RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

domingo, 15 de setembro de 2013

O DIREITO DE SE INDIGNAR

A CONSTRUÇÃO DEMOCRÁTICA QUE ESBARRA NO JULGAMENTO DO MENSALÃO.

Como Cidadão, Empresário e atualmente ocupando função pública como Deputado Estadual licenciado, estando no Executivo no cargo de Secretário Especial de Produção do nosso governo, talvez por não ter formação acadêmica na área do Direito e sim na Administração, confesso com sinceridade que eu, juntamente com diversas outras pessoas de meu convívio não entendemos certas situações quando assistimos ao resultado do julgamento brasileiro do século, conhecido internacionalmente pelo nome de MENSALÃO.

O JULGAMENTO.
Depois de 07 anos dos lamentáveis fatos ocorridos inerentes ao maior esquema de corrupção da história do Brasil, acompanhamos no início de agosto do ano passado, em dezenas de sessões na mais alta corte da justiça brasileira, o STF-Supremo Tribunal Federal, o que mais o povo brasileiro anseia de ver ocorrer, justiça, a ser aplicada efetivamente na condenação dos envolvidos nos deploráveis atos da compra de votos no Congresso Nacional e outras práticas criminosas com o único objetivo de manter determinado grupo no poder.

A CONDENAÇÃO?
De amplo conhecimento nacional, onde com maior clareza até para os mais leigos é uma verdadeira provocação aos pilares básicos de um estado democrático. O que parecia estar definido, agora depois das condenações com penas sentenciadas sua conclusão, em cumprir as prisões dos condenados, assistimos a uma revisão dos tais “embargos infringentes”, que legalmente falando acaba sendo um recurso previsto quando um réu é condenado pela maioria do Supremo, mas tem pelo menos o voto de quatro ministros pela absolvição, ou seja, corre-se o risco vermos outro julgamento.

Diante dessa situação fica a indignação pois não dá para ninguém entender, como o Supremo, sendo a última instância, em rever o que já foi longamente julgado e debatido com direito a toda defesa, demonstrando claramente tratar-se de manobras pra buscar livrar o que está amplamente provado.

Lamentamos muito, constatando eminente risco de movimentos populares caso isso venha a ocorrer, trazendo danosas consequências, pois ao se explicitar que “justiça” seja apenas para quem pode bancar bons advogados, com a enorme quantidade de recursos jurídicos, que a praticamente tudo pode ser modificado, relaxado, retardado, enfim impedindo a concretude da verdadeira justiça.

Pobre povo brasileiro que ainda paga altos preços pra chegar onde sonhamos.

A DECISÃO
Cabe aguardar o último voto dessa fase do julgamento do mensalão, onde o decano (mais antigo integrante da Corte), o Ministro Celso de Mello, terá o papel de voto de Minerva em uma das decisões considerada mais difíceis da história recente do STF, a quem na quarta próxima cabe desempatar o duplo entendimento dos dez outros ministros que votaram.

Fiquemos de prontidão para o que vier, certos que não devemos nos omitir aos desafios que necessariamente esperam da nossa responsável reação cívica como cidadão e principalmente como eleitores.
Sidney Rosa.
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Remendo Rp
A pedagoga e missionária Márcia Lasmar Bieri, posta no face um depoimento responsável e indignado do senhor secretario de produção do Governo do Pará, Sidney Rosa, que mostra de forma mesmo que sintética uma declaração do que poderia se esperar de um político, empresario e administrador responsável e defensor inconteste da justiça  pelo que se apresenta seu depoimento.

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