RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

domingo, 24 de julho de 2011

TAPAJÓS TERIA MAIS CHANCE

PLEBISCITO: MAIORES CHANCES DO TAPAJÓS

A agência Adital - Notícias da América Latina e Caribe publicou, no dia 11 passado, artigo do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, intitulado "Redivisão do Pará: 2 e não 3 Estados?", no qual analisa pesquisas de opinião pública sobre a divisão do Estado do Pará para a criação de dois novos estados, Carajás e Tapajós. Os trechos abaixo fazem parte do texto, que pode ser lido integralmente no Blog do Jornalista Piteira.

A pesquisa sobre a redivisão pode ter sofrido algum tipo de manipulação, como parece provável ter acontecido na apuração da circulação dos jornais e na medição do índice de credibilidade das três publicações diárias que circulam em Belém? É possível. Admitindo-se, contudo, que neste particular a pesquisa retrate a realidade (embora causando surpresa aos observadores da questão), pode-se intuir que a emancipação do Tapajós parece mais viável do que a de Carajás.
Infelizmente, por um erro metodológico clamoroso, o Vox Populi submeteu aos entrevistados uma questão genérica e imprecisa. Perguntou se, em caso de plebiscito, o eleitor era favorável ou contra “a divisão do Pará em três estados”. A cédula eleitoral, entretanto, individualizará as opções por Carajás e Tapajós. O eleitor votará duas vezes, não sendo obrigado, se for favorável a uma nova configuração territorial do Pará, a atrelar Tapajós a Carajás.
Esse detalhe importantíssimo talvez explique por que, de imediato, os defensores do Tapajós anunciaram que não iriam recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral de consultar toda a população do Pará e não apenas a que reside nas duas regiões propostas para emancipação. Os tapajônicos devem ter percebido que há uma simpatia maior por sua causa do que pela de Carajás, tanto em Belém como nas áreas que remanesceriam da redivisão como paraenses.

Essa parte do Pará tem mais afinidades com o Tapajós do que com Carajás. Não só porque nela estão instaladas muitas famílias oriundas do Baixo-Amazonas, que continuam fiéis à bandeira do novo Estado, como porque a causa, defendida há mais de um século, parece mais justa e natural, com fundamento mais forte na posição geográfica de Santarém, que já foi a terceira maior cidade da Amazônia, imprensada a meio caminho entre Belém e Manaus.

O Tapajós é constituído majoritariamente por paraenses de gerações ou imigrantes que se enraizaram na região, enquanto em Carajás a dominância é de imigrantes de outros Estados, sobretudo do vizinho (mas rival) Maranhão, com uma tendência (real ou atribuída) de se apossar de recursos naturais que seriam usurpados do Pará, justamente quando começam a render mais aos nativos.

É de se prever que se os defensores de Carajás prosseguirem na luta judicial contra o plebiscito em todo Pará, a campanha emancipacionista, que vinha sendo conduzida em conjunto, perca essa unidade. É provável que Tapajós comece a se diferenciar e se distanciar de Carajás. Assim procedendo na perspectiva de que, se o plebiscito trouxer mudanças, dele saiam dois Estados e não três.
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Texto do Piteira
Ilusração RP

Um comentário:

Anônimo disse...

A GUERRA ESTÁ DECLARADA !!!!!


Não dividir o Pará é a melhor alternativa
Sergio Pimentel está articulando uma frente contra a criação dos novos estados.
A ACP também.
Assim como Zenaldo Coutinho idem.
A ideia é organizar as frentes e as campanhas que mantenham o estado como é, grande e forte.
Ao contrário do que o senhor Duda Mendonça espera, que veio em nossa casa achando que sua campanha é tão boa que ninguém nem vai contestar, o sangue cabano - como disse um publicitário amigo meu - não deixará que isso aconteça.
Não dividir o Pará é a melhor alternativa. Esse é o mote da campanha que já está sim sendo preparada, pensada, organizada.
E que vai mostrar ao publicitário baiano porque a propaganda paraense é considerada uma das melhores do país.