RASTILHO DE PÓLVORA ESTÁ ACESO

segunda-feira, 3 de maio de 2010


"As manga"

 O caboquim cordô cêdo, ispriguíçô, lavô as mão na gamela, limpô uzói, sinxugô, tomô café, pegô a inxada, sivirô pra muié i falô:
- Muiééé, tô inoprotrabaio.

Quano q'êle saiu da casa, ao invêiz dií prá roça, ele subiu num pé di manga i ficô iscundidim.
 
De repente pareceu um negão, e foi inté upé di manga i nem si percebeu q'o caboquim tava lá inrriba. Pegôu'a manga... chupô, pegôta, i mais ôta...I a muié du caboquim chegô na janela e gritô: 
 - Pó vim, ele já foi!

I o negão largô as manga i sinfurnô dendacasa du caboquim.

O caboquim, danado de ráiva, desceu da árvre, pegô um facão e intrô na casa. Quandele abriu a porta ele viu o negão chupano as teta da muié, intonsi levantô u facão e falô:
 - Vai morrêêêêê negão!!!

E num é cunegão puxô um 38 da cintura, i pontô pro caboquim falano: 
 - Por que eu vou morrer?

E o cabuquim: 

- Uai cê chupô trêis manga e agora tá mamando leite. Assim cê vai morrê, manga cum leite
faiz mar!!!
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Para minha cunhada Julie Rimet (Quase goiana)

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