RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

sábado, 21 de maio de 2011

ABIÇURDO!

Com a propalada decisão do MEC em colocar como acertadamente correta  na linguagem falada  alguns absurdos de comunicação, recebi de meu “Cumpade Atoniér”  o seguinte bilhete:

Faliuquequé,  21 de maiu de doismir e unze

Seo Vauté

Agora nóis ta na onda, o tar de meque dixe que nóis pode falá de amodo indecuado e inadecuado,  Nós vai, Nós quer, nós vai robá, nós pega o peixe" e "os menino pega o peixe e otras besteira, que antis quem falava chamavum de anárfa, queru agora vê cuem vai chamá o Lula e eu acim, o meque me deu rezão e os doutô dagora qui vão tê qui mi acompanhá, eu qui tava certo, us anarfabetu era elis, parti dagora cuem mi gozá eu sovou dizê uma frazi
Fôdacy bandu de anárfa! 
temo agora dois pobrema pra arrezorver ece agora dos anárfa sê os Doutô, e a friscura das viadage qui elis queri cazá e ainda inciná nas escola iço. Ja inventaro até um tar de quite guei. Guááá! isso inté parece coiza do demo... com tanta farta de inducação

Abrassos

Otoniér, (seu criado)

MEC não vai recolher livro com erros de concordância, diz Haddad

Livro para ensino de jovens e adultos fala sobre uso da linguagem popular

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (18) que o governo não vai mandar recolher o livro "Por uma Vida Melhor", que contém erros de concordância.
"Já foi esclarecido que as pessoas que acusaram esse livro não tinham lido. Uma pena que as pessoas se manifestaram sem ter lido", afirmou Haddad, segundo a Agência Estado, após encontro com parlamentares na Câmara dos Deputados.
O Ministério da Educação (MEC) distribuiu o livro pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos. Na publicação, os autores dizem que o uso da linguagem popular é válida ainda que com erros de concordância. No livro, são usadas as frases "nós pega o peixe" e "os menino pega o peixe". O MEC distribuiu o livro pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos a 484.195 alunos de 4.236 escolas do país.
Em entrevista à rádio CBN, Haddad afirmou que o MEC não tem ingerência sobre a escolha do livro didático. “O catálogo é composto pelas universidades públicas brasileiras e vai para a internet para que as escolas escolham", disse.
Segundo o ministro, “se houve lisura no processo, os parecerem foram convergentes para catalogar aquele livro, a escola escolheu com liberdade a obra. O ministério só pode tomar providência se o exemplar entregue for diferente do que foi escolhido. Caso contrário o ministério está impedido que pode ser considerado censura." O ministério garante a lisura dos procedimentos, mas não posso vetar uma abordagem metodológica como o programa de livro para jovens e adultos.”
A Academia Brasileira de Letras (ABL) discorda da decisão do MEC. Em nota, a ABL afirmou que “todas as feições sociais do nosso idioma constituem objeto de disciplinas científicas, mas bem diferente é a tarefa do professor de língua portuguesa, que espera encontrar no livro didático o respaldo dos usos da língua padrão que ministra a seus discípulos, variedade que eles deverão conhecer e praticar no exercício da efetiva ascensão social que a escola lhes proporciona.”
Os autores da Coleção Viver, Aprender da Editora Global, afirmam em nota publicada no site da editora que o capítulo "Escrever é diferente de falar", chama a  atenção para algumas características da linguagem escrita e para a norma culta, também conhecida como norma de prestígio. "Pretende defender que cabe à escola ensinar as convenções ortográficas e as características da variedade linguística de prestígio justamente porque isso é valorizado no mundo do trabalho, da produção científica e da produção cultural. E ainda que o domínio da norma de prestígio não se dá de um dia para o outro, mas de modo gradual, constante e pela intensa prática e reflexão sobre seus usos." As informações são do G1.

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