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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Padre diz que região do Tapajós poderá ser o novo Vietnã

Padre Edilberto Sena alerta para conflito armado na região 
Padre Edilberto Sena alerta para possível conflito armado na região do rio Tapajós

Padre Edilberto Sena alerta para conflito armado na região
Preocupado com o derramamento de sangue que poderá ocorrer por conta do descontentamento dos povos indígenas e de comunidades tradicionais com a proposta do governo federal de construir 07 usinas hidrelétricas na Bacia do Rio Tapajós, o membro da Frente em Defesa da Amazônia (FDA), padre Edilberto Sena, alerta que a região poderá virar o “novo Vietnã”.
Na Amazônia, segundo ele, a presidente da república Dilma Rousseff age como imperatriz da Mongólia, quando deseja e manda fazer obras de grandes impactos, sem se preocupar com as conseqüências. “São dois brasís, o de Brasília e a colônia Amazônia. Mas, todo império tem um fim, um dia”, argumenta o religioso.
De acordo com o padre Edilberto Sena, o governo federal está forçando a barra no rio Tapajós contra todas as regras da Constituição Nacional, onde está enviando mais de 100 pesquisadores para fazer os preparativos das construções de duas mega-hidroelétricas. “Neste faz de conta de legalidade o IBAMA e a FUNAI são meros bonecos fantoches que agem de acordo com os interesses do patrão”, desabafa o ambientalista.
Padre Edilberto diz que ao invés de respeitar os direitos dos povos tradicionais que não aceitam a destruição de seu território, simplesmente o IBAMA e FUNAI se prostituem para salvar seus empregos. Fontes informaram que mais de 100 pesquisadores voltaram nesta semana às regiões de Jatobá e São Luiz do Tapajós, acompanhados de militares armados de metralhadoras e fuzis, para concluir as pesquisas da FAUNA e FLORA da região, com objetivo de justificar a construção das duas grandes barragens.
“Por que vão acompanhados de soldados armados? Porque o governo brasileiro sabe que está violando direitos humanos e os Mundurukus não aceitam barragens que vão destruir seu patrimônio territorial. Como já deram sinais de resistência, o governo vai preparado para uma guerra”, avisa Padre Edilberto, acrescentando que uma das armas usadas pelo governo tem sido oferecer compensações pelo prejuízo.
O líder Munduruku, Cândido Munduruku, disse que carro apodrece, rabeta apodrece, dinheiro se acaba, mas o rio Tapajós e a mata são para sempre fonte de vida, por isso não aceitam hidroelétricas no Tapajós.
“Estão certos ou não? E o governo brasileiro está certo em invadir terras e rios para fazer barragens? Se amanhã ou depois os Mundurukus, usando suas armas matarem dois ou mais pesquisadores do governo, serão criminosos ou estarão agindo em legítima defesa? E se os soldados da Força Nacional matarem dois ou mais indígenas serão criminosos? ou é a presidente da República a responsável pelos crimes?”, questiona Padre Edilberto. DEMOCRACIA: O Brasil, segundo o Padre Edilberto Sena, é uma república democrática regida por uma Constituição. Para ele, pelas leis constitucionais o mandatário de plantão não pode agir como se a Amazônia fosse uma colônia desabitada e cheia de riquezas naturais. “Há regras de convivência, entre as quais os direitos dos povos tradicionais aqui existindo. A situação social no rio Tapajós é grave, um novo Vietnã está para acontecer na Amazônia!”, alerta o religioso.
Fonte: RG 15/O Impacto

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