RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

sábado, 11 de dezembro de 2010

FUNAI: INÉRCIA, UM MAL CRÔNICO

Itaituba - Já postamos algumas matérias sobre a situação da Funai de Itaituba com relação ao trato e atenção que está dispensando aos índios propriamente os Munduruku que é a maior densidade populacional do alto Tapajós:

JA FOI DITO-que não está havendo atenção respeitosa por parte da Coordenação com os índios;
-que os índios estão sem orientação para fazerem face às necessidade existenciais;
-que funcionários sem noções de indigenismo que pensam serem sertanistas conduzem a questão indígena, equivocados como se somente funcionários da Funai entendessem do trato com a questão;
-que a inércia, a falta de interesse tem criado condições favoráveis para os índios desacreditarem totalmente da principal referencia institucional que possuem que é a Funai,
-que enquanto o Coordenador Regional de Itaituba desloca-se freqüentemente com familiares no trecho Itaituba/Jacareacanga/Fazenda Pombal de sua propriedade para descansar, os índios cansados conduzem fardos pesados em busca de apoio e orientação e quando o procuram esse se esquiva do contato para evitar a fadiga;

SÓ NÃO SE DISSE AINDA 
-que hoje a situação nos alojamentos da Funai onde encontram-se quase 5 dezenas de índios é incômoda já que a fome assusta e causa desespero entre os mesmos e a Funai sem ânimo e noção de sua responsabilidade ao invés de buscar caminhos legais para suprir a necessidade basilar dos indígenas em trânsito nada ou pouco faz, já que o Coordenador Regional deveria inverter suas viagens e em ir freqüentemente descansar em Jacareacanga deveria seguir para Belém e Brasília onde na certa traria investimentos em defesa do povo que tem responsabilidade constitucional em assistir com dignidade.

É uma vergonha alguns indígenas com suas famílias vendendo sua honra e dignidade perambulando pelas vias publica da cidade como pedintes serem alvos de gracejos de parte da população, como não menos vergonha é, esses necessitados visitarem casas de políticos com ingerência no município de seus aldeamentos, recebendo um pedaço de pão e com mais generosidade quilos e mais quilos de promessas que não enche a barriga de ninguém em troca de futuros favores ou votos.

PALAVRA DE ÍNDIO
Raimundo Painhum, morador da Aldeia Caroçal do Rio Cururu, sobre o Coordenador Ademir Kabá diz: -É triste a gente ter lutado tanto para ter um parente na Funai e ver que nossa idéia não deu certo e mais indignado comenta: Eu precisava seguir para o Ramal de onde iria pegar a ubá para seguir para minha aldeia e pedi ao Ademir que estava passeando em Jacareacanga, para mandar o carro me deixar junto com minha família, ele disse que não tinha combustível. Isso me revolta porque o carro só serve para conduzir daqui pra lá e de la pra cá a família dele, enquanto a gente... Um parente do indígena Raimundo Painhum acrescenta: -A metade do combustível que é usado no carro que ele anda para passear dava bem pra comprar comida para os parentes que estão passando fome em Itaituba, ele vive viajando pra se afastar da pressão dos parentes.

Ademir Kabá não tem somente a falta de interesse ou mesmo falta de corredor político em Belém e Brasília para fazer buscas de recursos, em Itaituba, como problema que também dificulta suas ações, o relacionamento interpessoal interno da Funai é sofrível e atrapalha e Ademir com sua estagnação funcional deixa criar grupos que se rivalizam internamente e sem saber que está sendo engolido por maus conselhos participa ativamente de grupelhos. Segundo informações que se conseguiu de próprios índios que transitam na Coordenação, o Grupo que congrega Ademir Kabá é comandado por Maria do Carmo que assessora o Coordenador e que sem porque criou uma aura de blindagem no chefe para outros funcionários não questionarem sua estagnação. Torna-se complicada mais a caótica situação, a dupla funcionalidade de servidores como, por exemplo, a Assessora Rosinha que tem dois vínculos empregatícios um, como Auxiliar de Administração na Funai, e outro como assessora/consultora de um Instituto (Kaabu) dos indios Kaiapó. Como Ademir Kabá não tem muito, o que fazer, também desvia-se de sua função para “pilotar” voadeiras para pessoa vinculada a uma editora distribuir livros nos aldeamentos, coisa que no mínimo 1.000 outras pessoas poderiam fazer. Talvez não saibam esses funcionários que o trabalho de cargo de confiança limita o servidor de livre nomeação a ter dedicação exclusiva ao serviço sem desvio de função para o qual foi nomeado e na Funai parece ser natural se fazer um “Bico”. Quem sofre com isso são os índios, já que a atenção exclusiva do trabalho de alguns funcionários da Funai parece estar dividido com trabalhos alheios aos interesses indígenas.

EMPRÉSTIMO FINANEIROVoltando ao assunto que assola os índios em trânsito na Funai em Itaituba, a fome assusta e é uma constante nos alojamentos e para se contrapor a essa desumana situação algo inusitado ocorreu. Ao invés de se planejar e fazer buscas de recursos para se custear essas despesas que são frequentes ou corriqueiras, como a situação estaria para extrapolar os limites de tolerância dos índios, a Coordenação determinou ao Chefe do Serviço de Assistência Ivanildo Saw, segundo informações vindas de indígenas que retornaram de Itaituba, à negociar um empréstimo no valor de R$ 2.500,00 com uma ONG indígena da Praia do Mangue (Paryry´p) para que alimentação fosse adquirida. Vejam bem como as coisas são contraditórias na Coordenação da Funai: Os cabeças da coordenação segundo se propala abriram fogo caçando bruxas e resolveram quando assumiram a fazer devassas na vida dos substituídos que respondem a processos por terem feito despesas sem coberturas orçamentárias, e hoje não somente repetem os mesmo erros, como vão mais além: Em vez de se buscar recursos para custear suas responsabilidades com os índios, usam os próprios indígenas para que o desserviço social que estão desenvolvendo se perpetue, já que recorrem à organização dos indígenas para pedirem empréstimo de dinheiro e assim resolverem problemas de gerenciamento que são de suas inteira responsabilidade.

Perguntas impertinentes pertinente surgem:

-Qual a rubrica, classificação contábil, programa de trabalho, elemento de despesa, que usarão para efetuar o pagamento do empréstimo? É legal isso? Quem e quando irão pagar o empréstimo?

Há comentários que para intimidar o blogueiro, Ademir Kabá e uma assessora iriam processar o autor das denúncias que estão sendo feitas através do RP; fazemos aqui uma recomendação:

Antes de irem aos tribunais processar alguém que está sendo o porta-voz de livre iniciativa de um povo que está sendo massacrado, providencie-se comida para os famintos e necessitados índios em transito por Itaituba e paguem o debito que fizeram com a Paryry´p. Sobre a ameaça de processo o defeito de ter medo, Deus poupou-me de possuir.

Sem sensacionalismo, é dificil se entender o trabalho da Coordenação Regional da Funai de Itaituba, que fugindo de parcerias, não aproxima-se do Prefeito que é funcionário de carreira da Funai, nem do Vice Prefeito que é indigena, menos da Câmara de Vereadores  que la encontraria 5 indigenas, e até do Poder Judiciario cujo o Secretario é um indigena e ainda da Associação Indiegna Pusuru dirigida exclsivamente por indios Munduruku.
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CARICATURA MERAMENTE ILUSTRATIVA

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