RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

terça-feira, 23 de agosto de 2011

MIREM-SE NO EXEMPLO DESSA MULHER TAPAJOARA

A emancipação do Estado do Tapajós defendido pelas mulheres
O CLAMOR DE UMA MÃE
 Por Thalys Rios
Lógico que a frente parlamentar de toda a regiao metropolitana de Belém será contra a emancipação do Estado do Tapajós e Carajás.

Durante toda a historia desse estado, a região Sul e Sudeste serviu como “Galinha dos Ovos de Ouro” para o Governo do Pará. É onde os impostos somam o valor mais agregado. São os impostos dessas regiões em questão, Tapajós e Carajás, que financiam a farra na ALEPA, e outros escândalos que vigoram por Belém afora, não estou dizendo que os políticos de Belém são todos corruptos, e nem que foi apenas o ‘dinheiro’ dessa região que foi desviado, mas todos os “Suspeitos” envolvidos no escândalo da Alepa são contra a emancipação do Estado do Tapajós e Carajás, Isso é apenas um, dos milhares de parâmetros que fazem com que eu seja a favor da emancipação, eu seja a favor de um Governo mais Presente, um governo mais próximo da população carente da região do Tapajós, queria ter um governo que visitasse minha cidade, minha região do Baixo Amazonas, não apenas na época de exposição Agropecuária, não apenas para compor uma mesa de políticos que faram discursos utópicos, e talvez mentirosos.

Queria que os senhores Deputados estaduais e federais do Pará que são contra a divisão do Estado viajassem de carro por nossas rodovias estaduais dessa região Sul, como é o caso da extinta PA – 150, para que vejam o descaso por parte desse governo ausente.

O Pará é um estado continental, e jamais um governo conseguirá assisti-lo por inteiro. Então eu acho que submeter toda a população esquecida pelos governantes, a viver nessas condições de miséria por meros interesses políticos, ou por medo de perder a “mamata”, é uma grande falta de consideração e respeito para com o povo do Tapajós e Carajás. É muito fácil para esses deputados que são contra a emancipação formularem um gama de argumentos baseados em números, em PIB, e outros encartes mais, muitas vezes manipulados em números, porém gostaria de vê-los encarando

3 dias de barco para chegarem à Belém, em busca de tratamento médico para seus filhos, sem lugar certo para ficar e se hospedar, pois em seus municípios de origem não há recursos na área da saúde. Gostaria de ver esses deputados contra a emancipação enviarem seus filhos para a capital [caso morassem no interior] para estudar o ensino médio, ou uma faculdade, porque seu município foi esquecido pelo poder público do Pará, e ainda sustentar a casa e o filho estudando fora , muitas vezes com problemas de saúde, com R$545,00.

Mas nossos parlamentares só nos visitam de avião, em épocas de campanha, com seus assessores e sua comitiva.

E agora querem tirar a oportunidade que nós, o povo sofrido do Estado do Tapajós de termos nosso próprio Estado, nossa própria administração, descentralização com uma capital mais próxima, com políticos da nossa região, que não sejam colonizadores e que nos saqueiam nossas riquezas e nos cobrem impostos abusivos para alimentar uma eleite de Belém que vivem mamando a nossas costas, por isso eu digo, o Estado do Tapajós é nosso, queremos nossa emancipação e temos de dar o Troco dizem SIM.

Sou mãe e quero o melhor para meus filhos, desejo um futuro melhor para nossas crianças. Por isso, VOTO SIM, 77 a favor da emancipação do Estado do Tapajós e Carajás.

Um comentário:

Anônimo disse...

A EMANCIPAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS

O POVO NÃO DEVE SER EGOÍSTA.


Anselmo Colares para o Tucuximy

Professor doutor da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará)

Com certeza, o Pará nunca mais será o mesmo.
Seja qual for o resultado o Pará vai estar dividido.

Melhor será se a divisão decorrer do SIM, pelo menos cada porção seguirá seu rumo,terá a chance de fazer a sua história, nas quais os governantes possam tomar decisões mais sintonizadas com as pessoas que se encontram mais próximas.


Se o resultado for o não, aumentará o sentimento de superioridade que muitos belemenses demonstra ter com relação ao povo do interior, mocorongos,como eles costumam identificar aos demais.

Ficará mais nítido o comportamento de colonizador que foi incorporado por essa parte da população que vê o “interiorano” com desprezo, preconceito e desdém.


Por essas e outras questões, o Pará não será mais o mesmo.
De minha parte, espero que o Pará fique ainda melhor, com seus governantes podendo dar a assistência que sua população merece e necessita, na medida em que fiquem mais próximos a ela, da mesma forma que espero possa acontecer o mesmo com o Estado do Tapajós e Carajás.


Prefiro otimisticamente me inspirar nos fartos exemplos exitosos que a história nos apresenta,tanto no Brasil quanto em outras regiões do mundo.


Grandeza não é sinônimo de tamanho.

Há grandes pessoas com medidas modestas, há grandes países , bem menores que o Pará. Não justifica o receio de que a divisão enfraqueça, diminua.

Pelo contrário, a divisão propicia crescimento.


A divisão das células tornou possível a cada um de nós ser o que somos.
A divisão é o símbolo da solidariedade.
O seu contrário denota egoísmo.

Pelas razões expostas, reafirmo, o Pará não será mais o mesmo após o 11 de dezembro, assim como o mundo não foi mais o mesmo após o 11 de setembro.
Mas, ao contrário daquela data, que gerou destruição e morte, agora há uma nova possibilidade:
esperança, renascimento e desenvolvimento.

Somente o “SIM” carrega esta possibilidade.