RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CASO OURO ROXO: - NÃO SOMOS OS VERMES DA AMAZÔNIA


Jacareacanga/São José/Ouro Roxo – Atendendo apelo dos garimpeiros filiados na Cooperativa dos Garimpeiros do Garimpo São José /CGGSJ  o RP deslocou até aquele garimpo um emissário com a única intenção de ouvir o apelo  e clamor daquele povo que se sente lesado pela ação de mineração desenvolvida pela Mineradora  Ouro Roxo que tem como acionista majoritário o empresário  Dirceu Frederico Sobrinho (FOTO MENOR ABAIXO).
Falando ao Rastilho de Pólvora o presidente da CGGSJ Vanildo Silva de Souza (FOTO) revelando vontade e disposição em lutar na defesa dos cooperados disse que estaria de viagem à sede do município, para buscar entre as autoridades do executivo, legislativo (foto)  e judiciário apoio para sua classe pois tem documentação que merece amparo legal para sua luta. Prosseguindo Vanildo fazendo severas criticas  ao que chamou de intervenção ou invasão do mais forte, o empreendimento de mineração de Dirceu Frederico que trata os garimpeiros da cooperativa como escórias, invasores e quadrilheiros, se esquecendo o empresário que o caráter de invasor cabe bem à ação da Mineradora, já que os garimpeiros estão naquele local por tempos que se elevam em mais de 60 anos.
Reportou-se mais o garimpeiro presidente da CGGSJ, que mesmo na atividade rudimentar que degrada muito menos que o cianeto em exposição pela atividade da mineradora, e ainda sendo os trabalhos de lavra executados de forma legal, seus companheiros são tratados como se fossem bandidos, e  como se organizassem em caráter de  formação de quadrilha,  e acrescentou que muitos ambientalistas e ainda velhos garimpeiros que prosperaram na vida e mudaram de profissão de sofridos garimpeiros para mineradores, tratam os antigos companheiros garimpeiros com adjetivos mais que ofensivos como  Vermes da Amazônia.
Denunciou na oportunidade além do uso indiscriminado de Cianeto por parte da mineradora, que está causando mortes de peixes, animais domésticos, e comprometendo fontes de captação de água para consumo, que um dos prepostos de trabalho da Mineradora conhecido como Valfredo  afirmou categoricamente que Dirceu Frederico conseguiu junto ao Prefeito de Jacareacanga, na época Carlos Veiga uma certidão de ocupação do solo pelo qual pagou ao prefeito 10 mil reais. – ...e por isso, quem manda aqui é Dirceu! Vociferou o enfezado abre-alas.
O Presidente da Cooperativa Vanildo, apresentou  series de documentos entre os quais uma autorização de lavra em uma superfície de 125 hectares em nome de  Valdir Ferreira da Silva que é parte integrante da cooperativa  e  enfatizou que a mineradora tem apenas direito de pesquisar o subsolo e nunca explorar.
Perguntado sobre a questão da animosidade reinante na área, disse  Vanildo, que a turma da Mineradora incita e provoca os garimpeiros, e que até a poucos dias seguranças da mineradora exibiam de forma ameaçadora  e ostensivamente armas.
É fato que  a situação mostra-se preocupante entre as partes envolvidas e a parte nevrálgica da questão fica em torno da insegurança que os seguranças promovem.  Uma coisa é certa: - Dirceu conduz sua vida empresarial, com esmero e dedicação e nunca houve registro que defenda seus direitos ao arrepio da lei, é um homem de fácil acesso aberto ao dialogo e se  a direção da Cooperativa se dispuser  a entender-se através de discussão séria que se produza efeito amistoso a solução para o impasse estará bem próxima.
Dirceu tem espaço  neste blog para contraditar  o assunto aqui em referencia e ainda esclarecer outros pontos que julgue necessários para facilitar uma solução para a contenda ou que seja restabelecida a verdade se julgar inveridica.
Mesmo procurando exibir farta documentação de que estaria respaldado documentalmente para explorar atividades de mineração  na área reclamada pela CGGSJ, o empresário prometeu encaminhar  outros documentos entre os quis o EIA RIMA (Estudo e relatório de impacto ambiental) ou o Relatório de Controle Ambiental a Jacareacanga, para analise de uma e equipe de Vereadores e pessoal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente que foram convidados pelos garimpeiros para constatar flagrantes delitos, e não fez o encaminhamento que prometera no dia aprazado – confessou um dos vereadores.
Dirceu na verdade, mesmo com evidencias de algumas situações se manifestando nebulosas, como o pagamento de 10 mil reais para ter conseguido a permissão para ocupação e uso do solo, tem caráter de homem decente, correto, que se movimenta para resolver a pendenga, com pessoas e autoridades de moralidade comprovada. O uso de seguranças armados no garimpo, conforme denunciou o presidente da CGGSJ mostra uma forma até truculenta de defender seus direitos.

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