RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

terça-feira, 18 de maio de 2010

ECONOMIA DO EXTRATIVISMO MADEIREIRO EM FOCO

FLONA AMANA GERA EXPECTATIVA EM JACAREACANGA

JACAREACANGA - Aconteceu em Jacareacanga sexta passada (14), no Centro de Referencia da Assistência Social, a audiência pública com a participação de entidades, poder público municipal, poder Judiciário e Pode Legislativo, onde foi apresentado  por técnicos do Serviço Florestal Brasileiro-SFB, o pré-edital de concessão da Floresta Nacional do Amana – Flona  Amana.

Como preparação para a audiência pública, os técnicos do SFB e do Instituto Chico Mendes, realizaram em abril no município de Itaituba reuniões técnicas, com vários segmentos sociais e entidades. 

A Flona Amana foi criada em fevereiro de 2006, por um decreto federal, e fica localizada no extremo oeste do estado do Pará, nos municípios de Jacareacanga e Itaituba. Com uma área de 540,4 mil hectares a Flona Amana possui uma zona definida para manejo florestal sustentado em seu Plano de Manejo de 364,52 mil hectares.

A área objeto do edital abrange é de 210.161 hectares, divididas em 5 unidades de Manejo Florestal e distam da sede do município de Itaituba 290 kms e de Jacareacanga apenas 80 kms. Segundo Marcelo Guedes, gerente de concessão do SFB, a área tem potencial para produzir 150 mil m³ de madeira por ano, com uma geração de emprego entre 1.500 e 1.800 empregos e uma receita com venda de madeira em 7 milhões de reais anual. “Das cinco unidades de manejo florestal, três estão 100% dentro do município de Jacareacanga”, disse Guedes. De acordo com a explanação do técnico do SFB, o custo do m³ de acordo com seu respectivo grupo varia de 16 a 113 reais.

Segundo Guedes, a empresa ou entidade para participar do processo licitatório, tem que estar legalizada e os indicadores de pontuação para ganhar a licitação variam desde o critério ambiental, social, eficiência e agregação de valor, sendo a pontuação principal o critério social que vale 200 pontos. 

Segundo Luiz Carlos Joels, diretor do SFB, com a conclusão do processo licitatório, as empresas vão se instalar em Jacareacanga ou Itaituba, criando postos de trabalhos e gerando renda. “É necessário que cada município se prepare estruturalmente para receber as indústrias madeireiras que certamente irão se instalar na região. Boas estradas, energia firme e comunicação, são fatores que certamente irão atrair os investidores”, avisa Miranda. “Encontrei em Jacareacanga um alto índice de cidadania”, comenta Joels.

Dois questionamentos foram abordados por Pedro José Griebeler, da Aproeste, que diz respeito ao preço da madeira. “O preço do m³ da madeira está muito caro. A nossa geografia é muito complexa para o transporte de madeira, isso onera muito o custo de frete” disse Griebeler.

Para o prefeito Raulien Queiroz, a expectativa de crescimento econômico do município é muito grande com a instalação de um pólo madeiro no município. “Somos sabedores que Jacareacanga ainda não possui uma estrutura física adequada para instalação de uma indústria. Mas já estamos em questionamento com a Rede Celpa, onde estamos reivindicando mais qualidade no fornecimento de energia, iremos junto ao governo do estado buscar parcerias para que possamos melhorar nossa estrutura. Já está sendo executadas as obras do PAC, com melhorias sanitárias, esgotamento sanitário, bem como rede de água potável”, disse o prefeito, acrescentando que além da estrutura para instalação da indústria é necessário ofertarmos também estrutura para as famílias que virão para Jacareacanga. 

TEXTO E FOTOS
NONATO SILVA/ASCOM PMJ

Um comentário:

Nancy disse...

Um apelo ao Valmir, larga de ser burro e vem pra madeira que é teu ramo, na politica tu perde muito tem muita boca pra mamar na vaca velha