RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

"Voos piratas" aumentam riscos de acidentes aéreos no País

Empresas clandestinas fazem táxi aéreo pela metade do preço e preocupam Aeronáutica por falta de segurança. 

“A cada dia estamos encontrando mais aeronaves sem documentação e com piloto não habilitado. Voar nessas condições é perigoso”.
No Pará, nos últimos 3 anos, já são 21 acidentes com pequenos aviões. O mais recente foi na última terça-feira, 3. 
iG Ultimo Segundo - À medida que o táxi aéreo ganha espaço na aviação e nas grandes capitais, a Aeronáutica e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) são desafiadas a manter a modalidade longe das práticas ilegais.
Com presença massiva em cidades do interior, o “táxi aéreo pirata” chegou às capitais para driblar a burocracia e lentidão da agência reguladora. Aeronaves sem documentação e pilotos com habilitação vencida são fatores que têm engordado o índice de acidentes.
No ano de 2012, segundo levantamento do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica, em ao menos 34% das ocorrências foram encontradas violações ao Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA). E o número pode aumentar. O major Wellington da Silva, do Cenipa, explicou que tem sido comum chegar ao local de um acidente e encontrar sinais claros de voos piratas, chamados de “violações” pelo departamento. “A cada dia estamos encontrando mais aeronaves sem documentação e com piloto não habilitado. Voar nessas condições é perigoso”.
Longe dos olhos dos fiscais da Anac, que segundo empresários do setor de táxi aéreo enfrenta “problemas de pessoal”, companhias colocam em risco o transporte de civis usando combustível automotivo e realizando manutenção de aeronaves fora das recomendações dos fabricantes.
Já em São Paulo, empresas realizam voo pirata quando cobram – por quilômetro ou hora de voo – por meio do fretamento de uma aeronave registrada como TPP (Privada – Serviços Aéreos Privados). Para o transporte de passageiros, a aeronave deve ser registrada como TPX (Táxi Aéreo) e seguir uma série de normas e regulamentações da agência reguladora.
“É imensurável a economia que os Tacas podem alcançar, o mínimo se comparado a uma empresa/aeronave homologada é de 50%. O risco de acidentes é proporcional à economia ou talvez maior”, explicou ao iG Luiz Carlos Lopes, um dos diretores da associação.
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (Sneta), o táxi aéreo nacional tem uma frota com mais de 1.500 aeronaves (entre jatos, bimotores e helicópteros). Acredita-se que um terço dessa frota seja usada de forma clandestina. Os riscos aumentam na proporção do lucro financeiro dos clandestinos, que travaram uma batalha com as empresas de táxi aéreo na capital paulista, que já é dona da maior frota de helicópteros e tem o maior número de operações (pouso e decolagem) do mundo. No setor, a prática ganhou o apelido Taca (táxi aéreo clandestino) e tornou-se uma “concorrência desleal”, segundo a Associação Brasileira de Táxi Aéreo (Abtaer). O problema foi reforçado aos representantes da Anac e da Aeronáutica durante o V Encontro Nacional das Empresas de Táxi Aéreo, realizado na última semana em São Paulo.
Fiscalização
A Anac informou por meio de nota não ter um balanço sobre o combate ao tráfego pirata. “O transporte aéreo sob demanda, por não ser previsível, dificulta o planejamento de ações pontuais e específicas de fiscalização, a não ser em casos de denúncias”, disse o texto. No entanto, durante conversas informais, profissionais do setor comentam que a agência justifica o atual cenário pela “falta de pessoal”.
Fonte: IG
 http://blogmanueldutra.blogspot.com.br/2013/09/voos-piratas-aumentam-riscos-de.html

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