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sábado, 22 de maio de 2010

REVISTA INSINUA QUE BRASIL PRODUZ BOMBA ATÔMICA

22 de Maio de 2010 às 08h34
A revista cita o Brasil como potência, inclusive militar

Brasil - Reportagem assinada por Hans Rühle, da Der Spiegel, principal revista da Alemanha, afirma que o Brasil pode estar trabalhando a construção de uma bomba nuclear. O texto publicado na edição on line da Der Spiegel (a revista Veja dos alemães) trata da proliferação das armas nucleares na América Latina. E indaga: “O Brasil está desenvolvendo a bomba atômica?”O Brasil assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, mas especialistas suspeitam que podem estar trabalhando uma bomba nuclear”, destaca a revista.

Conforme a Der Spiegel, o Brasil tem permissão legal para enriquecer urânio para seu submarinos, “mas ninguém sabe o que acontece com o combustível, uma vez que é limitado em bases militares”. Hans Rühle ilustra sua reportagem citando a revista norte-americana Foreign Policy, de outubro do ano passado, a qual aponta Cazaquistão, Bangladesh, Birmânia, os Emirados Árabes Unidos e Venezuela próximos candidatos – depois do Irã – para a filiação ao clube das potências nucleares. Em sua edição de hoje, o jornal Brasil Econômico informa que o Brasil tirou da gaveta seus projetos para a construção de novas usinas nucleares.

Para a Der Spiegel, a revista norte-americana esqueceu-se de mencionar o mais importante potencial de energia nuclear: o Brasil. A revista ainda destaca que o Brasil é tudo em grande estima no restante do mundo e que seu presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se uma estrela internacional. Cita, por exemplo, os elogios feitos a ele pelo colega norte-americano Barack Obama, mas vê com ressalva a aproximação do brasileiro com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Der Spiegl afirma que Lula se dar ao luxo de receber Ahmadinejad com todas as honras, o que, na visão as revista, seria uma demonstração clara de aprovação ao programa nuclear iraniano.

De acordo com a Der Spiegel, a auto-afirmação de Lula é um indicativo do Brasil ao status de grande potência, inclusive em termos militares. Outro indicativo apontado pela revista alemã seria o lançamento Estratégia Nacional de Defesa, lançado pelo Brasil no final de 2008. De acordo com a publicação, o Brasil já possui domínio completo do combustível nuclear e seu plano de defesa prevê a construção de submarinos de propulsão nuclear. Esse seria um indicativo de que o País já teria tecnologia suficiente para produzir a bomba atômica.

Disfarce para a bomba

Der Spiegel insinua que a construção de submarinos de propulsão nuclear pode ser, na verdade, um disfarce utilizado pelo governo brasileiro para a implementação de um robusto programa nuclear. Destaca a revista que o Brasil já teve TRE programas militares nucleares secretos, entre 1975 e 1990, permitindo, assim, que cada arma das Forças Armadas tocasse de forma autônoma seus programas.

A reportagem da Der Spiegel destaca que o programa mais bem-sucedido seria o da Marinha do Brasil. Por essa razão, a força teria importado centrífugas de alto desempenho para produzir urânio altamente enriquecido (de hexafluoreto de urânio importado), de modo a ser capaz de operar pequenos reatores para submarinos.

A revista alemã insinua que, após adquirir capacidades nucleares, o Brasil se revelaria ao mundo como “uma explosão nuclear pacífica”, a exemplo que fez a Índia. De acordo com declarações do ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, em 1990, os militares brasileiros estava à beira da construção de uma bomba. Porém, nunca se chegou a esse ponto.

Lula retornou programa

A partir da redemocratização, em 1988, o Brasil teria abandonado seus programas nucleares. O Brasil ratificou o Tratado para a Proscrição das Armas Nucleares na América Latina e no Caribe em 1994 e, em 1998, o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). Mas a revista Der Spiegel afirma que “sob Lula da Silva, no entanto, este namoro já foi reacendido, e os brasileiros estão se tornando cada vez menos reticente em brincar com a sua própria opção nuclear. Apenas alguns meses depois da posse de Lula, em 2003, o País retomou oficialmente o desenvolvimento de um submarino de propulsão nuclear”.

A Der Spiegel lembra que durante sua campanha eleitoral, Lula criticou o TNP, chamando-o de injusto e obsoleto. “Embora o Brasil não se retirar do tratado, demonstrativamente apertadas condições de trabalho dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A situação ficou tensa em abril de 2004, quando foi negado à Agência acesso ilimitado a uma instalação de enriquecimento de recém-construída em Resende (RJ).”

De acordo com a revista, o governo brasileiro também deixou claro que não tinha a intenção de assinar o protocolo adicional ao TNP, que teria exigido que a abertura não declarado anteriormente instalações para inspeção.

Por fim, a Der Spiegel afirma: “Em meados de Janeiro de 2009, durante uma reunião do Grupo de Fornecedores Nucleares, um grupo de países fornecedores nucleares, que trabalha para a proliferação de controlo das exportações de materiais nucleares, as razões para esta política restritiva tornou-se claro para os participantes, quando representante do Brasil fez o seu melhor para lutar requisitos que fizeram o programa de submarino nuclear transparente”. Confirma a reportagem da Der Spiegel (em inglês)

Do: Notapajós.com
ILUSTRAÇÃO RP

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