educação, saúde, segurança pública, estradas, meios de produção”.
Baixos investimentos contra uma violência galopante
O Pará foi destaque na 7ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em novembro pelo Ministério da Justiça. O estudo mostra que os índices de violência no Pará crescem a cada ano - uma das maiores taxas de homicídio doloso do país. No Pará, em 2012, foram registradas 39 mortes por 100 mil habitantes contra 37,9 em 2011.
Segundo o Mapa da Violência 2013, elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americano, de 8,5 mortes por cada 100 mil habitantes registradas em 2000, o Pará saltou para 34,6. Entre os estados que apresentaram as mais altas taxas de homicídios estão Alagoas (55,3), Espírito Santo (39,4), Pará (34,6), Bahia ( 34,4) e Paraíba (32,8). Pará, Alagoas, Bahia e Paraíba estão entre os cinco estados que mais sofreram com o aumento da violência na década. No Pará, o número de assassinatos aumentou 307,2% .
BAIXO INVESTIMENTO
Coincidentemente, estes estados – com exceção de Alagoas e Espírito Santo – estão no ranking dos dez mais baixos investimentos per capita, conforme mostrou o DIÁRIO. De acordo com a reportagem, uma vida no Pará vale R$ 181,41. Este foi o valor pago pelo governo do Estado por cada cidadão para garantir a segurança em 2012. O investimento per capita, ou por habitante, é o 5º menor do país.
Pará estagna enquanto estados vizinhos melhoram
A pesquisa Ibope-CNI, divulgada na sexta, comprova o que vem sendo repetido em relatórios e pesquisas de várias instituições: a gestão pública do Pará é uma das piores do Brasil. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o Pará só regrediu na última década, caindo 5 posições na avaliação do índice de desenvolvimento humano (IDH) das cidades (19º para o 24º lugar).
VIZINHOS: MELHORES
Os vizinhos Tocantins e Amazonas foram os estados brasileiros cujas cidades tiveram os maiores avanços sociais, subindo quatro posições no ranking. Tocantins pulou do 18º para o 14º e o Amazonas foi do 22º para o 18º. O 1º lugar é do Distrito Federal.
Para montar o ranking, apresentado no fim de julho, a ONU leva em consideração indicadores do censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) a um (desenvolvimento humano total). Países com IDH até 0,499 têm desenvolvimento humano considerado baixo. Países com índices entre 0,500 e 0,799 são considerados de médio desenvolvimento e países com IDH superior a 0,800 têm desenvolvimento humano considerado alto.
Abaixo de 0,499 são considerados índices muito baixos. O Pará tem oito municípios nessa faixa.
Os com índices baixos somam 88. Em todos estes municípios, o indicador educação foi o pior avaliado, não conseguindo ultrapassar 0,500 em uma escala que vai até 1,0.
POBREZA
Com a divulgação do “Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013”, da ONU, a cruel realidade dos paraenses acabou sendo destaque na imprensa nacional: o pior município brasileiro em condições de vida é Melgaço, no Marajó, que ocupa a última posição entre 5.565 municípios.
Entre os 50 piores municípios do Brasil, 12 são do Pará, incluindo 8 dos 16 do Marajó. Em todos os níveis educacionais são os piores.
Mais recentemente, o Pará passou novo vexame em pesquisa internacional. Desta vez foi o Programa Internacional de Avaliação de Alunos, elaborado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Pará é o 5º pior colocado entre os estados. A pior nota dos estudantes paraenses foi em Matemática, com média 360, abaixo da média nacional de 391. Os estudantes paraenses ficaram abaixo da média nacional também nos quesitos leitura e ciências.
BEM-ESTAR
O Pará foi destaque também na divulgação do Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu), elaborado pelo Observatório das Metrópoles, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). O estudo colocou Marituba, na Região Metropolitana de Belém, como o pior em índice de saneamento básico entre 289 cidades pesquisadas. Santa Bárbara do Pará (2ª pior), Benevides (5ª), Ananindeua (6ª) e Santa Izabel do Pará (9ª) também foram listadas.
(Diário do Pará)

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