RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

domingo, 19 de junho de 2011

DADOS SOBRE O PARÁ DIVIDIDO

Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP), consumada a divisão territorial do Pará, as variáveis demográficas, sociais e econômicas, ambientais, de infraestrutura e financeiras, do Pará, Tapajós e de Carajás, ficariam assim:

Territórios e população

De acordo com o estudo, na divisão, o Tapajós ficaria com a maior área territorial, 718 mil e 135,6 km2 (57%). Sua população seria de 1 milhão 146 mil habitantes, o que daria 1,6 pessoas por km2; seguido do Carajás, com 284 mil e 768,6 km2, (23%). Sua população seria de 1 milhão 546 mil habitantes, o que daria 5,4 pessoas por km2 e o Pará ficaria com 245 mil e 46 km2 (20%), Sua população seria de 4 milhões 888 mil habitantes, o que daria a maior concentração populacional, com 19,9 pessoas por km2,

PIB

Considerando os índices econômicos, o Pará ficaria com 56%, ou seja, R$ 32 bilhões e 652 milhões do Produto Interno Bruto (PIB); Carajás ficaria com 36%, ou R$ 19 bilhões e 506 milhões, e Tapajós ficaria com 11%, ou R$ 6 bilhões e 360 milhões do PIB.

Os municípios que comporão Carajás apresentaram maior incremento populacional médio anual nas últimas décadas: 9,4% de 1980 a 1991; 3,1% de 1991 a 2000 e 3,2% de 2002 a 2010. Esses crescimentos foram impulsionados pela implantação de projetos minerais e agropecuários principalmente nos municípios de Marabá, Parauapebas, São Felix do Xingu e Santana do Araguaia.

O grupo de municípios que comporão o Estado do Tapajós apresentou crescimento populacional médio anual na última década de 1,3% e no Pará o incremento foi de 1,9%.

O Pará teria ainda a maior concentração de pessoas residindo na área urbana, com 70,8% da população remanescente, segundo dados de 2010. Carajás teria 68,5% de pessoas na área urbana e Tapajós, 58,9% no mesmo ano.

O valor adicionado de serviços é preponderante no Pará (71%); Tapajós ficará com 59% e a indústria de Carajás também ficará com 59%. A produção de grãos agregaria um valor de R$ 250 mil no Tapajós, R$ 223 mil no Carajás e R$ 204 mil no Pará. As culturas industriais adicionariam um valor de R$ 796 mil no Pará, R$ 516 mil e R$ 214 mil, no Tapajós e Carajás respectivamente. A fruticultura geraria um valor de R$ 230 mil no Carajás, R$ 139 mil no Pará e R$ 110 mil no Tapajós.

O rebanho bovino ficaria concentrado no Carajás, com 10 milhões e 854 mil cabeças (64%); Tapajós ficaria com 3 milhões e 673 mil cabeças (22%) e o Pará ficaria com 2 milhões e 329 mil cabeças (14%). Já a avicultura ficaria concentrada no Pará, com 69%, restando 16% ao Tapajós e 15% a Carajás.

A produção leiteira prepondera no Carajás, com rebanho de 669 mil vacas ordenhadas e cerca de 450 milhões de litros de leite, agregando um valor de R$ 258 milhões. A produção extrativa madeireira seria partilhada entre a prevalência do carvão vegetal em Carajás, com 90 mil toneladas; de lenha no Pará (1.666m3) e no Tapajós (1.416m3). A madeira em tora se concentra no Pará (3.508m3) e 1.267m3 no Tapajós e 1.201m3 no Carajás.

O comportamento da balança comercial em 2010 refletiria US$ 9 bilhões e 242 milhões no Carajás, US$ 2 bilhões e 830 milhões no Pará e US$ 596 milhões no Tapajós.

Com relação aos indicadores da educação, o Pará teria a maioria da matrícula, tanto no Fundamental (63%), quanto no Ensino Médio (65%), dispondo de 63% dos docentes do Ensino Fundamental e 70% dos docentes do Médio, gerando uma média de 28 alunos por docente no Fundamental e 26 no Médio. O estado do Carajás ficaria com uma média de 29 e 32 alunos por docente, respectivamente. E o Tapajós apresentaria uma média de 26 alunos por docente no Fundamental e 31 no Médio.

Sobre a qualidade da educação básica, medida pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) em 2009, os municípios do Tapajós apresentariam a maior média (3,6) na 4ª/5ª série, seguido do Carajás com nota média de 3,5 e 3,3 do Pará. Quanto à qualidade do ensino na 8ª/9ª série, o Tapajós ficaria com uma nota média de 3,6, Carajás 3,4 e o Pará com 3,3.

Na área da Saúde, observando a taxa de mortalidade infantil (TMI), em 2009, o estado do Carajás teria uma taxa de 22 óbitos por mil nascidos vivos; no Tapajós a taxa seria de 20 óbitos por mil nascidos vivos e no Pará, 19 óbitos por mil nascidos vivos. Já a taxa de mortalidade geral (TMG) seria de 4, 3 e 3 óbitos por mil habitantes no Carajás, Tapajós e Pará, respectivamente.

A taxa de mortalidade materna, um dos problemas mais preocupantes do Estado, a média ficaria menor no Pará, com 59 óbitos por cada mil nascidos vivos, seguido do Carajás com 66 óbitos por mil nascidos vivos e do Tapajós com 81 óbitos por mil nascidos vivos, a mais elevada de todas.

Na área de segurança, as estatísticas dos crimes revelam uma taxa média no Estado do Pará, de 1297 crimes contra a pessoa a cada 100 mil habitantes; de 1678 crimes contra o patrimônio e 231 crimes violentos a cada 100 mil habitantes. Tapajós apresentaria taxas de crimes de 775 crimes contra a pessoa, 685 contra o patrimônio e 115 crimes violentos a cada 100 mil habitantes. E Carajás teria taxas mais moderadas de 374 crimes contra a pessoa, 592 crimes contra o patrimônio e 149 crimes violentos a cada 100 mil habitantes.

Sobre o mercado de trabalho formal, o Pará teria 669 mil postos de trabalho, Carajás teria 184 mil postos e Tapajós 97,8 mil postos. O número de estabelecimentos com vínculos empregatícios seria de 29,6 mil no Pará, 13 mil no Carajás e 6,9 mil no Tapajós.
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 Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP)

Um comentário:

Anônimo disse...

Walter, tenho certeza que a criação do Estado do Tapajós, trará para nossa região odesenvolvimento. e por tudo isso eu sou afavor da criação do Estado do Tapajós, e se o povo do Pará entender assim teremos novas oportunidades e principalmente melhorias de vida para cada cidadão! DIGA SIM A CRIAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJOS. Ivânio A. Nogueira, Secretário de Assuntos Indígenas.