RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ministro da Justiça alerta para 'potencial de conflito assustador' na questão indígena

Martins Cardozo revela 'situações de radicalização exacerbada até muitas vezes por questões eleitorais' em 6 Estados

13 de outubro de 2013 | 21h 41
Fausto Macedo
A questão indígena preocupa e toma o tempo do ministro da Justiça mais que qualquer outro assunto da Pasta. José Eduardo Martins Cardozo afirmou que as demandas sobre demarcação de terras e conflitos entre produtores e índios têm ocupado 70% de sua agenda. "É assustador que um tema só ocupe tanto espaço da agenda do ministro da Justiça", ele disse, na última sexta-feira, quando foi homenageado pelo Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP). "É uma questão que tem potencial de conflito assustador", alertou Cardozo.
Ele observou que a Constituição determinou a demarcação de terras indígenas e deu prazo de 5 anos para cumprimento dessa meta. "Já estamos com 25 anos (de Constituição) e ainda não foram concluídos os processos."
Cardozo esclareceu que a maior parte das terras indígenas já foi demarcada. "Faltam 3%, só que os 3% que faltam são exatamente as zonas de grande conflito", anotou o ministro. "Eu não falo apenas de grandes conflitos com grandes proprietários. Falo de conflitos às vezes com pequenos agricultores ou conflitos com assentados da reforma agrária."
O ministro enfatizou. "Eu tenho situações em que produtores querem matar os índios ou que os índios querem matar produtores. O Ministério da Justiça é acusado de omissão pelos dois lados, ou porque não demarca ou porque demarca."
"É uma situação perversa", disse Cardozo. "As ações demarcatórias demoram décadas quando levadas à Justiça para uma solução." LEIA MAIS AQUI

Um comentário:

Anônimo disse...

No Brasil esta situação ficou crítica, pois dentro desta estória tem muitos aproveitadores dois lados. Do Lado dos Índios tem as Ongs nacionais e internacionais com outros interesses, falsos Índios, Biopirataria para a retirada de ervas da Amazônia, garimpos nas terras indígenas promovidos pelos próprios Índios e por aí vai. Do outro lado tem aqueles que não medem esforços para terem o que querem passando por cima de tudo, desmatando, queimando etc., mas estes o braço da Lei ainda alcança enquanto do outro lado não. Acho que para demarcação deveria ter o aval de vários órgão e não ficar só na mão da FUNAI.