RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

DIA DO AVIADOR




No dia vinte e três de outubro de mil novecentos e seis, a humanidade pôde, finalmente, alcançar o milenar sonho de voar como os pássaros

Às dezesseis horas e quarenta e cinco minutos daquele dia, no campo de bagatelle, pela primeira vez o homem, a bordo de um aparelho mais-pesado–que-o-ar, decolou, voou e pousou em segurança.

O grande feito, acompanhado por vasta multidão, pela imprensa, por cinegrafistas, fotógrafos e pela comissão fiscalizadora, ganhou rapidamente os noticiários de todo o mundo. Todos exaltaram a epopéia do 14-bis e de seu extraordinário piloto e inventor, o brasileiro alberto santos-dumont.

Nosso insigne herói foi o primeiro a voar um avião que, utilizando-se unicamente de seus próprios meios, cumpriu todos os requisitos necessários para ter seu vôo homologado pelo órgão oficial de aviação à época – o aeroclube da frança. Foi também sancionado formalmente pela federação aeronáutica internacional.

Não havia como negar a magnitude da obra e a glorificação de santos-dumont. Ele foi o genial inventor, o inteligente construtor, o intrépido piloto e o entusiasmado desportista, que utilizava as competições não para derrotar concorrentes, mas para superar limites, suplantar obstáculos e desafiar a própria imaginação, na certeza de que a postura determinada e a perseverança possibilitaram transformar um mero idealista em um dinâmico realizador.

Seus inventos tornaram-se patrimônio universal, porque sempre refutou a prática de patentear criações e auferir lucro com elas. Acreditava que os frutos da sua genialidade eram provenientes de um dom maior e, portanto, propriedade de todos.

Seu nome e sua imagem estão estampados pelos lugares do mundo, em livros, monumentos, moedas, museus, aeroportos, escolas, praças, ruas, cidades e até em corpos celestiais que orbitam no universo.

Por seu valor e representatividade, o dia vinte e três de outubro foi escolhido como o dia do aviador para homenagear aqueles que, movidos pelo mesmo ímpeto do inventor do avião, aprenderam a dominar a arte de voar e souberam transformá-la em um ofício que aproxima pessoas e distâncias, transporta recursos e esperança, conduz progresso e leva integração, promove a paz e a segurança, além de alimentar a eterna aspiração de liberdade dos homens.

Como o vôo não está somente limitado à perícia e ao arrojo, havendo um complexo envolvido em prol da atividade, este é também o dia da força aérea brasileira, como o reconhecimento aos que são responsáveis pelo fazer voar.

Retratar santos-dumont, resgatando sua vida e seu legado, não é mero ufanismo, é render o justo tributo a quem tanto se dedicou em benefício da humanidade.

Que o contato com o gênio de caráter virtuoso, de inteligência incomum, de dedicação exemplar e de notável espírito altruísta possa refletir o orgulho de ser brasileiro, confessando ao mundo que nossa força vem da nossa gente.

Que os ideais de alberto santos-dumont continuem a ser os balizadores da força aérea brasileira no cumprimento de sua missão.
_____________
Remendo RP

Iago Tertulino
No transcurso deste dia, rendo minhas sinceras homenagens aos aviadores cá-de-casa da região do Tapajós e entre esses meus irmãos Wanderly, Walterley e Walterlan, o primeiro impedido de voar a duas décadas devido  um acidente aéreo que mutilou um dos braços e colocou muitas gramas de platina em seu rosto, os outros dois ainda integrando a Amazônia em algumas vezes em céu de Brigadeiro e noutras em  meio as intempéries que se apresentam principalmente na época de inverno. Da saudosa irmã Walde Maria encetam  voos profissionalmente seus filhos  IGOR  e mais recentemente seu irmão IAGO TERTULINO  (foto) que contando com 18 anos torna realidade o sonho de sua mãe e seu próprio sonho.

Impossivel não lembrar dos filhos da Carmansa  e meus amigos quase parentes, Clinger,. Bidu, Prego, Noco, Kilme e dois que se foram em desastre de avião (Mamá e Clodison) e ainda os netos da Carmina Hilton, Thiaguinho e o filho do Bonanzeiro Clinger que esqueci o nome, além de amigos que se foram em acidentes de avião integrando a Amazônia. Foram tantos.

Iago como era de se esperar, teria que ser aviador, quando criança vivia nas nuvens. Parabens Grilo Falante!

Nenhum comentário: